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Brasil cria 32 mil empregos em maio – pior resultado para o mês desde 2016

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2019, o saldo do Caged é positivo em 351 mil vagas; em 12 meses até maio, o saldo é positivo em 474 mil postos

27 de junho de 2019
16:51
Carteira de trabalho
Imagem: Shutterstock

O mercado de trabalho brasileiro criou 32.140 empregos com carteira assinada em maio, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério da Economia.

Esse foi, no entanto, o pior resultado para o mês desde 2016, quando foram fechadas 72.615 vagas. O saldo de maio decorre de 1,347 milhão de admissões e 1,315 milhão de demissões. Em maio de 2018, a abertura líquida de vagas havia chegado a 33.659, na série sem ajustes.

O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas de analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, mas bem abaixo da mediana. As projeções eram de abertura de 17.000 a 109.905 vagas, com mediana positiva de 70.000 postos de trabalho.

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2019, o saldo do Caged é positivo em 351.063 vagas. Em 12 meses até maio, o saldo é positivo em 474.299 postos de trabalho.

Impulso do setor agrícola e civil 

O resultado do mês foi puxado pelo setor agrícola, que gerou 37.373 postos formais, seguido pela construção civil, que abriu 8.459 vagas de trabalho.

Também tiveram saldo positivo no mês o setor de serviços (2.533 postos), administração pública (1.004 postos) e a extração mineral (627 postos).

Já o comércio fechou 11.305 vagas no mês passado, assim como a indústria, que teve saldo negativo de 6.136, e os serviços industriais de utilidade pública, com -415.

Queda no salário médio

O salário médio de admissão nos empregos com carteira assinada teve queda real de 0,64% em maio de 2019 ante o mesmo mês de 2018, para R$ 1.586,17. Na comparação com abril, houve pequena alta de 0,08%, informou o Ministério da Economia.

O maior salário médio de admissão em maio ocorreu na extrativa mineral, com R$ 2.426,42, puxado pelos salários da Petrobras. Já o menor salário médio de admissão foi registrado na agropecuária, com R$ 1.284,83.

Os dados do Caged mostram a criação líquida de 7.559 empregos com contrato intermitente em maio. De acordo com os dados do Ministério da Economia, o emprego intermitente registrou admissão total de 12.780 trabalhadores no mês passado, ao mesmo tempo em que houve 5.221 demissões.

Houve ainda a abertura de outras 1.377 vagas pelo sistema de jornada parcial. As duas novas modalidades foram criadas pela reforma trabalhista. O Caged informou ainda que houve 19.080 desligamentos por acordo no mês de maio.

*Com Estadão Conteúdo 

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