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Marina Gazzoni
O melhor do Seu Dinheiro
Marina Gazzoni
É CEO do Seu Dinheiro
2019-09-03T10:46:01-03:00
Tudo que vai mexer com seu dinheiro hoje

Macacos, homens ou máquinas: quem vai ser o gestor?

3 de setembro de 2019
10:17 - atualizado às 10:46
O Melhor do Seu Dinheiro; investimentos
Imagem: Andrei Morais/Seu Dinheiro

Tenho uma certa obsessão em acompanhar o que estão fazendo e falando personalidades como Elon Musk, da Tesla, e Richard Branson, do grupo Virgin. Lunáticos ou visionários? Só o tempo dirá...

Musk falou recentemente que comparar a inteligência artificial com o cérebro humano seria algo similar a comparar homens com macacos. Sim, neste caso, nós somos os “macacos” da vez e as máquinas são a tecnologia mais avançada. E a diferença entre homens e robôs é bem maior do que a de humanos e macacos.

No mercado financeiro, ainda rola uma discussão se os gestores chimpanzés são melhores que os humanos. Mas prefiro deixar essa briga de lado. Se Elon Musk estiver certo nada disso importa: a inteligência artificial vai superar a dos homens (e macacos).

Nesse sentido, a corrida está mais avançada nos fundos de investimento quantitativos, ou apenas “quant”, para os íntimos. São estratégias de investimento executadas a partir de algoritmos. Ou seja, uma leitura parruda de dados a partir de uma série de premissas pode identificar quais ações estão baratas, por exemplo.

Você já encontra no mercado fundos classificados como “quant”, mas há dúvidas se isso será um diferencial no futuro. Há quem ache (eu, por exemplo) que toda gestora vai rodar um sistema de inteligência artificial para processar dados muito mais rapidamente do que qualquer gênio mortal. Será tão básico quanto ter um terminal da Bloomberg no escritório.

O Eduardo Campos traz uma reportagem sobre essa tendência de mercado. Ele faz até mesmo uma ressalva: seu fundo pode ser quant e você nem sabe. Entenda.

A Bula do Mercado: tensão no exterior

Após dia de bolsas fechadas em Nova York, o mercado financeiro volta a funcionar para valer nesta terça-feira. Mas a guerra comercial segue pressionando os negócios, trazendo cautela aos investidores.

Em Wall Street, os índices futuros voltam do feriado em queda firme, puxados pelas novas tarifas impostas entre Estados Unidos e China e a falta de informações e indefinições sobre os termos da reunião entre os países. Enquanto um acordo não é firmado, a incerteza em torno das negociações leva o investidor a procurar um porto seguro no dólar. A moeda americana tira proveito do momento, principalmente com as repercussões do Brexit e a crise na Argentina.

No Brasil, a falta de gatilhos internos deixa o mercado dependente do cenário exterior. Ontem, o Ibovespa encerrou o pregão com queda de 0,50%, aos 100.625,74 pontos. O dólar fechou o dia com alta de 0,97%, a R$ 4,1828. Consulte a Bula do Mercado para saber o que esperar de bolsa e dólar hoje.

Um pouco de alívio

Sete meses após rebaixar a nota de crédito da Vale para Ba1, a agência de classificação de risco Moody's voltou a alterar a sua perspectiva para a mineradora, que passou de negativa para estável. A notícia é boa, mas fique atento aos próximos resultados. O rating da empresa pode subir se parecer que a conta de Brumadinho já está dimensionada. Mas a companhia também pode ter a sua nota rebaixada se a perda for maior que o valor provisionado, de US$ 6 bilhões. A justificativa para a mudança de perspectiva você confere nesta matéria da Bruna Furlani.

Dinheiro no caixa

Depois de ver suas ações ordinárias valorizarem 92% só neste ano, a Cyrela Commercial Properties anunciou que o conselho da empresa aprovou uma oferta pública de distribuição primária de novos papéis. A operação, que ainda precisa de aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), deverá pôr mais dinheiro no caixa da companhia. Saiba mais.

Com que roupa eu vou?

Em Brasília, a reforma tributária ainda tem um longo caminho pela frente - a começar pela decisão de qual projeto deve vingar. O governo ainda não apresentou oficialmente o próprio texto, mas o relator do projeto do Senado, Roberto Rocha, prometeu entregar um parecer em duas semanas à CCJ da Casa. Ele deixou claro que a intenção é reduzir de 20% para 10% a contribuição patronal para a Previdência e que considera uma elevação na alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) ou a cobrança sobre movimentações financeiras.

Já o relator da reforma da Câmara, o deputado Aguinaldo Ribeiro, tratou de deixar mais distante a possibilidade de incluir um tributo para desonerar a folha nos moldes da CPMF. Em entrevista ao Estadão, o parlamentar afirmou que vai avançar com a discussão sem esperar pela proposta do governo e que pretende debater mudanças no Imposto de Renda.

Agenda

Índices
- IBGE divulga o resultado da produção industrial em julho;
- Estados Unidos divulgam o índice de gerente de compras (PMI) da indústria de agosto;
- Zona do euro apresenta o índice de preços ao produtor (PPI) de julho;

Política
- Parlamento britânico retoma trabalhos após o recesso de verão, na primeira sessão após o primeiro-ministro Boris Johnson obter permissão para suspender o Legislativo por cinco semanas;

Bancos Centrais
- BC realiza leilão de venda à vista de dólares de até US$ 580 milhões conjugado com oferta de até 11.600 contratos de swap cambial reverso (US$ 580 milhões);
- BC realiza leilão de swap cambial tradicional em montante equivalente ao que não for vendido no leilão à vista de dólares;
- BC oferta até R$ 3 bilhões em títulos públicos em operações compromissadas de seis meses.

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