Menu
2019-12-06T10:40:27-03:00
olho no indicador

Disparada no preço da carne faz inflação acelerar para 0,51% em novembro

Maior demanda de carne na China e valorização do dólar fez o item disparar; avanço do IPCA é o maior para mês desde 2015

6 de dezembro de 2019
9:03 - atualizado às 10:40
Embalagem de carne bovina
Imagem: Shutterstock

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,51% no mês de novembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta sexta-feira (6).

Segundo o IBGE, o avanço registrado — maior para o mês desde 2015 — tem a disparada nos preços das carnes como principal razão. O grupo alimentação e bebidas, ao qual o item pertence, teve alta de 8,09%.

O aumento nos preços das carnes acontece por conta da maior demanda do produto pela China e a desvalorização do real frente ao dólar. A moeda americana subiu 5,77% em novembro, a R$ 4,2407. "Isso incentiva a exportação, restringindo a oferta interna e elevando o preço dos produtos”, diz o gerente da pesquisa do IBGE, Pedro Kislanov.

Nesta quinta, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socieconômicos (Dieese) também atribuiu como razões para a alta dos preços do item o período de entressafra bovina e o custo de reposição do bezerro.

Em outubro a inflação avançou 0,10%, segundo o IBGE. O acumulado do ano foi para 3,12% e o dos últimos doze meses, para 3,27%, acima dos 2,54% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2018, a taxa foi de -0,21%.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte.

Inflação por período

  • Novembro: 0,51%
  • Outubro: 0,10%
  • Novembro de 2018: - 0,21%
  • Acumulado no ano: 3,12%
  • Acumulado em 12 meses: 3,27%

IPCA calibra a Selic

A alta generalizada dos preços já era esperada pelo mercado financeiro, que segue atento ao índice em especial por causa da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), que acontece na próxima semana — e decide sobre a taxa básica de juros, Selic, hoje em 5%.

A dinâmica é: inflação alta costuma levar o BC a aumentar os juros, enquanto uma inflação mais baixa e controlada dá espaço pra redução dos juros. Mas no próximo encontro do Copom, ao menos, um corte de meio ponto percentual já é esperado.

A dúvida é quanto a novos cortes. Parte do mercado defende o fim do ciclo que começou em julho, evitando uma pressão adicional sobre o real.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

dinheiro estrangeiro

Sem reformas, fim da pandemia pode não trazer investimentos

Desde 2015, a participação de estrangeiros nos títulos de dívida pública caiu de 20,8% para 9%; quadro fiscal piorou com a pandemia

coronavírus

Doria anuncia que São Paulo receberá 5 milhões de doses de CoronaVac

Segundo o governador de São Paulo, previsão é de que haja 46 milhões de doses até dezembro

o app dos jovens

TikTok banido dos EUA? Entenda a polêmica em torno do aplicativo

Trump prometeu tirar o aplicativo chinês do país neste domingo, mas medida não deve ser colocada em prática; entenda as razões por trás da ofensiva americana

entrevista

‘Não se pode esperar para cortar privilégio’, diz ex-secretário do Ministério da Economia

Paulo Uebel defende que o Congresso aprove uma regra de transição na proposta da reforma administrativa para incluir o fim dos privilégios que grupo de servidores atuais ainda goza

Aposente-se aos 40 (ou o quanto antes)

100 dias entre o fundo e topo do mercado

Até aqui, 2020 foi o ano de Amyr Klink, em que aqueles que souberam capotar (entre janeiro e o final de março), passaram pela tempestade sem afundar de vez em mar aberto

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements