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Não pediram minha opinião

Guedes sugere que não foi informado sobre intervenção em preço do diesel

Ministro da Economia disse não saber nada sobre o assunto pois havia passado a sexta-feira em reuniões em Washington

Paulo Guedes
O ex-ministro da Economia, Paulo Guedes - Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

O ministro da Economia, Paulo Guedes, sugeriu nesta sexta-feira que não foi informado sobre a decisão do presidente Jair Bolsonaro de intervir para adiar o reajuste do preço do diesel pela Petrobras.

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Questionado ao sair de reuniões no Fundo Monetário Internacional (FMI) se havia sido consultado por Bolsonaro, Guedes afirmou que não sabia "nem" do que se tratava, pois havia passado o dia inteiro em reuniões em Washington.

"Passei o dia inteiro trabalhando, não tenho informação suficiente", disse Guedes. Diante da insistência de jornalistas e da sugestão de que ele não foi informado sobre a interferência nos preços, Guedes respondeu: "É uma inferência razoável aparentemente".

Nesta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro admitiu que determinou a suspensão do reajuste no diesel. A decisão da Petrobras de adiar o aumento no preço do combustível fez a empresa perder R$ 32,4 bilhões em valor de mercado. A primeira reação do ministro da Economia foi dizer que não iria comentar e disse que teria um "silêncio ensurdecedor" aos jornalistas sobre o assunto.

O porta-voz da presidência informou nesta sexta-feira que Bolsonaro não comentou se fez alguma ligação para o ministro Paulo Guedes.

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Depois, a assessoria que acompanha o ministro durante a viagem informou que ele não fará nenhum outro pronunciamento à imprensa.

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Mais cedo, também em Washington, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que não há risco de que o governo Bolsonaro adote uma política de controle de preços - algo pelo qual o governo da ex-presidente Dilma Rousseff foi criticada. Apesar de não comentar especificamente a situação da Petrobras, Campos Neto afirmou que "economistas liberais acreditam na menor intervenção possível".

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