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A série histórica do Ibovespa mostra que maio é um mês em que o índice costuma ter desempenho negativo. É melhor mesmo vender tudo e ir embora, ou é tudo uma questão de compreender melhor os riscos que se desenham no horizonte, tanto no Brasil quanto no exterior?
Eu tenho alguns hábitos no período da manhã. Acordo sempre por volta das 7h, tomo banho, como alguma coisa e levo o Tambor — meu cachorro recém-adotado — para dar uma volta no quarteirão. E, entre uma atividade e outra, eu começo a trocar as primeiras mensagens com analistas e operadores do mercado financeiro.
Pois bem: na última quinta-feira, dia 2, eu estava repetindo essa rotina — talvez um pouco mais sonolento que o normal, afinal, estávamos voltando de um feriado. Mas um detalhe me chamou a atenção: todas as respostas que eu recebi naquela manhã incluíam, em algum ponto, a mesma frase:
"Sell in May and go away" — algo como "venda em maio e vá embora".
Eu explico: o quinto mês do ano, segundo a mitologia do mercado financeiro, marca o início de um período de desempenho ruim das bolsas. E, coincidência ou não, o Dow Jones, o S&P 500, o Nasdaq e o Ibovespa abriram maio com o pé esquerdo.
A origem desse jargão é incerta. Há quem diga que tudo está conectado com o início do verão no hemisfério norte — quando muitos investidores saem de férias e optam por vender ações para fazer dinheiro (e não se estressar com o sobe e desce dos ativos).
Uma segunda linha de pensamento diz que maio é a época o pagamento de bônus do mercado financeiro — e que, ano após ano, os montantes ficam abaixo do esperado, o que obriga os agentes a venderem seus papéis para cobrir uma necessidade de caixa.
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Há muitas teses, mas poucas justificativas racionais. E, embora a maior parte das mensagens fosse em tom de piada, algumas também assumiam um certo viés de profecia. Afinal, quando é o seu dinheiro que está em jogo, não há muito espaço para dar risada.
Eu levantei a série histórica do Ibovespa para ver se esse provérbio tinha alguma sustentação. Em maio do ano passado, o índice acumulou baixa de 10,9%, afetado fortemente pela greve dos caminhoneiros.
E em 2017? Bem, em 17 de maio daquele ano, vieram a público os áudios da delação do empresário Joesley Batista que envolviam diretamente o então presidente Michel Temer. E a espiral negativa gerada pelo "Joesley Day" fez o Ibovespa cair 4,12% naquele mês.
Maio de 2016 também foi negativo para o índice, com uma queda de 10,1%. O mês foi marcado pelo afastamento da então presidente Dilma Rousseff — o Ibovespa já havia subido mais de 24% no ano até abril e o mercado realizou os ganhos.

A sequência vai longe e só para em 2009, quando o índice teve ganho acumulado de 12,5%. Assim, caso feche esse mês no vermelho, teremos dez anos consecutivos de desempenho negativo em maio.
É claro que é impossível dizer, de maneira racional, que maio atrai algum tipo de mau presságio. Só que, passados dois pregões, o Ibovespa acumula perda de 0,36% no mês. Não quer dizer nada, mas...
Há muitas cascas de banana no caminho do Ibovespa e dos mercados como um todo daqui para frente. Vamos começar pela mais óbvia: a reforma da Previdência.
Aos trancos e barrancos, o texto passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e, agora, será analisado pela comissão especial da casa — uma etapa muito mais perigosa para as pretensões do governo.
Em primeiro lugar, a comissão especial é a fase em que os deputados poderão realizar as maiores mudanças na proposta — e, assim, reduzir o potencial de economia a ser gerado pela reforma, um dos maiores temores do mercado.
Em segundo, a atual etapa é mais longa e passível de atrasos: de acordo com o cronograma oficial, as discussões no colegiado devem se estender pelos meses de maio e junho. Assim, é melhor apertar os cintos: o noticiário político trará muita volatilidade aos mercados daqui para frente.
É bom lembrar que, apesar de ter se afastado da marca histórica dos 100 mil pontos, o Ibovespa ainda acumula alta de mais de 9% no ano — portanto, há espaço para movimentos de correção mais intensa.
Maio também conta com noticiário corporativo intenso, uma vez que a temporada de balanços do primeiro trimestre termina no dia 15 deste mês.
Assim, é bom manter os olhos atentos aos relatórios financeiros e os ouvidos ligados nas teleconferências de resultados nos próximos dias. Afinal, surpresas positivas e negativas com os balanços podem mexer com as ações de empresas e até de setores como um todo
A lista de companhias que ainda vai divulgar seus números trimestrais é extensa e inclui alguns pesos pesados da bolsa, como Petrobras, Vale, Banco do Brasil e Ambev. Preste atenção ao noticiário político, mas não deixe de lado a análise individual de cada empresa.
Sim, eu sei: o cenário local tem fatores até demais para gerar volatilidade nos preços. Mas é bom não descuidar do exterior, já que, lá fora, também há perigo na esquina.
Um primeiro fator de risco é o simples fato de as bolsas americanas estarem muito perto das máximas históricas, abrindo espaço para movimentos de correção.
Basta lembrar o que ocorreu no fim do ano passado: em novembro, os índices acionários dos Estados Unidos tocaram recordes, mas entraram em forte rota de correção em dezembro — na ocasião, os mercados questionavam o estado da economia americana e a condução da política monetária do país pelo Federal Reserve.
E veja só: na última quarta-feira (1º), o Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq tiveram quedas expressivas após o presidente do Fed, Jerome Powell, sinalizar que a instituição será "paciente", não se comprometendo com mudanças na taxa de juros do país no curto prazo.
Parte do mercado apostava num corte de juros ainda neste ano — assim, as declarações de Powell contrariaram essa expectativa e geraram uma correção generalizada nos primeiros dias do mês. É claro que o cenário atual e o de dezembro não são idênticos, mas a semelhança é, no mínimo, curiosa.
Um segundo risco no horizonte diz respeito às negociações comerciais entre Estados Unidos e China. O diálogo entre as partes segue em andamento, mas parece haver dificuldade para que um entendimento final seja celebrado — e, quanto mais demorado for esse processo, maiores são as preocupações de impacto na economia chinesa e do mundo.
Até agora, demos ênfase apenas aos cenários potencialmente negativos. No entanto, é importante ressaltar: volatilidade implica em movimentos de queda e de alta de preços.
Assim, os passos dos principais atores da cena de Brasília estarão nos holofotes: cada gesto pode fazer a diferença, inclusive positiva. Sinais de maior articulação política entre o governo e o Congresso, bem como uma eventual rapidez nas discussões na comissão especial, podem trazer otimismo à bolsa.
Uma safra surpreendente de balanços corporativos também pode dar um gás inesperado ao mercado. E, no exterior, sinais de retomada do crescimento econômico global ou de resolução dos conflitos entre Washington e Pequim podem trazer liquidez aos mercados como um todo.
E o que fazer? Bom, tudo depende do seu apetite ao risco. O “sell in May and go away” funcionou nos últimos anos no Ibovespa, mas não há nenhuma evidência de que esse fenômeno vá se repetir em 2019 — seria fácil demais.
Um conselho: esteja atento ao noticiário. A política, os balanços, o exterior e muitos outros fatores atuam em conjunto, criando um ambiente único e que muda dia a dia. Caso você domine as variáveis que mexem com o mercado, ficará muito mais fácil para entender o comportamento do Ibovespa.
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