Menu
2019-08-26T15:37:53-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Câmbio

Banco Fibra estima dólar a R$ 4 no fim de 2019 e a R$ 4,10 em 2020

Cotação anterior era de R$ 3,70 para este ano e de R$ 3,80 para o próximo. Guerra comercial e fatores domésticos explicam a revisão

26 de agosto de 2019
15:36 - atualizado às 15:37
Dólar em alta
Dólar em alta - Imagem: Shutterstock

A equipe de economia do Banco Fibra apresentou uma revisão no cenário para o dólar neste e no próximo ano. Para 2019, a taxa média subiu de R$ 3,76 para R$ 3,90 e de final de período de R$ 3,70 para R$ 4,0. Para 2020, o câmbio médio deve ficar em R$ 4,05, com taxa final em R$ 4,10 ante projeção anterior de R$ 3,80.

Vamos aos motivos da revisão. O banco lista duas fontes principais de incerteza que rondam os mercados nas duas últimas semanas e a percepção é de que esses riscos não vão se dissipar no curto prazo.

  •  o risco de recessão global com a percepção de que a desaceleração da economia dos EUA pode ser mais forte do que se antecipava anteriormente
  • o aumento das tensões comerciais entre EUA e China e a percepção de que a guerra comercial deve estender-se por muitos meses e, talvez, pelos próximos anos

Antes de seguir adiante, repito aqui algo que já falamos em outras notas sobre o dólar. Seja qual for o comportamento futuro do câmbio, é prudente você sempre manter uma exposição em dólar na sua carteira. Nós inclusive já escrevemos uma reportagem para ajudar você nessa tarefa

Na discussão sobre a recessão americana, o Fibra lembra da inversão da curva de juros, fenômeno que assustou os mercados nas últimas semanas e é tido como bom indicador antecedente de recessão. (Falamos sobre a curva invertida aqui e aqui).

Na guerra comercial, o banco lembra que o presidente Donald Trump anunciou a imposição tarifas sobre as importações chinesas, que respondeu imediatamente depreciando a sua moeda, o yuan.

Os EUA, por sua vez, acusaram a China de manipuladora de moeda, o que tem implicações/penalizações sobre o comércio exterior chinês, provocando nova depreciação do yuan pelo governo chinês e novas respostas do governo americano.

“Julgamos que o trade war/currency war deverá arrastar-se por meses e provavelmente por alguns anos, pois está muito além de mera questão comercial. Trata-se da disputa da hegemonia tecnológica do Século 21 e essa guerra deve ainda piorar ao longo do próximo ano conforme aproxima-se as eleições nos EUA”, diz o banco.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Qual impacto disso sobre o real?

Para o Fibra, o nosso real e outras moedas estão sendo permanentemente impactadas pelos fatores acima. “Ou seja, não acreditamos que tais efeitos sejam dissipados no curto prazo. Em outras palavras, julgamos que o real irá operar em novo range nos próximos meses.”

Além dos fatores externos, o Fibra também cita vetores domésticos que levam o real a permanecer estruturalmente depreciado. Entre esses fatores temos o juro real baixo, PIB potencial menor e mudança nos termos de troca.

A mediana do mercado, captada pelo Focus, mostra dólar a R$ 3,80 no fim desde ano e a R$ 3,81 em 2020.

 

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

Cautela elevada

Em dia de queda de 3% do Ibovespa com alerta sobre coronavírus, ações de drogaria sobem

A disseminação do coronavírus elevou a aversão ao risco nos mercados financeiros, derrubando o Ibovespa e fazendo o dólar romper a marca de R$ 4,20. Apenas cinco ações do índice subiram, incluindo Raia Drogasil

DE OLHO NO CORONAVÍRUS

‘Índice do medo’ atinge patamares de negociação vistos no auge da guerra comercial e sobe mais de 25%

Na máxima intradiária, o indicador chegou a bater a casa dos 19,02 pontos, valor que não era visto desde outubro do ano passado quando ele atingiu a marca dos 19,28 pontos. Mas no fim do pregão o VIX recuou um pouco e terminou o dia cotado em 18,23 pontos, uma alta de 25,21%

CONCESSÕES

Maia definirá até dia 30 quando lei de concessões vai a plenário, dizem deputados

“Se ele (presidente da Câmara) estiver convencido de que esse texto é um texto bom, que atende a sociedade, eu acho que a gente vota ele rápido”, disse também o deputado João Maria

CRÉDITO

Demanda por crédito do consumidor cai em dezembro e cresce em 2019, diz Boa Vista

Considerando os segmentos que compõem o indicador, o Financeiro apresentou elevação de 6,1% no ano, enquanto o segmento Não Financeiro registrou evolução de 2,5% na mesma base de comparação

primeira avaliação

Quão longe a XP pode ir? Para o BTG, ação da corretora já está bem precificada

BTG Pactual inicia cobertura das ações da corretora com recomendação neutra para os papéis.

DE OLHO NA REFORMA

Reforma administrativa quer acabar com promoções por tempo de serviço

O governo vai propor ainda a vedação das aposentadorias como forma de punição

gringo longe

Investimento estrangeiro em ações brasileiras fica negativo em US$ 4,7 bilhões em 2019

Para 2020, a projeção é de saldo positivo de US$ 5,0 bilhões, segundo dados do Banco Central

Uma longa estrada à frente

Credit Suisse vê potencial de alta de 32% para bancos e eleva recomendação de ações do Santander

Os analistas do banco suíço não temem aumento da competição no setor e possuem indicação equivalente a compra para as ações dos quatro grandes bancos

balanço do ano

Rombo das contas externas chega a US$ 50 bilhões; resultado de 2019 foi o pior em 4 anos

Ainda assim, o resultado não chega a preocupar os especialistas, já que o déficit foi largamente superado pela entrada de recursos via Investimentos Diretos no País

Cautela elevada

Mercados em alerta: tensão com o coronavírus faz o Ibovespa cair mais de 2,5% e leva o dólar a R$ 4,21

A disseminação do coronavírus eleva a aversão ao risco nos mercados financeiros, derrubando o Ibovespa e fazendo o dólar romper a marca de R$ 4,20. Todas as ações do índice operam em queda, em especial as ligadas ao setor de commodities, como Vale, Petrobras e siderúrgicas

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements