Menu
2019-04-05T10:17:03-03:00
Estadão Conteúdo
Alívio

Dívida das empresas abertas cai 17,7%, mas investimento ainda deve demorar

Movimento de reestruturação e redução das dívidas é puxado por Petrobras e Vale; cautela das empresas e capacidade ociosa, porém, ainda é grande

20 de janeiro de 2019
14:36 - atualizado às 10:17
Plataforma P-61 da Petrobras
Plataforma P-61 da Petrobras - Imagem: Shutterstock.com

Depois de sobreviverem à recessão que fez a economia encolher 8% em 2015 e 2016, as empresas brasileiras chegaram ao fim de 2018 menos endividadas - resultado de reestruturações, venda de ativos e renegociação de débitos. De 2015 para cá, as dívidas das empresas listadas na bolsa paulista caíram 17,7%, para R$ 885 bilhões (até setembro passado), segundo dados da consultoria Economatica. O movimento foi puxado por Petrobras e Vale. Com a recuperação esperada para 2019, a expectativa de analistas é que outras empresas consigam reduzir o endividamento de forma significativa este ano.

Com a retomada, mesmo que discreta da economia em 2017 e 2018, as companhias não apenas conseguiram reduzir o endividamento total, como ampliaram a capacidade de pagar as dívidas que ainda restam. Parte dessas empresas conseguiu alongar suas dívidas por meio de renegociações com credores e venda de ativos, reforçando seu caixa. Os dados da Economatica compilam 267 empresas listadas na Bolsa, que somaram faturamento líquido de R$ 1,4 trilhão nos nove primeiros meses de 2018.

Segundo o diretor da agência de risco S&P Global, Diego Ocampo, as companhias hoje estão com uma posição financeira "mais sólida". Com a geração de caixa atual, elas levariam, em média, 2,7 anos para pagar suas dívidas, mostra um levantamento da agência. Há dois anos, o índice era de 2,99 - ou seja, o risco de calote era maior.

A mudança no perfil de endividamento, no entanto, não deve se converter imediatamente numa retomada de investimentos, tanto pela posição mais cautelosa das empresas quanto pela capacidade ociosa - herança da recessão prolongada. "Embora as empresas estejam em um momento 'pé no chão', algum investimento será necessário para recuperar a capacidade ociosa. Será um processo gradual", diz Eduardo Seixas, diretor da consultoria Alvarez & Marsal.

Trabalho a fazer

Apesar da melhora no perfil da dívida, os dados da Economatica mostram que, quando Petrobras e Vale são excluídas da conta, os débitos de todas as empresas listadas na bolsa brasileira somavam R$ 550 bilhões em setembro de 2018 - queda de apenas 2,5% em três anos. Isso, segundo analistas, mostra a necessidade de as companhias seguirem atentas ao endividamento, principalmente em meio ao processo de retomada de investimentos.

Segundo Einar Rivero, gerente de relacionamento institucional da Economatica, as dívidas não caíram mais no último ano por causa do efeito do dólar, que subiu 17% de janeiro a setembro. Ele ressalta ainda que o tamanho dos débitos não é necessariamente um problema para as empresas - desde que sejam bem administrados. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

prévias

Eztec tem queda de 48% nas vendas no quarto trimestre

Lançamentos da empresa atingiram R$ 380,8 milhões, chegando a R$ 1,150 bilhão no ano – 85% a mais do que no terceiro trimestre

seu dinheiro na sua noite

2 milhões de mortos, 2 trilhões em estímulos e uma queda de mais de 2%

Se a primeira semana de 2021 nos mercados refletiu o otimismo geral com o novo ano que se iniciava, com perspectivas de vacinação contra o coronavírus e recuperação econômica, na segunda semana do ano, os investidores optaram pela cautela. Por ora, 2020, o ano do qual todos queríamos nos livrar, ainda não ficou para trás. […]

FECHAMENTO

Atritos políticos e covid-19 voltam para assombrar o mercado e Ibovespa recua mais de 2%; dólar sobe forte

Existe uma certa desconfiança de que o plano de US$ 1,9 trilhão apresentado por Biden encontre dificuldades de ser aprovado pelo Congresso, ainda que o democrata tenha conquistado a maioria das duas casas. No Brasil, situação do coronavírus reacende a pressão sobre o cenário fiscal

match com o mercado?

Concorrente do Tinder, Bumble pode levantar US$ 100 milhões em IPO

Ações da empresa estreiam em fevereiro na Nasdaq; companhia, que é dona do Badoo, não deu lucro no ano passado

pandemia

Itamaraty confirma que Índia atrasará entrega de vacinas

Chanceler indiano atribuiu o atraso na liberação a “problemas logísticos” decorrentes das dificuldades de conciliar o início da campanha de vacinação no país de mais de 1,3 bilhão de habitantes

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies