O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Senado termina de votar emendas pela manhã e texto da reforma vai para o segundo turno de votação à tarde
Tudo indica que a novela da reforma da Previdência acaba nesta terça-feira, com o Senado levando adiante o segundo turno de votação. Difícil resumir um assunto complexo desses, mas podemos afirmar que o resultado é melhor que o esperado.
Mesmo perdendo alguns bilhões durante a tramitação no Congresso, a reforma terá um impacto na casa dos R$ 800 bilhões ao longo de dez anos. O ministro da Economia, Paulo Guedes, queria R$ 1 trilhão. Mas, ainda assim, o resultado é o quase o dobro da reforma do que o mercado tinha como "satisfatória" nas discussões que ocorriam no governo Michel Temer.
Sim, sabemos que a reforma é necessária, mas não é suficiente para lidar com a situação fiscal do país. Mas digamos que esse foi o primeiro e essencial passo dentro da agenda do governo, que agora vai apresentar as reformas no lado administrativo, para rever os gastos com folha de pagamentos e afins, e no campo tributário.
Também não é exagero dizer que o país consegue superar uma pauta historicamente controversa e que ganhou urgência com a perda do grau de investimento em 2015 e as lambanças fiscais da equipe de então. Todos os governos tentaram reformas ou remendos, mas só agora conseguimos um ajuste de ampla magnitude.
Além do ajuste nas regras para a aposentadoria, também podemos colocar no escopo da reforma os projetos de combate a fraudes e que revisam ações judiciais sobre o tema, com impacto estimado de R$ 270 bilhões em dez anos. Com alguma boa-vontade temos aí o R$ 1 trilhão do Paulo Guedes.
Antes de seguir adiante, deixo aqui duas dicas de leitura da colega Julia Wiltgen. Primeiro ela te conta o que fazer para não depender do INSS e na sequência, apresenta um guia com tudo o que você precisa saber sobre previdência privada.
Leia Também
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) marcou sessão às 11 horas para avaliar as emendas apresentadas depois do primeiro turno de votação. O relator da matéria, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), deve rejeitar todas as tentativas de modificação.
Vencida a etapa na CCJ, o texto pode ir ao plenário e precisa de 49 votos. A votação em primeiro turno aconteceu em 1º de outubro e teve 56 votos favoráveis e 19 contrários. Aprovado o texto, ocorre a promulgação pelo Congresso. Espera-se que não tenhamos um terceiro turno nos tribunais, mas é quase certeza que o tema será judicializado.
O cronograma de votação está um pouco atrasado em função da liberação de emendas que não estava acontecendo no ritmo acordado pelo governo. No meio disso, os congressistas também aproveitaram para costurar a divisão de recursos do leilão de pré-sal.
Uma forma de encarar a reforma da Previdência, que é um tema indigesto no mundo todo, é ver como um compromisso do país com a sustentabilidade das contas públicas. Essa reforma aliada à emenda do teto de gastos, que limitou o crescimento do gasto público, “compram tempo” para o país fazer um ajuste fiscal gradual, sem avançar sobre “direitos adquiridos”, nem elevar ainda mais a carga tributária.
Sinal de que esse plano está sendo “comprado” pelo mercado é a queda histórica não só da taxa básica de juros, a Selic, mas de toda a curva de juros. O governo está reduzindo sua dívida e pagando menos para tomar emprestado.
Se não houvesse confiança no plano, ninguém aceitaria financiar o país com juro real (descontado da inflação) na casa dos 4% ou menos. Para dar um parâmetro, em 2016 esse juro real beirava os 8%. Que um exemplo da capacidade destrutiva da instabilidade fiscal? Olhe a Argentina.
Temos atrás escrevi que filho feio não tem pai para tratar da paternidade da reforma. O texto é de Paulo Guedes e equipe, quem apresentou ao Congresso pessoalmente foi o presidente Jair Bolsonaro e quem abraçou a proposta e fez boa parte da costura política foi o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
De fato, essa reforma é um marco dentro do sistema político brasileiro depois dos anos de presidencialismo de coalizão ou cooptação, com governo comprando apoio parlamentar com diversas formas corrupção.
Como bem disse Bolsonaro sobre as cobranças por maior articulação política, a bola esteve e está com o Congresso, que parece ter retomado seu protagonismo na condução de temas de interesse nacional. Emendas e cargos são do jogo político, gostemos dele ou não.
A população também tem sua fatia de mérito já que a pressão de grupos organizados não conseguiu dominar a narrativa em torno do tema. Basta lembrar que algumas manifestações de rua tinham o apoio à reforma como mote. O governo e demais defensores da reforma ganharam a importante batalha da comunicação.
Além do regime de capitalização, que saiu dos planos ainda na Câmara, o texto que será votado não contemplou Estados e municípios. A expectativa, agora, é que esse tema seja resolvido na chama PEC paralela, que trata da inclusão dos entes subnacionais na reforma das regras previdenciárias. Também caminha de forma separada a reforma dos militares.
Outro ponto que ficou de fora e precisará voltar à pauta é o ajuste automático nas idades mínimas de 65 anos para os homens e 62 anos para mulher. O mecanismo foi retirado, mas essa é uma discussão que terá de ocorrer invariavelmente.
Essa reforma não é “definitiva”, mas compra tempo para que se amadureçam outros temas relevantes do debate previdenciário que invariavelmente terão de ser enfrentados. Além da opção por um regime de capitalização, uma próxima reforma deveria acabar com todos os modelos de aposentarias especiais, integralidades e paridades. Nada mais democrático que um regime único em substituição às castas de aposentados que temos hoje.
O trabalho do presidente Lula foi aprovado por 46%, contra 45% em março, e desaprovado por 49% dos entrevistados, ante 51%
Neste 19 de abril, lideranças reforçam a pressão por avanços na regularização territorial dos povos originários
Os dois políticos polarizam a disputa também no primeiro turno, ainda sem serem ameaçados por outros pré-candidatos
O presidente e Flávio Bolsonaro também são os pré-candidatos mais conhecidos pelos eleitores
Em evento do BBI, gestores afirmam que cenário global predomina e eleições ficaram no segundo plano
O prazo vale também para quem pretende tirar o título de eleitor pela primeira vez ou alterar o local de votação
Cláudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School, fala no Touros e Ursos desta semana sobre um estudo que mensura os possíveis efeitos da redução da jornada no varejo e na economia
Segundo Lula, mais auxiliares podem deixar a Esplanada, mas ainda precisam avisá-lo
Licença-paternidade foi instituída no Brasil com a promulgação da Constituição de 1988. Mesmo com ampliação, benefício seguirá muito aquém do observado em países mais desenvolvidos.
Mesmo sem a confirmação oficial, integrantes do PSD começam a repercutir a escolha do governador de Goiás, em detrimento de Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul
O potencial de voto de Lula é um pouco maior e chega a 50%, enquanto Flávio Bolsonaro também tem 48% dos eleitores que admitem votar nele
O equívoco nasce de uma leitura imprecisa do artigo 224 do Código Eleitoral. O texto menciona, de fato, a necessidade de novas eleições caso a “nulidade” atinja mais da metade dos votos
Apesar da vantagem numérica do petista no primeiro turno entre os moderados, a disputa se acirra em uma eventual rodada decisiva
Decisão do STF limita verbas indenizatórias, suspende auxílios e tenta conter supersalários, embora preserve margem para penduricalhos na magistratura
A pena estipulada pelo TSE foi de 4 anos, retirando o ex-governador da corrida eleitoral deste ano e de 2030
Atual secretário-executivo da Fazenda tem perfil mais técnico e pode assumir a pasta com o desafio de tocar a agenda econômica em ano eleitoral
Além do efeito da bandeira do governo Lula na renda, levantamento mostra que a violência permanece no topo das preocupações dos entrevistados
Especialistas apontam que a observação detalhada da face e do áudio é o primeiro filtro de segurança, mas não é o único
Investigação da PF encontra mensagens do ministro do STF no WhatsApp do banqueiro que apontam para uma relação de pelo menos dois anos
Ex-governador de São Paulo e nome forte no Estado, Geraldo Alckmin também foi lembrado com elogios por Lula pela nova política da indústria brasileira