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Entrevista

Petrobras não deve mudar o preço dos combustíveis. Foi o que disse Castello Branco a Bolsonaro

Presidente falou que tendência é seguir preço internacional, mas que como movimento é atípico, Petrobras manterá preços. CPMF saiu de vez dos planos

16 de setembro de 2019
22:25 - atualizado às 9:52
Presidente da República, Jair Bolsonaro
Imagem: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro disse que conversou com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e que a estatal não deve mudar o preço dos combustíveis.

O preço do petróleo chegou a subir mais de 20% no mercado internacional após os ataques contra refinaria da Arábia Saudita.

Segundo o presidente, que deu entrevista à “Record TV”, a tendência é seguir o preço internacional, mas como o evento é atípico, a Petrobras não deve mudar o preço.

Ele também mandou um recado para os caminhoneiros, dizendo que foi lançado o cartão caminhoneiro, que permite “travar” o preço do diesel.

Antes da fala de Bolsonaro, já havia sido noticiado que a Petrobras iria continuar observando o comportamento dos preços no mercado internacional até decidir se vai revisar os preços dos derivados. A ideia é dar continuidade à política atual, que atrela os valores aos valores praticados no mercado internacional, com repasses à medida que há mudança de patamar de preços.

Para se resguardar de prejuízos financeiros enquanto não repassa altas no mercado externo para o consumidor, a companhia recorre ao artifício financeiro de hedge (proteção), no qual oscilações de curto prazo são compensadas.

A reação da Petrobras e do governo sobre o eventual repasse de preços é observada de perto nos mercados, ainda mais com a estatal pretendo vender parte de seus ativos de refino. Dado seu tamanho, mesmo vendendo ativos, o uso da estatal para segurar preços poderia trazer insegurança e eventuais prejuízos para quem resolver competir no mercado.

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CPMF

Questionado sobre as tentativas de retomar um imposto nos moldes da CPMF, Bolsonaro disse que essa não pode ser uma proposta do governo e que “não vamos insistir” no assunto.

Questionado sobre a queda do então secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, Bolsonaro disse que tinha bom relacionamento com ele e que Cintra foi uma indicação do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Segundo Bolsonaro, o combinado era não dar detalhes da proposta da reforma tributária do governo até a apresentação final, mas que em duas oportunidades foi “falado em CPMF”.

Ainda de acordo com Bolsonaro, a única interferência dele na Receita é que o órgão seja comandado por alguém da Receita, que não seja “estranho a ela”.

O presidente, que se recupera de uma cirurgia no abdômen, disse que embarca na próxima segunda-feira para fazer o discurso de abertura da assembleia-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele disse já ter começado a rascunhar o discurso, de cerca de 20 minutos, e pretende reforçar a soberania do país e o que o Brasil representa para o mundo.

*Com Estadão Conteúdo

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