O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Com mais de seis milhões de usuários de seu inconfundível cartão de crédito na cor roxa, o Nubank jamais deu lucro. Mas as outras linhas do balanço mostram que essa tendência pode se reverter
Com mais de seis milhões de usuários de seu inconfundível cartão de crédito na cor roxa, o Nubank é de longe o maior caso de sucesso no país entre as novas empresas de tecnologia financeira, as chamadas “fintechs”. Mas desde que entrou em operação há cinco anos, a emissora de cartões e banco digital jamais deu lucro. O que acontece?
Quando eu comecei a cobrir o setor financeiro como repórter, há mais de uma década, um experiente analista do setor me ensinou uma regra de ouro: banco não pode dar prejuízo.
Com base nessa avaliação, os números do Nubank deveriam preocupar. Em 2018, registrou um resultado negativo de R$ 100,3 milhões. Um pouco melhor que a perda de R$ 117 milhões do ano anterior, é verdade. Mas os prejuízos acumulados desde a criação da fintech que tem apenas cinco anos de vida já somam quase R$ 380 milhões.
De todo modo, o Nubank não pode ser avaliado como um banco qualquer, e sim como uma empresa de tecnologia. Até aqui, os sucessivos prejuízos vêm sendo bancados com aportes de grandes fundos internacionais, que já investiram mais de US$ 700 milhões. Na última rodada, a fintech foi avaliada em quase US$ 3,9 bilhões (mais de R$ 15 bilhões, nas cotações atuais).
Ao investir no Nubank, os fundos miram não a última linha do resultado, que traz o lucro ou prejuízo, mas nas outras linhas do balanço. A grande aposta é que a empresa vai liderar o processo de “disrupção” na oferta de serviços financeiros no Brasil. Isso, aliás, já está acontecendo.
Com seu cartão de crédito sem a cobrança de anuidade, aliado a um aplicativo de celular intuitivo, o Nubank caiu no gosto dos clientes, em particular os jovens da geração “millennial”, que não eram bem atendidos pelos bancos tradicionais.
Leia Também
O Nubank encerrou o ano passado com um total R$ 10,7 bilhões em ativos, um aumento de 128% em relação a dezembro de 2017 e quase o dobro do Banco Inter, outra fintech que também está em crescimento acelerado.
Mas como o Nubank ganha dinheiro se não cobra a anuidade do cartão? As receitas hoje vêm de duas principais fontes: as taxas de intercâmbio, um percentual cobrado dos estabelecimentos comerciais a cada compra feita no cartão, e com os juros nas compras feitas no rotativo ou parcelamento.
Em 2018, a receita total da fintech mais que dobrou e alcançou R$ 1,233 bilhão. Mas ainda não é suficiente para cobrir as despesas operacionais e com provisões para calotes, por isso a empresa ainda opera no vermelho.
Eu ouvi uma vez do Nubank que uma das fontes do prejuízo vem justamente do crescimento acelerado. Isso porque cada novo cliente traz um custo inicial com a emissão do cartão e as inevitáveis fraudes que acontecem no meio do processo.
A boa notícia é que o crescimento das despesas no ano passado foi menor que o aumento das receitas, um sinal de que a proporção entre novos clientes e os "maduros" começa a ser favorável para a empresa.
A grande expectativa do mercado é que o Nubank venha em breve, provavelmente ainda neste ano, para a bolsa e faça uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
Para isso, o grande desafio do Nubank será mostrar aos investidores que, além de ser bom para o cliente, também pode ser rentável para o acionista.
Os críticos desse modelo argumentam que o negócio de cartões não para em pé da forma como está hoje, já que boa parte da receita de intercâmbio não fica com a empresa, mas com a bandeira (Mastercard).
O maior receio é que a fintech repita a trajetória de empresas como a Netshoes, que conseguiu abrir o capital na bolsa de Nova York, mas não foi capaz de entregar resultados aos acionistas.
O Nubank já deu a resposta mostrando que vai muito além das operações com cartões. A empresa lançou em 2017 a NuConta, com a qual ampliou a gama de serviços (e potenciais fontes de receita) e já ultrapassou a marca de 4 milhões de clientes.
Recentemente, também obteve autorização para abrir uma financeira, com a qual passou a oferecer empréstimos pessoais e também poderá emitir letras de câmbio, ampliando as fontes de captação e diminuindo os custos de funding.
E você, o que acha do Nubank? A empresa conseguirá ser lucrativa mantendo a qualidade dos serviços? Deixe seu comentário logo abaixo ou lá no meu Twitter.
Intenção cai em relação a 2025, quando 72% das empresas investiram
Anvisa proíbe a venda de azeite da marca San Olivetto devido a irregularidades apontadas nas ações da distribuidora e da fabricante
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na segunda-feira (16). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogos aumentaram.
Rodolfo Amstalden, CEO da casa de análise, criou um serviço para facilitar o investimento em renda fixa e variável, além de ajudar no acesso à educação financeira
Comunicado oficial alerta candidatos, mas expectativa por novo concurso cresce — mesmo sem previsão confirmada pelo banco
Estudo do Insper indica que bolsa do Pé-de-Meia reduz abandono escolar entre jovens de famílias mais vulneráveis
Após quatro anos sem concorrência, a Starlink, projeto da SpaceX de Elon Musk, ganha um forte concorrente no mercado brasileiro
Como a Mega-Sena só corre amanhã, a Quina é a loteria da Caixa com os maior prêmio em jogo na noite desta segunda-feira (16); confira os valores em disputa.
Ganhos na bolsa e na renda fixa garantiram superávit bilionário ao fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil
O atraso nas regras do IR 2026, um prêmio milionário na Lotofácil e a disputa entre Casas Bahia e Pão de Açúcar estão entre as notícias mais lidas da semana no Seu Dinheiro
Receita Federal divulga detalhes do IRPF 2026 em coletiva às 10h; atraso no anúncio pode reduzir a janela de envio da declaração neste ano
Bilhetes simples cravaram as 15 dezenas e renderam mais de R$ 1 milhão para cada vencedor; Mega-Sena, Quina e +Milionária seguem travadas
Pagamentos do abono salarial seguem mês de nascimento ou número de inscrição e vão até agosto; hoje são contemplados os nascidos em fevereiro.
Preso em Brasília, Vorcaro escolhe José Luís de Oliveira Lima para liderar a defesa; advogado já atuou em casos como Mensalão e julgamento de Braga Netto
Entre as 70 atrações do Cacau Park, o destaque é a mais alta e mais rápida montanha-russa da América Latina
Com tecnologia do Gemini, o Google quer transformar o Maps em um assistente capaz de responder perguntas e sugerir lugares em tempo real
Aumento será de R$ 0,38 por litro nas refinarias, enquanto governo aposta em desoneração e subsídio para suavizar efeito nas bombas
James Howells seria considerado um bilionário no Brasil se sua agora ex-namorada não tivesse jogado fora um HD com 8 mil bitcoins
Escalada do Brent e bloqueio das importações aumentam pressão sobre a política de preços da estatal
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (12). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania acumularam. Consequentemente, os prêmios em jogo aumentaram.