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Contrariou o partido

‘Se tem alguém sofrendo com questão da Tabata sou eu’, diz Ciro Gomes

Para Ciro, ao votarem a favor da reforma da Previdência, Tabata e outros deputados pedetistas teriam contrariado a história trabalhista do PDT

Ciro Gomes
Ciro Gomes - Imagem: Shutterstock

O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) disse que a pessoa que mais está sofrendo com a questão da deputada Tabata Amaral é ele próprio, que teria incentivado a parlamentar paulista entrar para a política.

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A deputada está sendo questionada e pressionada pelo partido por ter desacatado orientação do PDT e votado favoravelmente à reforma da Previdência nesta semana. Em evento do PDT em Belo Horizonte (MG), o ex-candidato à Presidência da República chegou a defender a saída da deputada da sigla.

Para Ciro Gomes, ao votarem a favor da proposta de Jair Bolsonaro (PSL), Tabata e outros deputados pedetistas teriam contrariado a história trabalhista do PDT. "Se tem alguém que está sofrendo com esta questão da Tabata, esse alguém sou eu. Sabe quem recrutou a Tabata, a estimulou a entrar na política, assinou a filiação dela? Fui 'euzinho' aqui", disse.

De acordo com o pedetista, sua grande tarefa hoje não é ser candidato, mas ajudar o brasileiro a entender o que está acontecendo por meio de sua experiência.

Crítico da agenda liberal do governo Bolsonaro, colocada em prática pelo ministro da Economia Paulo Guedes, o ex-governador do Ceará disse que o governo Collor só caiu porque "pôs uma agenda liberal violenta ao País sem conversar com ninguém".

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"Collor descartelizou a indústria automobilística, sentou o pé na dívida pública e nos rentistas brasileiros, esterilizou um terço da dívida pública, enquanto nós acreditamos que derrubamos o Collor por conta de ele ferir os interesses populares", disse Ciro, acrescentando que Collor caiu por "ter ferido os interesses da plutocracia e o baronato brasileiro, onde está o poder real".

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Ciro Gomes participou de painel no seminário "Brasa em Casa, O Brasil no Divã, evento que acontece na sede da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FecomercioSP), na capital paulista, e que tem como objetivo propor reflexões ao jovem brasileiro por meio de palestras e gerar oportunidades de trabalho em grandes empresas.

O evento conta também com um espaço onde estão instalados estandes de grandes empresas, inclusive do setor financeiro, distribuindo informações e orientações ao jovem que chega para ingressar no mercado de trabalho.

Críticas ao Novo

O ex-governador aproveitou o espaço para fazer duras críticas ao discurso de que está em curso no País uma "nova política" e atacou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Partido Novo. De acordo com Ciro, o governador mineiro cortou 80 mil vagas de ensino integral e não cumpriu promessa de acabar com as mordomias de uso de helicópteros do Estado e "esta fazendo tudo igual".

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"Está protegendo Aécio Neves [deputado federal pelo PSDB mineiro] na maior falcatrua. Toda a vida que vocês ouvirem a palavra Novo está fazendo alguma coisa na política, desconfiem! É picaretagem da pura! No mínimo é picaretagem intelectual", disse.

Para o ex-governador cearense, uma das explicações para o governo mineiro ter fechado 80 mil vagas do ensino integral é que o Novo cobra apenas 5% de imposto sobre grandes heranças enquanto no Ceará, onde a educação estaria bem, a taxação se dá no teto da Constituição, que é 8%.

"Deixa as grandes heranças sem tributar e tira a escola do jovem pobre da periferia de Belo Horizonte", disse Ciro Gomes ao se dirigir ao Professor Christian Lohbauer, um dos fundadores do Novo, que também participou do evento. Para o professor, Zema teria fechado as vagas do ensino integral por ter encontrado o governo sem dinheiro em caixa até para pagar contas de luz e água.

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