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Oi diz que desconhece interesse da Telefônica, após reportagem

Companhia encaminhou um ofício para a B3; reportagem dizia que tele espanhola estaria interessada nos ativos da companhia brasileira – em especial, nas redes de telefonia e dados móveis, que integram as tecnologias 3G e 4G

17 de setembro de 2019
7:03 - atualizado às 7:04
Fachada da loja operadora Oi
Fachada da loja operadora Oi na Avenida Paulista. - Imagem: Estadão Conteúdo/Francisco Carlos Ferreira

A Oi afirmou nesta segunda-feira, 16, que desconhece qualquer informação sobre uma eventual proposta da Telefônica Brasil.

O ofício enviado para a B3 se referia a uma reportagem que dizia que a dona da Vivo estaria interessada nos ativos da companhia brasileira.

Em especial, nas redes de telefonia e dados móveis da Oi, que integram as tecnologias 3G e 4G.

O que foi dito sobre a Oi

O presidente global do grupo espanhol Telefónica, José María Álvarez-Pallete, teria dito anteriormente que a compra de parte da Oi seria uma grande oportunidade, especialmente após a aprovação no Senado do PLC 79, segundo o jornal espanhol, El Confidencial.

No começo do mês, Álvarez-Pallete se reuniu com o Bolsonaro. Na ocasião, o executivo apresentou o plano de investimento da companhia no país, com foco na expansão da fibra óptica, ainda de acordo com a publicação.

O presidente da Telefônica também apresentou a estratégia de aceleração da expansão da fibra. A Vivo tem a maior rede de fibra da América Latina.

Marco das teles

O Senado aprovou na noite da última quarta-feira, 11, o projeto que atualiza o marco legal das telecomunicações no País. A proposta segue agora para sanção presidencial.

O texto deve beneficiar a operadora de telefonia Oi. A avaliação é que o encaminhamento do novo marco legal tende a desencadear diferentes ondas de investimentos no setor.

Em relatório divulgado a clientes, os analistas do BTG pontuaram que "a nova legislação é um gatilho importante para a Oi [...] Acreditamos numa economia na ordem de R$ 1 bilhão com despesas regulatórias da companhia".

Outro ponto importante ressaltado pelos analistas é de que o marco regulatório pode aumentar também as chances de fusões e aquisições.

*Com Estadão Conteúdo

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