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Já há conversas para fechar acordo em torno da chamada quebra de interstício entre o primeiro e segundo turno de votação em plenário
O parecer do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) ainda não chegou oficialmente ao plenário na Câmara dos Deputados, mas já foram detectadas conversas sobre possível acordo de lideranças para a chamada quebra de interstício. O que facilitaria a aprovação total da reforma da Previdência antes do recesso parlamentar.
Pelo regimento interno na Câmara, entre o primeiro e segundo turno de votação teria de ocorrer uma “pausa” regimental de cinco sessões, o interstício. As discussões são para garantir o acordo de lideranças e/ou as assinaturas necessárias para levar à quebra do interstício.
A indicação é bastante positiva e mostra que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, dispõe com certa folga dos 308 votos necessários à aprovação do texto. O problema, como sempre, mora nos detalhes, entre ele as manobras protelatórias que podem ser feitas em plenário. Por isso, por enquanto, se atribui maior probabilidade de que ocorra a votação em primeiro turno até o recesso, com o segundo turno ocorrendo em agosto.
Em tese, com quebra de interstício garantida, seria possível voltar a Previdência em dois turnos já na semana que vem, poupando tempo, por assim dizer, já que o recesso está previsto para começar em 18 de julho.
Nesta quinta, após a aprovação do relatório de Moreira por 36 votos a 13 na Comissão Especial, tanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, quanto o secretário da Previdência, Rogério Marinho, mostram otimismo com a possibilidade de encerrar a votação agora em julho. Guedes também disse que superada a reforma da Previdência "só tem notícia boa".
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