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Ao contrário de outras iniciativas do mesmo setor, como iFood e Rappi, que voltam sua operação a entregas expressas, o forte da empresa são envios de documentos e comércio eletrônico
O setor de entregas vai tão bem no País que vem dele o mais novo unicórnio. A startup Loggi confirmou ter recebido uma nova rodada de investimentos de US$ 150 milhões, liderada pela SoftBank e pela Microsoft.
Com o aporte, a empresa passou a ser avaliada por fundos estrangeiros (como GGV, Fifth Wall e Velt Partners, também participaram da rodada de investimentos) em US$ 1 bilhão.
Ao contrário de empresas como iFood e Rappi, que voltam sua operação a entregas expressas, o forte da Loggi são envios de documentos e comércio eletrônico. A empresa atua também na entrega de refeições com parceiros específicos, como McDonald’s, por exemplo, numa área menor.
Os recursos, segundo a startup, serão utilizados para desenvolver o time de pesquisa e desenvolvimento da Loggi. Em comunicado, a empresa diz que pretende montar uma equipe com mais de mil funcionários na área de tecnologia - em especial, em inteligência artificial e robótica.
Ao todo, hoje a startup tem cerca de 700 pessoas. Num futuro próximo, almeja chegar a 1,5 mil.
Outro objetivo da empresa é promover, para todo o território brasileiro, o que chama de "entrega no dia seguinte" - o usuário faz uma compra pela internet em um dia e recebe o produto no próximo.
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Hoje, a empresa faz 100 mil entregas diárias no País, único mercado no qual atua - em 2017, realizava metade disso. Nos próximos cinco anos, a meta é de chegar a até 5 milhões de entregas diárias.
Atualmente, a Loggi consegue enviar entregas a partir de 23 cidades ou macrorregiões brasileiras, com 25 mil entregadores espalhados pelo País.
ALoggi já levantou seis rodadas de aportes, cuja soma chega a US$ 295 milhões. Entre os investidores da empresa, há ainda fundos como Monashees, Kaszek Ventures e Qualcomm Ventures.
Em outubro, o Vision Fund, também liderado pelo grupo japonês, aportou US$ 100 milhões na startup brasileira. Foi o primeiro investimento da japonesa no País, antes de iniciar o Innovation Fund, que vai aportar US$ 5 bilhões em startups latinas nos próximos anos.
A reportagem do jornal Estadão informa que procurou pela SoftBank, que não comentou o novo investimento.
Para o empreendedor Felipe Matos, autor do livro 10 Mil Startups, o movimento não surpreende - estudos recentes, como o realizado pelo Distrito Fintech, já apontavam a empresa como potencial unicórnio.
"É algo que demonstra a força do uso de tecnologia no setor de entregas no Brasil, que ainda tem muito o que crescer", diz Matos.
O especialista lembra que a empresa é o terceiro unicórnio que surge do setor - o iFood e o Rappi, que é colombiano, também ocupam espaço das entregas.
Na visão de Amure Pinho, presidente da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o investimento mostra que o setor de entregas "está longe de estar saturado" e que a "era dos unicórnios no Brasil só começou".
*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.
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