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As passagens de ônibus urbanos e os medicamentos substituíram os alimentos no papel de vilões da inflação ao consumidor de baixa renda
O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) subiu 0,73% em abril, informou na manhã desta segunda-feira, 6, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em março, o indicador já havia registrado alta de 0,67%.
O IPC-C1 mensura o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre um e 2,5 salários mínimos.
Em abril, o IPC-C1 ficou acima da variação da inflação média apurada entre as famílias com renda mensal entre um e 33 salários mínimos, obtida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), que teve alta de 0,63% no mês. No acumulado em 12 meses, a taxa do IPC-BR foi inferior, aos 5,19%.
A inflação de alimentos, que puxou a aceleração dos índices de preços ao consumidor nos primeiros meses do ano, já começou a pesar menos na leitura de abril do IPC-C1. O grupo Alimentação desacelerou de 1,23% em março para 0,76% em abril.
No movimento de desaceleração, a FGV chamou atenção para o item arroz e feijão (de 6,20% em março para -0,80% em abril). Ainda assim, o tomate (alta de 28,88% em abril) e a cebola (13,11%) seguiram em alta firme.
As passagens de ônibus urbanos e os medicamentos substituíram os alimentos no peso da inflação ao consumidor de baixa renda. Aceleraram as taxas de variação das classes de despesa Saúde e Cuidados Pessoais (0,25% para 1,08%) e Transportes (1,27% para 1,67%).
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Os destaques nessas classes foram os itens medicamentos em geral (0,09% para 1,68%) e tarifa de ônibus urbano (0,87% para 2,12%).
Na passagem de março para abril, também aceleraram as classes Despesas Diversas (-0,15% para 0,24%), Educação, Leitura e Recreação (0,10% para 0,35%), Vestuário (0,61% para 0,71%) e Comunicação (-0,06% para -0,02%).
*Com Estadão Conteúdo
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