Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

Varejista sofre com queda no lucro

“Nossa missão é recuperar a Via Varejo”, diz presidente do Grupo Pão de Açúcar

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Peter Estermann afirma que o objetivo é recuperar receita e preparar a venda do controle da empresa

Estadão Conteúdo
30 de janeiro de 2019
13:46 - atualizado às 14:43
Estermann passou a acumular a presidência da Via Varejo, dona da Casas Bahia e do Ponto Frio - Imagem: YouTube/Reprodução

O presidente do GPA (grupo que controla redes como Pão de Açúcar, Casas Bahia e Ponto Frio), Peter Estermann convive com dois cenários opostos no seu dia a dia. Na sede do grupo - que faturou R$ 53,6 bilhões em 2018 -, na avenida Brigadeiro Luiz Antônio, comemora resultados das redes de supermercado. E ao menos dois dias por semana dá expediente em São Caetano do Sul, na varejista de eletroeletrônicos Via Varejo, cujo lucro caiu 79% até setembro em relação a 2017.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em dezembro, Estermann passou a acumular a presidência da Via Varejo, dona da Casas Bahia e do Ponto Frio e controlada pelo GPA (do grupo francês Casino), a qual comandou entre 2015 e o início de 2018. O objetivo é recuperar receita e preparar a venda do controle da empresa. "Minha missão número um na Via Varejo é retomar o crescimento de vendas." Ele acumula as duas funções de presidência até a venda da Via Varejo, o que deve ocorrer antes do fim do ano.

Apesar dessa dualidade, ele se diz animado com o desempenho do negócio de supermercados e hipermercados, cujo lucro quase triplicou até setembro de 2018. Otimista com as perspectivas da economia, o executivo não descarta a possibilidade de ampliar o investimento anunciado em dezembro, de R$ 1,8 bilhão para este ano. Mas condiciona essa revisão à aprovação das reformas, especialmente a da Previdência. "O primeiro semestre vai ser fundamental para validarmos as expectativas."

A seguir, trechos da entrevista.

Em dezembro, o sr. disse que 2019 seria um ano muito melhor. Mantém a expectativa?
Continuamos mais otimistas ainda, porque acreditamos nas reformas, especialmente da Previdência, e no crescimento do PIB na casa de 2,5%. Isso deve trazer mais investimento para o País. Devemos começar a ver uma melhoria no nível de emprego. Também houve melhora na confiança do consumidor. No GPA, percebemos uma evolução de tíquetes (valor médio das compras) muito positiva. Na Via Varejo, começamos a observar melhoria de fluxo na loja. Novembro e dezembro foram muito bons e continuamos bem em janeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com esse otimismo, o investimento de R$ 1,8 bilhão para 2019 poderá ser ampliado?
É muito cedo para mudar o nível de investimento. Se o cenário futuro for muito positivo, acreditamos que teremos um momento lá na frente para reavaliar. Continuamos com foco muito grande no ajuste, transformando supermercados Extra em Mercado Extra e Compre Bem. Os dois formatos estão indo extremamente bem. Estamos retomando o investimento no Pão de Açúcar. Retomando o crescimento do Minuto Pão de Açúcar (loja de vizinhança).

Leia Também

Essa expectativa positiva atual tem prazo para acabar?
Se o governo conseguir passar a reforma da Previdência, é um sinal importante de que as coisas vão andar. A segunda sinalização é ter uma visão clara da inflação, taxa de juros e retomada de investimento. A retomada de investimento começa a ter sinais claros. Primeiro semestre vai ser fundamental para validar as expectativas.

Foi uma surpresa para o mercado o sr. ter reassumido a Via Varejo. O que motivou isso e quais problemas o sr. espera sanar?
Minha missão número um na Via Varejo é retomar o crescimento de vendas. Não é nada diferente do desafio que tive quando fui para lá no passado. Tem algumas coisas que são fundamentais. A primeira é ter uma estratégia comercial agressiva. O caminho é sermos competitivos, trabalhar o mix de produtos que equilibre a margem da empresa. Temos de trazer o fornecedor para o nosso lado. Sentamos e montamos uma estratégia conjunta.

Isso significa conseguir descontos maiores?
Não é só desconto. Ele me apoia no fornecimento dos produtos. A transparência da sua estratégia vai fazer com que o fornecedor esteja mais próximo de você ou de mais alguém.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse alguém pode ser a Amazon?
A Amazon é um concorrente que tem de ser respeitado, mas acredito muito na estratégia da Via Varejo. Temos mil lojas, a melhor malha logística do País. Conhecemos todo o aspecto fiscal e tributário. Temos uma penetração com os fornecedores muito grande. Para a maioria dos fornecedores, nós somos muito importantes.

A Via Varejo espera chegar num alto nível de qualidade no atendimento, pelo qual a Amazon é reconhecida mundialmente?
Estamos integrando o físico e o online há apenas dois anos. Não vamos levar dez anos para fazer isso, mas não é em dois que se chega nesse nível. Não podemos passar de 2020.

O sr. continua nesses dois papéis, de presidente do GPA e da Via Varejo, até quando?
Pelo tempo necessário.

Até a venda do controle da Via Varejo?
Até a venda do controle, no mínimo. Até o fim do ano. Temos de fazer com que a Via Varejo retome o ritmo de crescimento. Nossas ações já valeram o que seria equivalente a R$ 9 a R$ 10 na visão de hoje (os papéis estão valendo pouco mais de R$ 5 na Bolsa). O meu objetivo é melhorar a companhia e trazê-la para um resultado que é bom. Se for bom para a companhia e as pessoas que estão lá, é bom para todo mundo, incluindo o acionista. Durante todo o tempo em que estive na Via Varejo, nunca foi combinado que eu teria a missão de gerar resultado para vender a companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Com o jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NEM LUXO, NEM BÁSICO

Santander (SANB11) vai à caça da média alta renda: banco quer levar cliente ‘do meio do caminho’ ao topo — e dobrar o Select até 2028

27 de abril de 2026 - 15:48

Com novo programa de recompensas e benefícios, banco quer fisgar cliente que fica no meio do caminho entre varejo e private, afirmou Thiago Mendonça ao Seu Dinheiro; veja a estratégia

INVESTIR PARA CRESCER

Nubank (ROXO34) anuncia investimentos de R$ 45 bilhões no Brasil em 2026; para onde irá este dinheiro?

27 de abril de 2026 - 13:15

Enquanto o Nubank avança em seus investimentos, o mercado aguarda os resultados para entender se essa expansão virá acompanhada de mais riscos

ALTA RENDA NO RADAR

Na rota do luxo entre Brasil e Miami: JHSF (JHSF3) compra operação de aviação executiva nos EUA e reforça ambições internacionais

27 de abril de 2026 - 12:01

A Embassair oferece uma plataforma completa de serviços para a aviação executiva, incluindo abastecimento de aeronaves e atendimento a passageiros, com operação 24 horas por dia

AÇÕES COMO GARANTIA

Do grupo Mover ao Bradesco BBI: acionistas da Motiva (MOTV3) vendem participação para pagar dívida bilionária

27 de abril de 2026 - 10:57

A companhia tem 37 concessões em rodovias, aeroportos e trilhos e pode mudar de mãos para pagar dívida entre Bradesco e Grupo Mover

NEGOCIAÇÕES ACALORADAS

O nó da Raízen (RAIZ4): empresa faz nova proposta aos credores, mas bate o pé para manter Ometto no comando, diz jornal

27 de abril de 2026 - 10:01

A companhia tenta levantar até R$ 5 bilhões em novo capital e negocia alternativas com credores, que pressionam por mudanças na governança e discutem conversão de dívida em participação acionária

SAI LATACHE, ENTRA MAK

Oncoclínicas (ONCO3): sócio da Latache renuncia aos cargos de vice-presidente, CFO e diretor de RI

27 de abril de 2026 - 9:28

A empresa teve três CFOs em menos de três meses. Camille Loyo Faria, ex-Americanas e ex-Oi, durou pouco mais de um mês no cargo, e deu espaço à Vieira, agora substituído por Quintino

PRÉVIA DOS BALANÇOS

Itaú (ITUB4) vai ser o grande destaque da safra do 1T26 ou o Bradesco (BBDC4) encosta? O que esperar dos balanços dos bancos

27 de abril de 2026 - 6:11

Inadimplência, provisões e pressão no lucro devem dominar os balanços do 1T26; veja o que esperar dos resultados dos grandes bancos

DE OLHO NA AGENDA

Temporada de balanços ganha força: Vale (VALE3), Santander (SANB11) e WEG (WEGE3) divulgam resultados; veja o calendário da semana

26 de abril de 2026 - 16:42

Bancos e indústria chegam com projeções otimistas para o 1T26, enquanto o mercado monitora sinais sobre demanda e rentabilidade

REGRAS DO MERCADO

Por que a Ecopetrol não precisa fechar o capital da Brava Energia (BRAV3)?

25 de abril de 2026 - 16:02

As partes envolvidas, Ecopetrol e demais acionistas, estruturaram a operação como formação de controle, e não como transferência de controle

FUSÕES

Sabesp (SBSP3) avalia transformar a EMAE em uma subsidiária integral

25 de abril de 2026 - 14:25

A Sabesp afirmou que avalia incorporar a totalidade das ações da EMAE por meio de uma relação de troca

COMPRA OU VENDA?

Rali do Bradesco (BBDC4) impressiona, mas XP mantém pé no freio e prefere ficar de fora

25 de abril de 2026 - 12:45

Mesmo com execução melhor que o esperado e recuperação operacional em curso, analistas avaliam que juros altos, competição e upside limitado justificam recomendação neutra para BBDC4

FIM DA NOVELA?

Petrobras (PETR4) e IG4 selam acordo pela Braskem (BRKM5); XP diz que movimento pode “destravar” reestruturação

24 de abril de 2026 - 19:50

Novo acordo prevê paridade no conselho e decisões conjuntas; analistas destacam maior influência da estatal em meio à fragilidade financeira da Braskem

A CERVEJA ESQUENTOU

Nem a Copa do Mundo salva a Ambev (ABEV3): Safra rebaixa ação e aumenta preço-alvo

24 de abril de 2026 - 16:15

Banco eleva preço-alvo de ABEV3 para R$ 16, mas avalia que mercado ignora pressão de margens e já precifica cenário positivo

VALE A PENA?

Brava (BRAV3) pode ter novo dono: colombiana compra 26% da junior oil e propõe OPA; o que muda para o investidor?

24 de abril de 2026 - 9:54

A estatal colombiana pretende, ainda, lançar uma OPA (oferta pública de ações) para comprar mais 25% das ações, com preço de R$ 23, prêmio de 27,8%

O ÚLTIMO A SAIR...

Sem CEO e sem CFO? Alliança Saúde (AALR3) vive onda de renúncias no comando; presidente sai após menos de um ano no cargo

24 de abril de 2026 - 9:26

Renúncia de Ricardo Sartim amplia incertezas enquanto empresa negocia dívidas e tenta reorganizar o caixa

SINAL AMARELO

Adeus, compra: JP Morgan rebaixa Klabin (KLBN11) e elege única favorita em papel e celulose; veja qual

23 de abril de 2026 - 19:45

Banco vê falta de gatilhos para a Klabin no curto prazo e cenário mais desafiador para a fibra longa e reforça aposta em concorrente

PONTO DE VIRADA

Depois de cortar 80% da dívida, Ocyan mira novos contratos da Petrobras (PETR4); estratégia pode até gerar dividendos

23 de abril de 2026 - 16:32

Ocyan entra em nova fase após reestruturação, com foco em contratos da Petrobras e crescimento sustentável no setor de óleo e gás

PRESSÃO MADE IN CHINA

Localiza (RENT3) sofre com invasão de carros chineses, mas há esperanças; ação pode subir até 25%, segundo o BTG

23 de abril de 2026 - 16:03

O banco mantém a recomendação de compra para a ação, além de ser a ação preferida do setor — ela é negociada a 13 vezes o preço da ação sobre o lucro estimado

O ‘PLANO GALÁXIA’

‘Não vai ser fácil’: o recado da CEO do Banco do Brasil (BBAS3) sobre 2026 — e o que vem depois da crise

23 de abril de 2026 - 14:25

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

O CONTRA-ATAQUE DO BB

O “novo Banco do Brasil” (BBAS3): como o banco tenta virar a página da inadimplência no agro — e saltar no crédito privado

23 de abril de 2026 - 12:34

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia