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Dados da Bolsa por TradingView
2019-04-04T12:03:42-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Mercados

Compra bolsa e vende dólar! Esse foi o lema dos fundos na semana passada

Investidor institucional ampliou posição vendida em dólar para US$ 31,7 bilhões e estoque comprado em Ibovespa futuro foi acima de 150 mil contratos

7 de janeiro de 2019
10:40 - atualizado às 12:03
Dólar
Imagem: Shutterstock

Nos três primeiros pregões de 2019, os fundos de investimento tiveram firme atuação no mercado de contratos futuros da B3. No câmbio, os investidores institucionais venderam o equivalente a US$ 5,3 bilhões. Em futuros de Ibovespa, a posição comprada subiu em quase 20 mil contratos.

São essas movimentações na B3 que determinam a formação de preço do dólar e também influenciam o principal índice de ações da bolsa. É lá que comprados, que ganham com a alta do dólar ou da bolsa, e vendidos, que ganham com a queda dos ativos, protegem suas exposições em outros mercados e fazem apostas direcionais nesses mercados.

Na semana passada, o dólar caiu 4%, para a linha de R$ 3,71, enquanto o Ibovespa bateu recordes nominais consecutivos, ganhando 4,5% para a linha dos 91.800 pontos.

Considerando a posição em dólar futuro e cupom cambial (DDI, juro em dólar), os fundos de investimento fecharam a semana com um estoque vendido de US$ 31,770 bilhões, em comparação com US$ 26,5 bilhões no fim de dezembro.

No mercado futuro, se alguém vende outro alguém compra e a principal contraparte dos fundos foram os estrangeiros, que fecharam a semana com posição comprada de US$ 33,273 bilhões. O não residente chegou a fechar o ano vendido em dólar futuro, mas já remontou essa posição. No entanto, ela está menor que a vista ao longo de boa parte da segunda metade de 2018, na casa dos US$ 4 bilhões. O restante da posição comprada do gringo está em cupom cambial.

Os bancos seguem reduzindo sua exposição líquida, apresentando uma posição líquida vendida de US$ 3,3 bilhões, contra US$ 15,5 bilhões em meados de dezembro, por exemplo. Eles estão vendidos em US$ 8,3 bilhões em cupom e comprados em US$ 5 bilhões em dólar futuro. Ao longo da semana passada, no entanto, essa posição comprada em dólar futuro caiu em expressivos US$ 7,4 bilhões.

A avaliação de ganhadores e perdedores nesse mercado é sempre feita em tese, pois não sabemos a que preço as posições foram montadas e se esses agentes possuem exposição ao dólar no mercado à vista e de balcão. Em tese, os bancos teriam tido prejuízo, reduzindo posição comprada com o dólar caindo, enquanto os fundos teriam realizado lucros (compraram dólares e venderam cupom) e os estrangeiros remontaram posição comprada (aproveitando a queda de preço).

Ibovespa futuro

No mercado de índice futuro do Ibovespa, principal índice de ações da B3, a troca de posições foi um pouco mais expressiva. Desde meados de outubro temos o não residente vendido e os fundos de investimento comprados.

No pregão de sexta-feira, a posição vendida do gringo era de 160.056 contratos, contra 143.789 no fim de dezembro. Os fundos estavam comprados em 151.013 contratos em comparação com 131.223 contratos em 28 de dezembro.

Uma forma de ler as posições no Ibovespa futuro é como uma proteção (hedge) às oscilações no mercado à vista. Por exemplo. O investidor está comprado em bolsa no mercado à vista e vai proteger essa exposição no mercado futuro vendendo contratos de Ibovespa.

No entanto, o mercado também opera o Ibovespa futuro com um ativo em si. Podendo montar apostas de alta (comprado) ou de queda (vendido) no Ibovespa.

Posição BMF
Infogram
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