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Grupo informal formado por partidos como PP, PR, DEM, PRB, Solidariedade tem como foco a vinculação das regras de aposentadoria proposta aos servidores da União ao funcionalismo de Estados e municípios
Antes mesmo do aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), os partidos do Centrão começaram a articular nova desidratação da reforma da Previdência na segunda etapa da tramitação do texto no Congresso, a comissão especial que será formada para analisar o conteúdo da proposta.
No alvo da tesourada do Centrão - grupo informal formado por partidos como PP, PR, DEM, PRB, Solidariedade - está a vinculação das regras de aposentadoria proposta aos servidores da União ao funcionalismo de Estados e municípios. Com a retirada da abrangência das regras, as administrações regionais deixariam de economizar R$ 500,8 bilhões em 10 anos.
O grupo também quer mexer nas alterações propostas para o abono salarial, aposentadoria rural e BPC (benefício pago a idosos de baixa renda), que representam juntas R$ 228,5 bilhões, cerca de 20% da economia de R$ 1,1 trilhão prevista pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Também está na mira a exigência de 60 anos como idade mínima para professoras se aposentarem (hoje, é de 55 anos no setor público).
Os deputados do Centrão direcionaram a artilharia contra os governadores. Alegam que não vão votar a favor de regras que afetam a vida dos servidores dos Estados, enquanto os governadores criticam a proposta de reforma para seus eleitores.
O aviso foi dado em plenário da CCJ e nos corredores da Câmara. O líder do Podemos na Casa, José Nelto (GO), foi um dos que defenderam a retirada dos Estados da proposta. Segundo ele, o partido também vai querer reduzir o tempo mínimo para aposentadoria de professores.
O PSD cobra a retirada do BPC, das mudanças na aposentadoria rural e da chamada desconstitucionalização da reforma (pela proposta, algumas regras de acesso e cálculo dos benefícios da Previdência deixariam a Constituição e poderiam ser modificadas com a aprovação de projetos, que exigem número menor de votos).
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O deputado Fábio Trad (PSD-MS) disse que quer ainda estudar as regras de transição para os servidores públicos.
Paulo Pereira da Silva (SD-SP) foi um dos deputados mais críticos aos governadores e afirmou na CCJ que o presidente Jair Bolsonaro é a favor da retirada desse ponto.
Paulinho disparou farpas contra o governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB). "Ele fica lá numa boa fazendo campanha para a Presidência", rebateu. "Os governadores que façam a reforma lá nas suas assembleias."
Liderança do PP disse ao jornal O Estado de S. Paulo que os Estados e municípios vão sair do texto na comissão especial como resposta aos governadores que não estão fazendo campanha a favor da reforma. PP e PR foram os principais partidos que lideraram as mudanças da reforma na CCJ - uma derrota para o governo, que não contava com alterações no texto na comissão.
Para o coordenador da bancada do PR na CCJ, Marcelo Ramos (PR-AM), a vinculação das regras para os governadores fere a autonomia dos Estados. Segundo ele, a exclusão tem apoio dos partidos.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que esteve reunido com os governadores, informou que eles pediram que os Estados e municípios sejam mantidos na reforma.
A corrida pela relatoria da comissão especial - posto de maior responsabilidade na tramitação da reforma da Previdência - tem mobilizado os partidos.
A equipe econômica tem preferência pelos deputados Eduardo Cury (PSDB-SP) ou Vinicius Poit (Novo-SP), mas há ainda a possibilidade de a relatoria ficar com Pedro Paulo (DEM-RJ), próximo do presidente da Câmara. Outro nome ventilado é o do líder da maioria, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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