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Em seu terceiro mandato como presidente da Câmara, Maia se tornou o principal articulador do Centrão, mas nem sempre concorda com o grupo
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebeu um telefonema na quinta-feira passada, dia 16, poucas horas depois de voltar dos Estados Unidos, que traduziu a temperatura política de Brasília. "Se você ficasse mais uma semana fora, a vaca ia para o brejo. Ninguém quer votar mais nada", disse a ele o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), chefe do Solidariedade, resumindo o mau humor do Centrão com o Palácio do Planalto.
Maia respondeu que a agenda econômica precisava ser votada. Naquela mesma manhã, porém, ele recebeu na residência oficial outros deputados do mesmo grupo, que não só reclamaram da falta de interlocução com a equipe do presidente Jair Bolsonaro como disseram ser preciso "reformar a reforma" da Previdência e apresentar uma proposta alternativa.
Uma das ideias em discussão é tirar os Estados das mudanças na aposentadoria, para mostrar quem manda na Casa. Com a desarticulação do governo, o Centrão tenta, cada vez mais, ditar a pauta no Congresso.
O clima piorou na Sexta-feira (17), quando Bolsonaro compartilhou pelo WhatsApp uma mensagem de "autor desconhecido" com fortes críticas ao Legislativo, dizendo que o Brasil é "ingovernável" fora de conchavos promovidos por "corporações" instaladas nos três Poderes. O texto causou revolta e, nos bastidores, foi classificado por deputados como uma "provocação", que deve ter "troco".
Visto como fiador da estabilidade em qualquer governo, da direita à esquerda, o Centrão se notabilizou, nesta temporada, por fustigar Bolsonaro e impor derrotas em série ao governo. Na prática, nada anda na Câmara sem o aval desses partidos com espectro de centro, centro-direita e direita que, muitas vezes, fazem dobradinha com a oposição.
Agora, por exemplo, a maioria do grupo - que reúne cerca de 230 dos 513 deputados - só concorda em aprovar a Medida Provisória da reforma administrativa se o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ficar fora da alçada do ministro da Justiça, Sérgio Moro.
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A "providência" para escantear o ex-juiz da Lava Jato já foi tomada pela comissão mista do Congresso, mas ainda pode ser revertida em plenário. A MP diminui o número de ministérios de 29 para 22 e expira em 3 de junho. Se não receber sinal verde do Congresso até essa data, as fusões de ministérios serão desfeitas e o governo poderá ter de recriar até dez pastas.
"Eu já vi governo com bom diálogo, como o do ex-presidente Lula, votar 30 MPs em um dia. É que a base do governo Bolsonaro está desorganizada, mas dá para votar, sim", disse Maia.
A estratégia que emparedou Moro foi definida na casa de Maia, no início do mês, em reunião do núcleo duro do Centrão, formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade. O encontro ocorreu seis dias após Paulinho da Força dizer no palanque, em um ato pelo Dia do Trabalho, que era preciso "desidratar" a reforma da Previdência para impedir a reeleição de Bolsonaro.
"Você quase derruba a República, rapaz!", afirmou o deputado Wellington Roberto (PB), líder do PR, dirigindo-se a Paulinho. "Vamos trancar você, no ano que vem, no dia 30 de abril e só soltar em 2 de maio", completou Maia. Todos riram.
Em seu terceiro mandato como presidente da Câmara, Maia se tornou o principal articulador do Centrão, mas nem sempre concorda com o grupo - no caso da Previdência, por exemplo, ele diverge da proposta de reforma alternativa. O deputado teve o apoio do bloco, de "agregados" do PSDB e de parte da oposição para se reeleger, em fevereiro, além do respaldo do próprio PSL de Bolsonaro, hoje o único partido da base aliada.
A pedido do presidente, Maia indicou Alexandre Baldy (PP), secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, para comandar o Ministério das Cidades, se a pasta for mesmo recriada. A indicação, porém, contrariou uma ala do Centrão.
Ocupar cargos de "porteira fechada" no primeiro escalão sempre foi uma prática do time que dá as cartas do poder na Câmara. Após ter integrantes investigados pela Lava Jato e receber de Bolsonaro o carimbo de "velha política", porém, o grupo tenta virar o jogo. Em cafés e almoços na casa de Maia, geralmente às segundas, terças e quartas, até mesmo pesquisas são analisadas, como as que ficaram conhecidas no ano passado, quando o Centrão decidiu apoiar a candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência. Foi um fiasco.
O desafio, hoje, é transmitir a ideia de que o bloco se reinventou com uma agenda própria, como a proposta de reforma tributária, apresentada pelo MDB e vista com bons olhos por Maia. Para municiar os deputados, o presidente da Câmara encomendou recentemente um estudo mostrando que a transferência do Coaf para a Justiça vai na contramão do que ocorre na maioria dos países, onde o colegiado está vinculado à equipe econômica.
O poder de influência sobre os recursos do Orçamento também ganhou maior relevância no discurso do grupo. Atualmente, o Congresso resiste a atender o pedido de urgência do ministro da Economia, Paulo Guedes, por um crédito extra de R$ 248,9 bilhões para cumprir a "regra de ouro". O dispositivo impede que o governo contraia dívida para cobrir despesas correntes, como o salário de servidores.
Sem o mesmo formato do Centrão vitaminado pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso da Lava Jato, o bloco parece ter hoje mais musculatura. Mesmo o núcleo que ajudou a derrubar a então presidente Dilma Rousseff, em 2016, porém, odeia ser chamado de Centrão.
"Esse termo é muito pejorativo", argumentou o líder do DEM, Elmar Nascimento (BA). "Não existe Centrão. O que existe são partidos que não são governo nem oposição e às vezes caminham juntos. É o centro democrático." O DEM ocupa três ministérios na Esplanada.
Elmar e seu colega Arthur Lira (AL), líder do PP, se recusaram a ir ao encontro de Bolsonaro, na terça-feira, no Planalto. Temiam ser acusados de fazer barganha. Naquele mesmo dia, o Centrão deu uma rasteira no governo e aprovou a convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, para que ele explicasse o corte de verba em universidades.
No fim da tarde de quarta, enquanto Weintraub ainda falava na Câmara, Lira e o líder da Maioria, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), conversavam animadamente no fundo do plenário. Ao ver o deputado Odair Cunha (PT-MG) se dirigindo ao cafezinho, Lira insinuou que os questionamentos do PT a Weintraub estavam fracos.
"Como vocês pegam um peixinho desses e o deixam nadando sozinho no aquário?", perguntou ele para Cunha. "A passagem pelo governo fez mal a vocês. Desaprenderam a fazer oposição", emendou, às gargalhadas, o homem que quer ser o sucessor de Maia na presidência da Câmara, em 2021. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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