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Yoshiaki Nakano defendeu um grande corte de gastos acompanhado de flexibilização da política monetária e desvalorização cambial para estimular a economia
O diretor da Escola da Economia da Fundação Getúlio Vargas, Yoshiaki Nakano, defendeu que o ajuste fiscal seja feito de forma rápida ou "teremos um inferno".
"O ministro da Economia Paulo Guedes está começando a sentir pressão e dificuldade. Quanto tempo ele vai aguentar? Em quanto tempo vamos fazer a reforma", questionou, em evento do Conselho de Assessoramento Técnico (CAT) da Instituição Fiscal Independente (IFI).
Nakano defendeu um corte grande de gastos acompanhado de flexibilização da política monetária e desvalorização cambial para estimular o economia brasileira."Estamos em uma enrascada feia e o grande problema é o estado brasileiro", acrescentou.
O economista disse ainda que é preciso mudar a dinâmica dos gastos públicos brasileiros e que só aumentar impostos não adianta, porque as despesas continuam em crescimento.
No mesmo encontro da IFI, economistas também fizeram discursos em defesa das mudanças no sistema tributário brasileiro. O diretor do Centro de Cidadania Fiscal, Bernard Appy, defendeu a criação de regras unificadas para todos os contribuintes.
"O mero conceito de regra única já tem impacto positivo, tanto no crescimento quanto do ponto de vista distributivo. É um bom desenho", afirmou Appy, autor de estudos que baseiam a proposta de reforma tributária em tramitação no Congresso Nacional.
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O ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola também ressaltou a necessidade de mudanças tributárias. "Nosso sistema tributário contribui em muito para as ineficiências que existem na economia brasileira", afirmou.
Ele defendeu ainda o projeto de autonomia do Banco Central e disse que há espaço para a autoridade monetária baixar juros "um pouco mais".
*Com Estadão Conteúdo.
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