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O órgão pode ter um quadro efetivo e até mudar de nome; presidente diz que quer “tirar o Coaf do jogo político”
O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta sexta-feira, 9, que pretende transferir o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para o Banco Central.
O órgão pode ter um quadro efetivo e até mudar de nome, declarou o presidente. "O que pretendemos é tirar o Coaf do jogo político". Bolsonaro transferiu o Coaf para o Ministério da Justiça ao assumir o governo. O Congresso, no entanto, devolveu o órgão ao Ministério da Economia.
O destino do presidente do Coaf será decidido pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Perguntado sobre como o órgão ficaria livre de indicações políticas, Bolsonaro citou um exemplo de que poderia sugerir a Moro que tirasse alguém do Coaf enquanto a pasta estivesse no Ministério da Justiça.
"Queremos evitar isso aí. Quanto menos o Estado, a política, interferir no destino do Brasil, entendo que seja melhor", afirmou.
O presidente comentou a intenção de diminuir a alíquota máxima do Imposto de Renda, que hoje é de 27,5%. Ao falar sobre a reforma tributária, o presidente rejeitou falar em CPMF e afirmou que o formato da proposta ainda está sendo desenhado.
"Já falei que não existe CPMF, é decisivo. O que ele Marcos Cintra, secretário da Receita Federal quer mexer, tudo é proposta, não vai dizer que lá na frente que eu recuei, é facilitar o Imposto de Renda, aumentar aí a base, acabar com algumas deduções, diminuir um pouco o imposto máximo de 27%. Esta é a ideia, facilitar", declarou Bolsonaro.
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Conforme o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) publicou na quinta-feira, 8, o governo estuda corrigir a faixa inferior de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física hoje, em R$ 1.903,98 mensais pela inflação, além de promover um corte linear nas alíquotas de todas as faixas de renda, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo com fontes da área econômica. A tabela não é reajustada desde 2015.
Nesta sexta, Bolsonaro disse que pediu à equipe econômica para, se não mudar nada no Imposto de Renda, pelo menos corrigir a faixa inferior pela inflação. Ele voltou a falar da promessa de campanha de isentar do imposto quem ganha até cinco salários mínimos. "Tenho conversado com Paulo Guedes, vou continuar batendo nessa tecla."
*Com Estadão Conteúdo
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