Os 100 primeiros dias de Bolsonaro e o desafio de mudar ‘tudo que está aí’
Tradição de que o presidente tem de mostrar a que veio logo no início do mandato começou nos EUA em 1933, com Franklin D Roosevelt. No caso de Bolsonaro, prova é mostrar para os mercados que reformas vão sair do papel.

Há razões históricas e práticas para essa tradição dos 100 primeiros dias de um presidente. É quase senso comum que é dentro desse período que se tenta medir a “força” do governo ou seria esse o prazo que o presidente teria para se firmar e “mostrar a que veio”.
Essa “tradição” nasce em 1933 com a eleição de Franklin Delano Roosevelt, nos EUA, em um momento bastante crítico após o crash da Bolsa de Nova York e a entrada no que ficou conhecido como Grande Depressão.
Roosevelt, que foi quatro vezes presidente, lançou um programa de ações do Executivo e propostas legislativas que ficaram conhecidas como “cem dias”, para sanear o sistema financeiro, dar fôlego ao mercado de trabalho e assistência aos desempregados.
Dentro desse período de três meses, seu governo aprovou o maior número de medidas já contabilizado na história americana. Partindo da ideia de que não existia um mapa para a recuperação da crise, Roosevelt levou a cabo seu lema de campanha de que o senso comum manda escolher um método e testá-lo. Se der errado, admita isso com franqueza e tente outro. “Mas, acima de tudo, tente alguma coisa.”
Desde então, os 100 dias viraram uma métrica para cientistas políticos e jornalistas. Cabe um registro de que o momento dramático da economia americana levou democratas e republicanos a apoiar essas primeiras medidas de um amplo plano que ficou conhecido como “New Deal”.
No lado prático da coisa, a tese dos 100 dias também se encaixa. Os novos entrantes chegam ao governo com muita disposição de “mudar tudo o que está aí”. Algo que vai perdendo força com o passar do tempo e com as dificuldades impostas por uma máquina política e burocrática que existe apenas se sustentar e se perpetuar.
Leia Também
Outra razão é o próprio ciclo político. Com eleição majoritária a cada quatro anos e eleições para prefeitos e parte do Senado a cada dois. Grandes projetos e reformas têm maior chance de aprovação no começo do novo mandato presidencial. Dá tempo de a população “esquecer” eventuais “maldades” até a próxima ida às urnas.
A prova de Bolsonaro
Não é por acaso que o próprio governo Bolsonaro vai instituir metas para os 100 primeiros dias de governo, como nos contou o vice-presidente, Hamilton Mourão, em recente entrevista. A previsão é que essa reunião de metas aconteça na segunda-feira, dia 14.
A grande reforma na agenda de Bolsonaro é a da Previdência, sem a qual esse bom-humor dos mercados não se sustenta e as contas públicas entram em colapso, acabando com a chance que ainda temos de fazer um ajuste fiscal gradual e menos traumático.
Não se espera que o texto seja aprovado em três meses, mas o que se quer ver é um desenho de reforma que estabilize e depois coloque em trajetória de queda a relação dívida/PIB, que ronda os 80% do produto.
Os ministros Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil) já disseram que o projeto será apresentado ao novo Congresso em fevereiro. Até lá, o governo vai tomando medidas via decretos e medidas provisórias (MP), que têm força de lei desde sua edição.
O primeiro grande desafio político será a eleição das presidências da Câmara e do Senado. Os presidentes têm grande poder sobre a pauta e podem ser grandes aliados ou enormes problemas para um Executivo que se elegeu prometendo reformas e uma nova forma de negociação política, sem o tradicional “toma lá, dá cá”, com cargos, verbas e corrupção.
Na Câmara, por ora, tudo parece encaminhado para manutenção de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência. Algo comemorado pelo mercado, já que Maia tem postura favorável às reformas, notadamente econômicas, e bom trânsito entre os diversos partidos políticos.
No Senado, o quadro se mostra mais incerto, mas o conhecido Renan Calheiros (MDB-AL), por bons e perversos predicados, tem grande chance de voltar a ocupar o lugar central da mesa. Aqui podemos ter um embate entre o cálculo político e a bandeira da moralidade que ajudou a eleger o governo.
Renan e seu MDB são extremamente pragmáticos e carregam uma “bagagem de Congresso” que os novos entrantes nem sonham em ter. Renan não hesitaria em negociar com o novo governo, a questão é o preço disso e quanto desgaste Bolsonaro estaria disposto a tolerar.
Diário dos 100 dias
Tendo passado pelas dimensões históricas e práticas, convido o leitor a acompanhar um diário que venho fazendo sobre esses 100 primeiros dias do governo Bolsonaro.
Em poucos parágrafos e com a informalidade que um diário permite vou me atender à esfera de governo que nos interessa, a econômica, já que queremos descobrir se vamos aproveitar a chance histórica de inaugurar uma era de “normalidade” no Brasil, de inflação baixa e estável, juros civilizados e chances de investimento e crescimento.
Só para um alinhamento de visões, neste primeiro momento, divido o governo em esferas. Há uma esfera econômica, com Paulo Guedes liderando seus “Chicago Oldies”. Uma esfera militar, com os generais e seus distintos postos de comando. Uma esfera “moral e de costumes”, que têm seus expoentes nos Ministérios de Relações Exteriores, Educação e da Mulher, Família e Direitos Humanos. Sérgio Moro e seu Ministério da Justiça são uma “esfera” sozinha que ainda não descobri como “conversará” com as demais.
Bolsonaro é o “mediador” desses grandes círculos de influência que, parece, trabalharão de forma independente uns dos outros, apesar de alguns pontos de contato.
COMBINOU COM OS RUSSOS
Turismo de parto e sauna da Sibéria: como Florianópolis se tornou a capital da Rússia no Brasil
6 de setembro de 2026 - 9:00RECESSO PROVIDENCIAL
Dezenas de milionários de uma só vez? Lotofácil da Independência abre temporada para prêmio recorde
6 de setembro de 2026 - 7:10Conteúdo BTG Pactual
Copa BTG Trader: inscrições para concorrer a R$ 1 milhão terminam amanhã (6)
5 de setembro de 2026 - 9:00BOLA DIVIDIDA
Lotofácil tem 23 ganhadores no último concurso antes do sorteio especial da Independência; Mega-Sena acumula de novo e prêmio se aproxima de R$ 50 milhões
4 de setembro de 2026 - 7:07AGENDA DE FERIADOS
O que abre e o que fecha no feriado de 7 de setembro? Confira o funcionamento da B3, dos bancos e Correios, do Pix, e de outros serviços na data
4 de setembro de 2026 - 5:55OLHO NO CALENDÁRIO
Gás do Povo setembro 2026: veja critérios e como adquirir o benefício
4 de setembro de 2026 - 5:24ONDE ESTÁ O DINHEIRO?
Da alta renda ao ‘povão’, Tesouro Direto e LCIs enchem as carteiras dos investidores em 2026, segundo a Anbima
3 de setembro de 2026 - 16:53ALÉM DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Preço menor ninguém faz? Como é a mansão do CEO e herdeiro da Marabraz, colocada em leilão após calote
3 de setembro de 2026 - 14:39CULTO À PERSONALIDADE?
“Moeda do Trump” de US$ 1 entra em circulação nos EUA e desafia lei nacional do século 19
3 de setembro de 2026 - 11:33Conteúdo BTG Pactual
Fórum Empreendedor: Veja como será a 1ª edição do novo evento do BTG Pactual Empresas
3 de setembro de 2026 - 11:00FOI POR POUCO
Lotofácil acumula no penúltimo sorteio antes de parar para concurso especial de Independência valendo R$ 300 milhões
3 de setembro de 2026 - 6:41PARA OS APOSENTADOS
INSS e BPC/LOAS setembro 2026: veja quando os benefícios serão depositados
3 de setembro de 2026 - 5:51BUQUÊS EM RISCO
My Vintage Dress: confusão em loja de luxo deixa noivas sem vestidos a poucos dias do casamento
2 de setembro de 2026 - 15:27+4 CORINGA
Acabou o impasse: Mattel cria campeonato de UNO e vai pagar R$ 257 mil para descobrir quem é o melhor jogador
2 de setembro de 2026 - 12:00Conteúdo Empiricus
Dólar acima dos R$ 7 e Ibovespa abaixo dos 107 mil pontos? Entenda o que pode acontecer se o Brasil mergulhar numa crise fiscal
2 de setembro de 2026 - 10:00ATENÇÕES DIVIDIDAS
Lotofácil 3777 e Dia de Sorte 1287 fazem novos milionários; Mega-Sena 3052 acumula e prêmio vai a R$ 41 milhões
2 de setembro de 2026 - 6:53CALENDÁRIO DE BENEFÍCIOS
PIS/Pasep acabou? Veja se haverá pagamento em setembro e quando os depósitos retornam
2 de setembro de 2026 - 5:19FITCH NO BRASIL 2026
CIO da Bradesco Asset vê piora até mesmo no investimento que é o ‘porto seguro’ dos investidores
1 de setembro de 2026 - 16:55INVESTIMENTO NO AGRO
Até 97% do CDI, isento de IR e com renda mensal: como funciona o Fiagro do BTG que pode captar até R$ 20 bilhões
1 de setembro de 2026 - 11:16GALINHA DOS OVOS DE OURO