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Mercados

Goldman Sachs vê Brasil como um emergente defensivo

Apesar da turbulência que atinge os emergentes neste 2019, GS avalia que há espaço para Brasil manter desempenho positivo em relação aos pares. Banco mantém Ibovespa em 106 mil pontos no fim do ano

Bandeira do Brasil com moedas na frente
Imagem: Positiffy/Shutterstock

Depois de avaliar o desempenho dos ativos brasileiros nas últimas semanas, que foram particularmente ruins para os mercados emergentes, o Goldman Sachs avalia que o Brasil está se tornando um mercado mais “defensivo”.

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Para o GS, essa dinâmica do Brasil, que tem resistido bem a um quadro de menor crescimento global e problemas na Argentina, aliado a uma fraca base de partida (baixo crescimento ou mesmo recessão no semestre) sugere que os ativos brasileiros devem ter performance melhor que a dos pares ao longo do segundo semestre.

“Estamos mais otimistas com o mercado de ações, seguido pelo câmbio e juros locais e um pouco menos positivos com relação ao crédito soberano”, diz o relatório.

 

Perguntas e respostas do GS

  • O Brasil é uma história suficientemente idiossincrática para se descolar do quadro de risco global?
  • Não, mas o mercado se tornou uma história de defesa relativa.

 

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  • Quando o fluxo externo finalmente vai ingressar no Brasil?
  • Fluxos estão correlacionados com o quadro mais amplo de movimento de recursos para emergentes que, por sua vez, são direcionados pela melhora no crescimento global.

 

  •  Ainda há valor nos ativos brasileiros?
  • A moeda não parece cara, mas as ações e o mercado de juros já estão embutindo reformas e juros básicos (Selic) menores. Crescimento será o maior “driver” a partir de agora.

 

  • O Ibovespa pode subir mais?
  • Mantemos nosso alvo de 106 mil pontos para o fim do ano, mas vemos potencial de 114 mil pontos em 12 meses.

 

  • A reforma da Previdência será um catalisador?
  • Acreditamos que uma melhora fiscal de cerca de 3% (relativa à média dos emergentes) já está no preço. Com a reforma tributária sendo o passo seguinte, enxergamos melhor relação risco/retorno em ações que no mercado de crédito.
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