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Estreitando relações

Bolsonaro anuncia acordo de livre comércio entre Mercosul e 4 países europeus

Anúncio foi comemorado por entidades diretamente envolvidas, como a Confederação Nacional da Indústria

Presidente da República, Jair Bolsonaro
Imagem: Clauber Cleber Caetano/PR

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) comemorou pelo Twitter a conclusão de um acordo de livre-comércio entre Mercosul e a Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA, na sigla em inglês) firmado nesta sexta-feira, 23.

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"Concluímos hoje as negociações do Acordo de Livre-Comércio entre Mercosul e EFTA (Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein), que tem PIB de US$ 1,1 trilhão e é o 9º maior ator comercial do mundo. Mais uma grande vitória de nossa diplomacia de abertura comercial", tuitou o presidente.

Bolsonaro ainda parabenizou os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Paulo Guedes (Economia) e Tereza Cristina (Agricultura), "que estiveram à frente das negociações".

CNI: acordo é passo importante

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) comemorou, por meio de nota, a conclusão do acordo de livre-comércio entre Mercosul e os países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) - bloco formado pela Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, países que não integram a União Europeia.

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Segundo a CNI, o acordo é um "passo importante na estratégia de abertura comercial do Brasil e na maior inserção internacional da indústria".

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O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, afirma que o EFTA tem economias importantes, que, juntas, importam cerca de US$ 400 bilhões, valor superior às importações do Mercosul.

"O acordo deve abrir o mercado para produtos importantes do Brasil, que atualmente enfrentam tarifas, como alumínio, laminados de ferro, produtos químicos, autopeças, além de aumentar cotas para os produtos agrícolas como carne", diz o diretor na nota enviada pela CNI.

Abijaodi afirma que é importante manter abertura por meio de acordos comerciais, para que o País consiga abrir o mercado com previsibilidade, gerando ganhos para a exportação.

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De acordo com a CNI, atualmente, as exportações brasileiras para os países do EFTA estão no menor nível da última década. Em 2014, segundo dados divulgados pela entidade, o Brasil chegou a vender US$ 3,3 bilhões, valor que caiu para US$ 1,8 bilhão em 2018. "A expectativa é de que o acordo possa reverter esse cenário. Os principais produtos com oportunidades são: carnes bovinas, preparações alimentícias, óleos de soja, autopeças, papel e cartão", diz a CNI.

A entidade destaca ainda que o acordo entre os blocos abre espaço no comércio de serviços. Os países do EFTA, segundo a CNI, são o terceiro maior parceiro do Brasil em serviços, atrás apenas dos Estados Unidos e da União Europeia.

*Com Estadão Conteúdo.

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