🔴 CRIPTO VOLTOU? VEJA COMO BUSCAR MULTIPLICAÇÕES DE ATÉ 214 VEZES – CLIQUE AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

alívio

Gasto com juro da dívida é o menor desde 2014

Redução no pagamento de juro acontece mesmo com dívida beirando 80% do PIB. Selic e inflação explicam

nota de dinheiro de 100 reais na mesa
Imagem: shutterstock

Ontem, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, chamou atenção para a expressiva redução nos gastos do governo com o pagamento de juros, mesmo com uma dívida que não para de crescer. Hoje, os dados do Banco Central (BC) ajudam a ilustrar essa história.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vamos olhar os dados em 12 meses, que reduzem oscilações pontuais. Considerando o período encerrado em julho, o pagamento de juros equivale a 5,12% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 360 bilhões. Menor gasto desde novembro de 2014, quando o pagamento foi de 5% do produto.

Agora vamos aos números da dívida bruta. Em julho deste ano, a dívida foi equivalente a 79% do PIB, ou R$ 5,54 trilhões, contra 56% em novembro de 2014. O endividamento bruto não é ainda maior em função das devoluções dos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os pagamentos feitos até maio de 2019 somam R$ 339 bilhões.

O que explica um pagamento de juro semelhante para um estoque de dívida que subiu em impressionantes 23 pontos do PIB ou R$ 2,4 trilhões é o comportamento da inflação e da taxa de juros no período. Esses são os principais indexadores da dívida. Temos inflação abaixo de 4% e juro na mínima histórica de 6%.

Vale a pena dar uma olhada nos números entre novembro de 2014 e julho de 2019. Chegamos a gastar 9% do PIB com juros, algo como R$ 540 bilhões, patamar de gastos visto apenas em países em guerra ou com graves problemas estruturais. Naquele período vínhamos de uma inflação de dois dígitos e Selic de 14,25%. Também tivemos um gasto elevado com swaps, que foi revertido nos anos posteriores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para dar uma ideia, vejamos a sensibilidade da dívida bruta à inflação e Selic, atualizadas hoje pelo BC. A cada variação de 1 ponto percentual da Selic, mantida por 12 meses, o impacto é de 0,43 ponto do PIB, ou R$ 30,4 bilhões. Já cada variação de 1 ponto percentual dos índices de preços, mantidos por 12 meses, tem impacto de 0,14 ponto do PIB, ou R$ 10,1 bilhões.

Leia Também

O FUTURO DA BOLSA

Eleições 2026: o que pode levar o Ibovespa aos 248 mil pontos — ou derrubá-lo a 165 mil, segundo a XP

AÇÃO NO EXTERIOR

Esta fabricante de chips já subiu 476% no ano, e ainda está barata em meio à corrida da IA; veja o que dizem Empiricus e XP sobre a empresa

Taxas implícitas

Outra forma de olhar para esse custo de carregar uma montanha crescente de dívida é acompanhar as taxas de juros implícitas da dívida bruta e da dívida líquida. A taxa implícita é um agregado dos diferentes ativos e passivos que incidem sobre o estoque do que devemos na praça.

A taxa implícita da dívida bruta fechou julho em 7,9%, menor da série histórica disponibilizada pelo BC, que começa em 2007. Esse custo chegou a 13,6% em meados de 2016.

Já a taxa implícita da dívida líquida (que desconta as reservas internacionais) fechou julho em 10,2%, também menor leitura da série iniciada em 2002. Para dar uma dimensão do alívio dos últimos anos, em janeiro de 2016, essa taxa estava em 32%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sem superávit, sem grau de investimento

Basicamente, a dívida cresce pois não conseguimos fazer superávit primário, que são as receitas menos as despesas, sem considerar a conta de juros. Vamos fechar o sexto ano consecutivo com um buraco nas contas e as projeções do Tesouro são de que isso vai continuar acontecendo até 2022.

Não por acaso, as projeções também são de elevação da relação dívida bruta sobre o PIB para cima dos 80% até 2022, isso já considerando o impacto da reforma da Previdência.

Embora as condições financeiras e indicadores de risco sugiram que o Brasil “tem preço” de um país com grau de investimento é essa trajetória do endividamento público que pode impedir o país de retomar o selo de bom pagador perdido em 2015

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Bernard Appy, um dos autores do texto da reforma tributária 30 de setembro de 2026 - 13:50
Montagem de um leão deitado sobre pilhas de moedas, representando os títulos isentos de Imposto de Renda 30 de setembro de 2026 - 8:42
Fachada de agência da Caixa Econômica Federal durante greve 30 de setembro de 2026 - 7:55
Fachada de agência da Caixa Econômica Federal durante greve 29 de setembro de 2026 - 9:59
Lotofácil tem ganhadores na beira do mar. 29 de setembro de 2026 - 7:25
Celular com homem usando plataformas de apostas online 28 de setembro de 2026 - 17:16
Montagem traz uma imagem de gráfico de ações ao fundo e uma urna eletrônica no centro eleições 2026 28 de setembro de 2026 - 12:00
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar