O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Se o mercado financeiro é uma metonímia da realidade e da vida cotidiana — e eu acredito que ele é —, seria mesmo possível aplicar um conjunto de regras, cálculos e prescrições para capturar vantagens nesse ambiente?
“Pois é evidente que sabes há muito tempo o que queres dizer ao usar a expressão ‘ser’. Nós, porém, que outrora pensávamos entendê-la, agora estamos em perplexidade.” Platão — O Sofista
“Somente os vendedores líquidos devem se preocupar com ações em queda. Os demais devem encarar isso como uma oportunidade.”
“O Ibovespa veio abaixo da linha inferior de um retângulo formado pelos 93 mil pontos na base e os 98 mil pontos no topo, perdendo, assim, um suporte importante, o que enseja mais pressão vendedora à frente.”
A primeira frase é de um jovem brilhante com algum potencial chamado Warren Buffett, escrita em uma das famigeradas cartas aos acionistas da Berkshire Hathaway.
A segunda é apócrifa, mas poderia constar em um relatório de análise técnica qualquer, talvez simbolizada nos ditos populares “nunca tente pegar uma faca caindo” ou “fundo do poço tem porão”.
Talvez eu até admita alguma inclinação ao idealismo. Não sei se a realidade existe sem nossas ideias sobre ela. Damos ao mundo a interpretação que quisermos e, pra mim, está tudo bem. Desde que Andrew Lo esvaziou os argumentos dos doutores de que a análise técnica era uma espécie de “voodoo science” no já clássico “Foundations of Technical Analysis: Computational Algorithms, Statistical Inference, and Empirical Implementation”, passei a não mais duvidar das bruxas.
Leia Também
Pra ser sincero, minha dúvida mais íntima não é se a análise técnica se apresenta como uma coisa meio mística, pouco científica. Minha questão maior é se não seria também a análise fundamentalista composta da mesma natureza. Se o mercado financeiro é uma metonímia da realidade e da vida cotidiana — e eu acredito que ele é —, seria mesmo possível aplicar um conjunto de regras, cálculos e prescrições para capturar vantagens nesse ambiente? Existe mesmo uma caixa de ferramentas para aplicarmos à nossa vida?
Eu acredito em tudo e duvido de mim mesmo. Não importa a visão de mundo de cada um. Todas as teorias podem servir bem. Agora, um método — e eu sugiro que você tenha um para investir ou operar em Bolsa — exige coerência interna.
Acho razoável concordar com a frase de Buffett lá em cima. Talvez você tenha acordado hoje disposto a ir atrás de barganhas para comprar na B3 depois do banho de sangue dos últimos dias. Afinal, ações são pedaços de empresas, que não diminuíram tanto a partir de um ou dois tuítes de Donald Trump. No final, os preços dos tickers que pulam no seu home broker precisam se reconciliar com os lucros das companhias.
Por outro lado, também entenderia sua simpatia à abordagem grafista. Por favor, dispenso os preconceituosos sobre a análise técnica — aliás, dispenso todos os preconceituosos. Se bem feito, esse negócio nada mais é do que a aplicação sistemática de padrões econométricos e modelos quantitativos sobre o comportamento dos ativos financeiros. Por meio de uma abordagem automática e sistemática de reconhecimento de padrões gráficos usando regressão não paramétrica de Kernel, Andrew Lo mostrou capacidade preditiva da análise técnica. Ele (Google him!) não é suficientemente científico para você? Olha, não é lá muito diferente do que o Jim Simons faz no Renaissance, mas não conta pra ninguém.
Agora, sabe o que não dá nesta conversa? Misturar as duas coisas. Ou você toma a queda das ações como uma oportunidade de comprar bons ativos a preços mais baratos, ou identifica uma tendência de baixa adicional e espera por mais quedas. As abordagens são necessariamente excludentes.
Vira e mexe, encontro um esperto. Ele teria descoberto o Santo Graal dos investimentos. Usaria a análise fundamentalista para identificar qual ativo comprar e complementaria com a análise gráfica para saber o momento exato da aquisição. Descobri que tem até nome esse negócio: “fusion investing”.
Malandro que quer ser malandro demais se atrapalha. A verdadeira descoberta sobre o Santo Graal dos investimentos é de que não há Santo Graal algum. Ou se há, não exatamente no sentido que costumam lhe dar, de um atalho rumo a uma supermultiplicação rápida e certeira. O último almoço grátis, pra mim, que apenas copio a ideia de Harry Markowitz, é a diversificação, que consegue reduzir dramaticamente o nível de risco de seu portfólio sem abrir mão de retorno potencial — os benefícios da diversificação estão sendo colhidos diariamente pelos assinantes do Carteira Empiricus, que segue tendo um desempenho estelar em 2019, mesmo com bastante volatilidade; se eu pudesse indicar uma única publicação da Empiricus a alguém, seria essa, pois é a mais completa.
O problema da fusão é que ela combina coisas imiscíveis, sem coerência interna. A abordagem fundamentalista parte da ideia de que há assimetria de informação no mercado. O bom analista estudaria com profundidade uma empresa e supostamente alcançaria uma vantagem informacional sobre a média dos demais players. Depois de identificar o valor intrínseco daquela companhia, compararia esse valor aos preços de mercado. Se o primeiro fosse significativamente maior do que o segundo, o investidor compraria aquela ação. Não à toa, a definição de Aswath Damodaran (um fundamentalista clássico) para o ato de investir é justamente comprar algo por menos do que vale.
Já o grafista entende que o mercado é eficiente do ponto de vista informacional, ou seja, de que não há assimetria aqui. Tudo está refletido no gráfico e é só por isso que ele pode concentrar-se no plano cartesiano de preço contra tempo. Está lá no livro clássico do John Murphy, a Bíblia da Análise Técnica.
Ou seja, ou você acredita num mundo de assimetria de informação ou num mundo de informação perfeita. As duas coisas são necessariamente excludentes. Não importa em qual planeta você vai decidir viver, mas precisa escolher um só.
Eu, que ainda moro no planeta Terra, embora torça para o Corinthians (e para o Elon Musk colonizar logo Marte), tenho um lado nessa história. Não vou esquivar-me da opinião, embora a considere bastante desprezível.
Talvez porque já tenha tentado todas as abordagens quantitativas em Finanças e, por completa incompetência, não tenha encontrado nenhuma que funcionasse, estou no primeiro time — não no sentido de primeiro escalão, mas de apresentação cronológica aqui, deixo claro.
Certo ou errado, ainda vejo as ações como empresas. Corrigindo: não necessariamente ações são empresas. A noção de “conflation” é importante aqui. Uma ação se liga a uma empresa — essas coisas encontram uma função de relação entre elas, sem que a gente consiga definir exatamente sua forma e intensidade. Apenas sabemos que de alguma maneira elas conversam. Empiricamente, há uma constatação bastante objetiva: ações andam com o lucro das empresas. E os lucros por aqui não devem ser tão impactados negativamente por essa questão comercial entre EUA e China.
Com efeito, pode até ter gente se beneficiando ou ter ficado barata demais. Rumo, por exemplo, pode encontrar boa recuperação dos volumes transportados de soja enquanto EUA e China brigam entre si. CVC viu suas ações serem dizimadas nos últimos dias. Ok, ok, entendo a surpresa com os problemas da Avianca e algum gerenciamento ruim das expectativas pelo management; também me desapontei um pouco com as vendas em mesmas lojas paradas e essa história da mesa própria poderia estar mais clara e transparente, mas, desculpa, não justifica. No segundo semestre, tem coisa legal para entrar e o lucro ainda cresce bem.
Persiga os lucros. As ações vão acompanhar no final do dia.
Mercados brasileiros iniciam a terça-feira tentando se recuperar do tombo da véspera, na esteira do melhor humor no exterior diante de renovada expectativa mais favorável para potencial desfecho entre as negociações comerciais entre EUA e China. Por aqui, ata do Copom veio um pouco mais branda, mostrando preocupação com atividade e sugerindo retirada da palavra “cautela” nas próximas comunicações, o que abre caminho de maneira mais formal e institucionalizada para queda da Selic caso as reformas caminhem. Completando agenda doméstica, setor de serviços recuou 0,7 por cento em março.
Cenário político conturbado impede variações mais contundentes. Quebra dos sigilos fiscal e bancário de Flávio Bolsonaro aumenta a tensão, enquanto delação de Henrique Constantino cita Rodrigo Maia.
Nos EUA, único indicador relevante se refere ao preço das importações.
Economistas ajustam expectativas para os próximos anos e reforçam cenário de desinflação mais lenta; veja estimativas no relatório desta semana
Mega-Sena acaba de sair pela terceira vez em março e fica longe do pódio dos maiores prêmios das loterias da Caixa. Dupla de Páscoa lidera pela segunda semana seguida, mas posição tem data de validade.
Sorteio da Dupla de Páscoa de 2026 está marcado para o próximo sábado, dia 4 de abril. A estimativa original de prêmio era de R$ 35 milhões. Agora o valor aumentou.
Na Europa e nos EUA já se fala em aumento dos juros devido aos riscos inflacionários; economistas respondem se Brasil corre esse risco também
Segundo o banco, o aumento do petróleo traz pressão não só para o preço dos combustíveis e deve se espalhar por alimentos e bens industriais
Alckmin disse que o governo tem dialogado com os estados, mas que não pode obrigá-los a reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel importado
No início deste mês, por exemplo, houve reajuste médio de 15,46% para as tarifas da Enel Rio de Janeiro. Para a alta tensão, como grandes indústrias, a elevação foi de 19,94%
Com a commodity disparando mais de 400%, fabricantes reformulam produtos e levam consumidores a buscar alternativas aos tradicionais ovos de chocolate
Teerã adotou medidas para gerenciar o tráfego na via marítima, visando impedir que “agressores e seus parceiros” utilizem o canal para fins militares contra o território iraniano
O ranking das mais lidas do Seu Dinheiro traz as projeções do BTG para os dividendos da Vale, o alerta sobre a onda de recuperações judiciais e a sorte grande nas loterias da Caixa
Enquanto diesel e gasolina ficam mais caros, fatia de distribuidoras e postos engorda; PF investiga preços abusivos
Banco eleva projeções de inflação após alta do petróleo e alerta para impactos no real, taxa de juros e economia brasileira
Mesmo com toda a animação que cerca o evento, dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo não são considerados feriado nem ponto facultativo
Assim como aconteceu nos dias anteriores, Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (26). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, acredita que o Brasil está bem posicionado para possíveis impactos da guerra no Irã
Investigações do caso Master continuam e brasileiros suspeitam dos Três Poderes, indica pesquisa; confira os números
O IPCA-15 de março, o relatório trimestral do BC e o conflito no Oriente Médio dão sinais aos investidores sobre o que esperar na próxima reunião do Copom; confira
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na quarta-feira (25). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.
Escalada no Oriente Médio pressiona insumos, eleva custos do agro e pode marcar início de novo ciclo de commodities, que abre oportunidade de ganhos para quem quer se expor ao segmento
Proposta eleva o limite de peso dos automóveis conduzidos por motoristas habilitados na categoria B da CNH