Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2019-10-16T09:31:33-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Que mulher...

Nova chefe do FMI defende igualdade de gênero em seu primeiro discurso

Na primeira participação de Kristalina Georgieva como comandante do fundo, a diretora fez um discurso para um auditório sobre desigualdade de gênero.

16 de outubro de 2019
8:46 - atualizado às 9:31
shutterstock_1078647266
Kristalina Georgieva - Imagem: Shutterstock

Há exatos 15 dias, Kristalina Georgieva assumiu o comando do Fundo Monetário Internacional (FMI). Nesta terça, para um auditório lotado, ela deixou de lado as projeções de crescimento global. Para sua primeira participação como diretora-gerente do Fundo, Georgieva escolheu outro tema que, disse, atravanca a prosperidade dos países: a desigualdade de gênero.

"Ainda não chegamos lá", afirmou. Por que falar da diferença entre homens e mulheres? Ela respondeu: "Porque não é só uma coisa boa a se fazer, é também fantástico para se obter melhores resultados".

Segunda mulher a ocupar o posto mais alto do Fundo, Georgieva mostrou que, assim como sua antecessora, Christine Lagarde, vai manter a igualdade de gênero como uma de suas principais plataformas e se declarou uma ativista "implacável". "Bem-vindos ao encontro anual. Não é por acaso que a primeira discussão em que entro é sobre esse assunto", afirmou.

Às mulheres na plateia, pediu: "Nunca aceitem receber menos que seu colega homem para o mesmo trabalho. Nunca".

Aos homens, pediu que deixem de olhar mulheres de cima para baixo e trabalhem com elas pela redução da desigualdade. "Não há forma de qualquer sociedade prosperar sem contar com o talento de todo seu povo, homens e mulheres. É muito simples: se você ignorar parte das suas capacidades vai com certeza ficar aquém em termos de conquistas econômicas", afirmou.

Para sanar a desigualdade de gênero, ela disse que é preciso não só ter vontade política, mas ir além da discussão e tomar passos concretos. Ela citou, por exemplo, a dificuldade de mulheres na Índia estudarem por falta de segurança. "É um problema que pode ser resolvido."

Ao falar sobre a própria experiência, a búlgara avalia ter uma "história típica de uma mulher de sua geração".

"Eu trabalhei mais duro do que qualquer homem só para ser igual. Por trabalhar mais e mais duro, fui mais longe do que eles. E aqui estou, comandando o FMI", disse, sob aplausos da plateia que por vezes não esperava o fim de suas frases. "Tenho filha e tenho neta, e quero que elas trabalhem tanto quanto os homens e sejam iguais apenas porque elas são."

Em 56 minutos, Georgieva citou dados e pesquisas indicando que empresas são mais lucrativas com mulheres no comando e governos menos corruptos com participação de mulheres na administração, mas também sobre a realidade de uma igualdade de gênero ainda distante. "

No FMI, somos 25% mulheres nas posições mais altas. Vocês acham que é como deveria ser? Eu estou perguntando aos homens", disse, sem continuar até que um homem da plateia respondesse "não".

No Fundo, disse ela, também há trabalho a fazer. "Faremos, porque será bom para o Fundo e bom para o mundo." Georgieva agradeceu Lagarde por ter "quebrado o teto de vidro". 

*As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

Polêmica

Reserva de emergência e aplicações de curto prazo: CDB 100% do CDI pode ser melhor que Tesouro Selic?

Com a Selic mais alta, vale a pena voltar a discutir qual a opção ideal para a reserva de emergência; e, nesse sentido, os CDBs que pagam 100% do CDI com liquidez diária podem sim ser uma boa pedida

De volta ao jogo

Como ficam os seus investimentos em renda fixa com a Selic em 6,25%

Renda fixa “voltou ao jogo”, mas ainda não dá para ficar rico. Veja como fica o retorno das aplicações conservadoras agora que o Banco Central elevou a Selic mais uma vez

entrevista

BC briga para recuperar a credibilidade e poderia ter acelerado alta da Selic, diz economista-chefe da gestora Garde

Para Daniel Weeks, BC passou mais tempo do que o necessário com a sinalização de que manteria taxa de juros muito baixas; ele avalia que aumento poderia ter sido de 1,25 ponto e que discussão sobre fim do ciclo de ajustes ainda não acabou

Seu Dinheiro na sua noite

Seguindo a rota planejada

Decisão da Selic pelo Copom, juros nos Estados Unidos, dólar em alta e muitas outras notícias que mexeram com o mercado hoje

Vai mudar

Ultrapar (UGPA3): Marcos Lutz, ex-presidente da Cosan, assumirá como CEO em janeiro de 2022

Lutz já era membro do conselho de administração da Ultrapar (UGPA3) e, após o período como CEO, deve virar presidente do colegiado

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies