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Japão desbancou a China como maior detentor de Treasuries em junho. Não, a China não saiu vencendo títulos como retaliação à guerra comercial
Com certa frequência vemos notícias de que uma forma de a China “dar uma lição” nos Estados Unidos e em Donald Trump pela guerra comercial seria a venda dos títulos da dívida, os Treasuries, que detém. Coisa na casa do US$ 1,1 trilhão.
Pois bem, até agora a China não lançou mão dessa “arma”. De fato, comprou um punhadinho de papéis na passagem de maio para junho, coisa de US$ 2 bilhões, elevando seu estoque a US$ 1,112 trilhão.
Quem acelerou mesmo as compras foi o Japão, que entesourou cerca de US$ 22 bilhões, elevando seu estoque a US$ 1,122 trilhão, retomando o lugar de maior financiador da dívida americana. Posto que ocupou pela última vez em maio de 2017.
De fato, olhando os dados do Tesouro Americano, alternâncias entre China e Japão entre os “major foreign holders” não é algo fora do comum.
No ano, no entanto, a China reduziu sua posição em US$ 11,1 bilhões, enquanto os japoneses elevaram em US$ 83,2 bilhões.

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Chama atenção, também, a movimentação dos ingleses, com uma compra de US$ 53 bilhões no ano. O estoque do Reino Unido subiu a US$ 341 bilhões, tomando o terceiro lugar entre os maiores detentores de dívida americana do Brasil, que fechou junho com US$ 311 bilhões.
Temos essa montanha de dívida americana porque boa parte de nossas reservas internacionais está alocada nesse mercado.
O link para a tabela acima está aqui.
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