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O repórter mais novo da redação costuma abraçar as matérias que estão “sobrando”. Eu sei bem como é. Comecei a trabalhar no caderno de Economia da Folha de S. Paulo aos 22 anos e era oficialmente um pau pra toda obra. Entrevista de última hora na Fiesp? Corre para lá. Alguém tem que ligar para 10 pessoas para ouvir o outro lado de uma denúncia? Passa pra Marina.
E foi pegando uma dessas “sobras” que comecei a cobrir o setor aéreo. A falência da Varig se arrastou por anos e, em uma das inúmeras reviravoltas no caso, o pauta caiu no meu colo. A jornalista que acompanhava o setor tinha uma entrevista exclusiva com o BNDES e passou a bola pra mim.
Na época, o Varig já tinha sido vendida para a Gol. Mas restavam confusões envolvendo a Varig Log, uma subsidiária de logística vendida um ano antes a um grupo de empresários brasileiros. Falava-se que eles eram “laranjas” de um fundo estrangeiro que compra empresas quebradas (fundo abutre, como se diz por aí), o Matlin Patterson.
O fundo teria se associado aos brasileiros para poder fazer o negócio. Isso porque a legislação nacional proibia que estrangeiros controlassem empresas aéreas nacionais. Então, para um gringo entrar no setor, tinha que ser minoritário - ou arrumar um laranja.
No caso da Varig Log, os sócios brasileiros brigaram com o fundo gringo. Foi uma confusão sem fim. Chegou uma hora que ninguém mais aguentava a história. E você acha que acabou? Que nada. Quase 12 após a Varig interromper seus voos, saiu um novo capítulo nesta semana. A Justiça autorizou o leilão da Varig México, empresa que tem concessões no aeroporto da Cidade do México e ficou com a Varig Log. O Fernando Pivetti conta os detalhes aqui.
Desde 2010 o Congresso discute o aumento do capital estrangeiro no setor aéreo. Nos últimos anos, propostas do tipo entraram e saíram da pauta, sem uma decisão final. Até que finalmente aconteceu, ainda que de forma torta. A Câmara e o Senado deixaram para aprovar nos 45 do segundo tempo a MP que libera 100% do capital externo no setor aéreo. Colocaram ali no meio uma exigência de despacho de bagagem gratuita, um desrespeito ao papel da Anac que estudou a questão e criou uma regra para isso. Mas vou deixar esse assunto para outra hora...
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Ontem à noite, quando ainda não se sabia se o Senado iria aprovar ou não a MP, a Anac autorizou a Air Europa a fazer voos domésticos no Brasil. É a primeira vez que uma empresa gringa poderá voar entre cidades brasileiras.
A reviravolta traz novos ares para a aviação brasileira justamente em um momento em que ela passa por uma turbulência. Há uma disputa entre Azul, Gol e Latam pelos espaços da Avianca nos aeroportos mais rentáveis. O dólar acima de R$ 4 coloca uma pressão de custos no setor. O jogo muda completamente com a entrada dos gringos, seja diretamente, como fez a Air Europa, ou como sócios de uma aérea brasileira.
A mudança na regra do jogo levou ações da Gol e da Azul a fecharem em alta de, respectivamente, 5,61% e 1,25%, ontem. Agora os acionistas têm carta branca para buscar novos sócios lá fora ou até mesmo vender a empresa inteira. Se você investe em bolsa sugiro que fique de olho nas ações de Gol e Azul nos próximos meses. O setor aéreo deve viver uma transformação que impactará no valor das companhias brasileiras.

Quem embarcou nas ações da Movida tem se dado bem. A empresa, comprada pela gigante de logística JSL em 2013, é um dos destaques da bolsa em 2019. Desde o início do ano, os papéis acumularam uma valorização de mais de 36% — a maior alta entre as companhias do segmento listadas na B3. A Movida hoje aposta no aluguel mensal, na venda de seminovos e avalia novas captações de recursos no Brasil. Mas para entender melhor quais são as perspectivas da empresa, a repórter Bruna Furlani bateu um papo com o presidente da companhia, Renato Franklin. Confira.
Para quem achou que a situação da Netshoes estava definida, eis uma reviravolta. A Centauro decidiu disputar a compra da empresa com o Magazine Luiza. Os detalhes dessa história você confere aqui.
A Câmara dos Deputados decidiu que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) deve voltar para o Ministério da Economia. A decisão contraria o interesse do ministro da Justiça, Sérgio Moro, que defendia a manutenção do Coaf na sua pasta como uma ferramenta para o combate à corrupção. William Bonner foi categórico no Jornal Nacional: “derrota do governo”. Mas será mesmo? O Eduardo Campos tem outra visão e dá seus pitacos sobre o caso neste texto.
Pela quarta vez consecutiva, a confiança do consumidor brasileiro caiu, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Estamos agora no patamar de outubro de 2018, o mês das eleições. O índice recuou 2,9 pontos em maio, para 86,6 pontos, uma perda de 10 pontos desde janeiro. Veja aqui todos os números

A derrota imposta pela Câmara sobre o Coaf traz cautela aos mercados, mostrando que o cenário interno ainda está sujeito a trovoadas. A redução do número de ministérios foi aprovada, como queria o governo, mas o Coaf saiu das mãos do ministro Sergio Moro e voltou ao ministério da Economia. As manifestações marcadas para domingo, que podem trazer reações negativas, também geram receio.
Lá fora, a guerra comercial envolvendo Estados Unidos e China entrou com tudo no setor de tecnologia. Os investidores se preparam para um conflito mais duradouro, o que inibe o apetite por risco. O prolongamento das discussões contamina os pregões, com os mercados asiáticos e os índices futuros de Nova York no vermelho, influenciando as sessões na Europa.
Ontem, o Ibovespa fechou o dia com leve queda de 0,13%, aos 94.360,66 pontos. O dólar encerrou a sessão com baixa de 0,18%, a R$ 4,0407. Consulte a Bula do Mercado para saber o que esperar de bolsa e dólar hoje.
Um grande abraço e ótima quinta-feira!
Índices
- Receita Federal anuncia dados da arrecadação em abril
- Alemanha divulga PIB do 1º trimestre
- Markit divulga PMI da Alemanha, zona do euro e Estados Unidos
- Argentina publica resultado da balança comercial de abril
- Estados Unidos divulgam dados semanais de emprego
Bancos Centrais
- BCE divulga ata de sua última reunião de política monetária
Política
- Plenário do Senado deve votar MP dos Ministérios
- Parlamento Europeu dá início a seu processo eleitoral
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Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição relevante na participação acionária no capital social total do BRB.
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