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Negócio nasceu há 15 anos como um meio de viabilizar os pagamentos no marketplace de comércio eletrônico. Mas evoluiu para uma fintech e hoje oferece praticamente toda a gama de serviços bancários, de maquininhas de cartão a uma conta remunerada
Filhos são criados para o mundo. Mas quando o Mercado Livre decidiu lançar em 2004 um sistema para resolver os problemas de pagamento nas compras realizadas no site de comércio eletrônico, mal sabia que o negócio ganharia vida própria. Com a evolução para uma plataforma que substitui e concorre com boa parte dos serviços bancários, o Mercado Pago começa a deixar o ninho.
O mês de setembro foi um marco para o filho em fase de crescimento. Foi quando o número de transações fora das fronteiras do Mercado Livre superou pela primeira vez as realizadas no site de comércio eletrônico.
Os dados mais recentes mostram que a empresa entrou para valer na chamada “guerra das maquininhas” de cartões. No quarto trimestre, o volume de transações realizadas atingiu US$ 5,3 bilhões, um avanço de 22,1%. Sem considerar o efeito cambial (a empresa atua em vários países), o aumento foi de 68,5%.
Para efeito de comparação, a PagSeguro, concorrente direta no mercado da empresa, apresentou um volume de transações de US$ 6,4 bilhões nos últimos três meses do ano passado.
Mas se engana quem pensa que o plano é competir apenas na arena das pagamentos. A empresa já oferece dentro da plataforma os principais serviços bancários. O Mercado Pago conta com mais de 2,5 milhões de contas com saldo, das quais 1 milhão são de usuários ativos, segundo os dados da empresa.
Não por acaso, muitos investidores entendem que a melhor promoção oferecida pelo Mercado Livre não está no site, mas está na bolsa: compre a ação de uma empresa e leve duas. Os papéis da companhia, que tem sede na Argentina mas tem a maior parte das receitas no Brasil, são listados na americana Nasdaq.
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Para entender um pouco dessa verdadeira Babel que une compradores e vendedores de praticamente qualquer produto e agora oferece produtos financeiros, eu fui até a Melicidade, como é conhecida a sede do Mercado Livre, para conversar com Túlio Oliveira, diretor responsável pelo Mercado Pago.
Um dos desafios dele para este ano é justamente tirar a empresa “da toca”. E para isso a empresa prepara pelo menos uma novidade por mês para o sistema, que recebeu no fim do ano passado autorização do Banco Central para atuar como instituição de pagamento.
Em janeiro, anunciou uma parceria com a rede de postos Shell, que permite o pagamento do abastecimento com cartão de crédito ou saldo do Mercado Pago diretamente pelo aplicativo da empresa ou da Shell. Eu perguntei sobre a novidade deste mês, mas a definição ainda não havia acontecido na data da minha visita à sede do Mercado Livre.

Quando o Mercado Livre lançou o sistema há 15 anos, não estava nos planos ter uma fintech que agora começa a fazer papel de banco. A plataforma na verdade foi criada para resolver um problema básico do site que une compradores e vendedores de produtos: como viabilizar o pagamento das mercadorias negociadas no "marketplace".
“Essa atuação nos permitiu ter tem bastante controle do fluxo de operações e melhorar a qualidade dos vendedores e do que é comprado na plataforma”, afirma o diretor.
Foi apenas em 2011 que o Mercado Pago começou a prestar serviços de pagamento para outros sites. A chegada ao mundo físico ocorreu em 2015 com o lançamento da maquininha de cartões Point. No ano seguinte, passou a oferecer um cartão para a movimentação dos recursos da conta.
O Mercado Livre não abre números de quantos terminais estão em operação, mas Oliveira diz que a empresa hoje é a segunda que mais vende maquininhas no segmento de microempreendedores, o principal público vendedor do site.
Entre as novidades já “contratadas” para este ano estão justamente os serviços que o Mercado Pago poderá oferecer depois de obter a autorização de instituição de pagamento.
“Com a licença vem uma série de obrigações, mas agora também podemos nos integrar ao SPB [sistema de pagamentos brasileiro] e oferecer aos clientes transferência via TED, DOC, além da portabilidade de conta-salário”, diz Oliveira.
A conta do Mercado Pago já oferece opções como a recarga de celular e bilhete único, além do pagamento de contas com boletos ou concessionárias de serviços.
A plataforma também colocou um pezinho no mundo dos investimentos, ao oferecer rendimento para o saldo depositado nas contas. O dinheiro rende 5,2% ao ano, o equivalente a 85% do CDI.
Embora seja um ganho melhor que o da caderneta de poupança, existem hoje opções melhores para quem quer investir. De todo modo, pode ser alternativa interessante para aquele dinheiro do fluxo mensal, usado para pagar as contas do mês.
Por falar em transferência, uma das grandes apostas da empresa são os chamados pagamentos instantâneos. O Mercado Pago possui hoje 50 mil estabelecimentos no país que aceitam pagamentos por meio da leitura de QR Code, sem a necessidade de maquininhas.
Durante a conversa, o diretor do Mercado Pago me deu uma demonstração de como o sistema funciona comprando uma garrafa de água mineral na lanchonete que fica no meio da Melicidade.
Para ele, esse negócio pode dar um saldo com uma futura regulamentação pelo Banco Central, que vai permitir a troca de informação entre os diferentes sistemas, em um esquema 24 x 7.

Para completar a oferta de serviços financeiros, só falta o crédito. Ou melhor, não falta. Assim como as concorrentes no mercado de maquininhas de cartão, o Mercado Pago também oferece linhas como a antecipação de recebíveis aos lojistas.
O saldo de crédito encerrou o ano passado em US$ 96 milhões, uma alta de 31,5% em 12 meses, de acordo com dados do balanço divulgado ontem. "Tem muita demanda por crédito na nossa plataforma", afirma Oliveira.
Para conceder financiamentos, a empresa opera como correspondente bancário em parceria com duas instituições financeiras: Banco Topázio e Money Plus.
Eu perguntei ao diretor do Mercado Pago se está nos planos da empresa entrar com pedido de licença para ter um banco no Brasil. "Hoje a gente funciona bem assim, mas amanhã a necessidade pode mudar", disse.
Se os planos de crescimento forem bem sucedidos, a tendência é que o filho fique maior que o pai. Aliás, esse é um assunto discutido abertamente dentro da casa, segundo Oliveira.
"O Mercado Livre está restrito ao mundo de e-commerce, que no Brasil está próximo de R$ 85 bilhões. Já o mundo de pagamentos só em cartão de crédito e débito é de R$ 1,4 trilhão", compara.
Então o Mercado Pago pode um dia se tornar uma empresa independente do Mercado Livre? Não seria um caso inédito na história corporativa. No ramo de pagamentos, um dos casos mais conhecidos de empresa que nasceu da costela de um grande site de comércio eletrônico e se ganhou vida própria é a Ant Financial (Alipay), do chinês Alibaba.
"Essa é uma pergunta muito frequente, mas hoje nós somos muito mais fortes juntos", afirma o diretor do Mercado Pago.
Os números do balanço do Mercado Livre também mostram que talvez seja cedo para pensar em uma separação. Apesar do crescimento acelerado do negócio financeiro, a empresa registrou um prejuízo de US$ 36,6 milhões no ano passado, revertendo o lucro de US$ 13,8 milhões em 2017.
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