Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula do Mercado

Vale é destaque, em dia cheio com Fed e China

Mercado espera tom suave do Federal Reserve em relação aos juros norte-americanos e acordo comercial entre China e EUA, enquanto a Vale tenta recuperar sua imagem

Olivia Bulla
Olivia Bulla
30 de janeiro de 2019
5:33 - atualizado às 8:36
Decisão da mineradora de fechar barragens e paralisar operações em minas impulsiona o minério de ferro -
Ouça um resumo da notícia

Alguns vetores negativos para o mercado financeiro podem ser eliminados nesta quarta-feira (30). Por aqui, o destaque fica com a decisão da Vale de eliminar barragens de rejeitos semelhantes às das cidades mineiras de Mariana e Brumadinho e paralisar as operações em 10 minas que utilizam o mesmo método úmido para as atividades de mineração.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em reação, os recibos de depósitos de ações (ADRs) da mineradora subiram quase 6% no after-hours em Nova York, o que sinaliza uma continuidade da recuperação dos papéis da Vale na Bolsa brasileira, após a tímida alta ontem. Já o minério de ferro disparou e atingiu o maior valor desde março de 2017 nas negociações asiáticas, com a parada nas operações.

A Vale deixará de produzir 40 milhões de toneladas de minério de ferro, o que representa 10% da produção anual da commodity. Ainda assim, a quarta-feira deve abrir positiva para o mercado financeiro doméstico, diante da tentativa da gigante brasileira de recuperar sua imagem, após a tragédia que já deixou 84 mortos e quase 280 pessoas desaparecidas.

Dia de expectativa no exterior

A manutenção dessa tentativa de alta entre os ativos locais vai depender do exterior. Lá fora, os investidores aguardam uma postura suave (dovish) por parte do Federal Reserve sobre a taxa de juros norte-americana e das autoridades chinesas nas tratativas comerciais com os Estados Unidos.

Ou seja, os investidores apostam que o Fed irá revisar para baixo a previsão de mais duas altas nos juros do país neste ano, bem adotar um tom mais cauteloso em relação ao processo de redução do balanço patrimonial. Essas medidas ajudariam a manter a liquidez global, reduzindo a volatilidade dos ativos de risco pelo mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agora que a autoridade monetária está pregando “paciência”, os investidores passaram a achar que o Fed foi longe demais no ciclo de aperto, iniciado em dezembro de 2015 e que se intensificou no ano passado. E essa percepção em relação ao Fed facilita o governo Trump a negociar com os democratas sobre o muro na fronteira com o México e com os chineses sobre o comércio.

Leia Também

Um acordo firme entre EUA e China no front comercial tende a eliminar os riscos de novas rodadas de taxações e represálias sobre produtos importados, nos moldes do que se viu no ano passado. Ao mesmo tempo, fica afastado o temor de uma desaceleração econômica global mais intensa, com impacto nos lucros e margens das empresas.

Nos mercados

Aliás, a Apple anunciou o resultado financeiro referente ao período das vendas de fim de ano, com ganho de US$ 4,18 por ação, e apresentou uma previsão de receita entre US$ 55 bilhões e US$ 59 bilhões para o primeiro trimestre. Os números ficaram em linha com o previsto, mas longe dos US$ 64 bilhões de faturamento esperado em dezembro.

A China mostrou-se um ponto fraco durante o quarto trimestre do ano passado, com as vendas da Apple ao país caindo 27% e representando cerca de 15%, ou US$ 13,2 bilhões, da receita da gigante de tecnologia, ante quase US$ 18 bilhões em igual período do ano anterior. Ainda assim, no after-hours, as ações da Apple subiram mais de 5%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com isso, os índices futuros das bolsas de Nova York amanheceram em alta, apesar de uma sessão mista na Ásia, onde os negócios aguardam novidades do Fed e em torno da guerra comercial. Já a Europa caminha para uma abertura sem rumo definido, apenas com Londres ensaiando ganhos firmes.

Entre as moedas, o yuan chinês (renminbi) subiu ao maior valor desde julho em relação ao dólar, diante das esperanças de um acordo comercial com os EUA, ao passo que a libra esterlina se recupera, em meio às indefinições em torno do Brexit.

Merecem atenção também a alta do dólar australiano, após dados sobre a inflação no país, e a queda do peso mexicano, após o governo decidir não injetar capital na Pemex. Nas commodities, o petróleo segue se beneficiando da crise política na Venezuela.

Entre expectativas e realidade

O problema é a distância existente entre as expectativas do mercado em torno do Fed e da China e a realidade. Afinal, é difícil imaginar uma solução definitiva entre as duas maiores economias do mundo, com Pequim e Washington encaminhando suas diferenças em questões estruturais, após as denúncias contra a Huawei às vésperas da retomada das negociações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mais que isso, os EUA sabem que estão enfrentando um grande rival estratégico, em tempos em que os desenvolvimentos em tecnologia de comunicação e o Big Data se configuram em uma forma de poder (e de controle). Já os chineses conhecem sua história milenar e têm consciência do preço que se paga quando se fica de joelhos para potências estrangeiras.

O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, reúne-se hoje com o representante do comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin. O principal negociador da China também deve ser recebido pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Os encontros estão agendados para hoje e amanhã.

Por sua vez, o Fed ainda precisa estar atento ao aumento dos custos do trabalho às empresas norte-americanas e à pressão dos salários sobre os preços no varejo. Por ora, a desaceleração econômica inibe o repasse ao cliente final devido à queda da demanda. Mas o Fed está atento a eventuais brechas, no caso de uma trégua comercial mais longa.

No meio dessas discussões envolvendo EUA e China, está a Europa. Mais precisamente, o Reino Unido, que quer sair do bloco comum europeu, mas ainda não sabe como. A primeira-ministra Theresa May, prometeu voltar a Bruxelas para renegociar o Brexit. Mas a apenas oito semanas para o prazo final, cresce o risco de uma saída caótica da UE.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Olha a hora

O Federal Reserve anuncia a decisão de juros às 17h e a previsão é de manutenção da taxa no intervalo entre 2,25% e 2,50%. Com isso, o foco se desloca para a entrevista coletiva do presidente do Fed, Jerome Powell, às 17h30, que passa a ocorrer sempre ao final de cada encontro. A expectativa é de que “Jay” se mostre paciente e dependente dos dados econômicos para definir os próximos passos em relação aos juros.

Antes, o calendário econômico norte-americano traz dados sobre a criação de emprego no setor privado em janeiro (11h15), o setor imobiliário (13h) e os estoques de petróleo (13h30). Logo cedo, tem a confiança do consumidor na zona do euro (8h) e, no fim do dia, é a vez de dados de atividade dos setores industrial e de serviços na China neste mês.

Enquanto isso, no Brasil...

O mercado doméstico também está atento à cena política e aguarda a definição dos nomes que irão disputar as presidências da Câmara e do Senado. A eleição no Congresso acontece na sexta-feira e é fundamental para o governo Bolsonaro que os escolhidos apoiem a agenda de reformas.

Entre os indicadores econômicos, às 8h, saem o índice de confiança do setor de serviços e o IGP-M, ambos referentes ao mês de janeiro. Também logo cedo, sai o balanço do Santander. Depois, às 9h, é a vez da inflação ao produtor (IPP) em dezembro e, às 12h30, serão conhecidos os dados do fluxo cambial, que podem dar pistas sobre o apetite do investidor estrangeiro em alocar recursos no Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os números do Banco Central devem mostrar a entrada de mais recursos externos no país na semana passada, após o desembarque tímido do capital estrangeiro logo no início do ano. Só na Bolsa brasileira, o saldo de capital estrangeiro está positivo em pouco mais de R$ 3 bilhões, com os “gringos” retomando as compras de ações domésticas.

Esse aumento da posição do investidor estrangeiro nos ativos locais levou o dólar ontem a encerrar no menor patamar em 11 pregões, aproximando-se da faixa de R$ 3,70. A valorização do real retirou ainda mais prêmio da curva de juros futuros, cerca de uma semana antes da última reunião do Copom sob o comando de Ilan Goldfajn.

Por ora, a perspectiva de juros baixos (Selic) por um período prolongado combinada com a aprovação das reformas estruturais - especialmente a da Previdência - deixa a renda variável mais atraente em detrimento da renda fixa, ao mesmo tempo que fortalece a moeda local. Nesse círculo virtuoso, o dólar fraco mantém o cenário da inflação benigno, o que reduz a necessidade de um ajuste para cima na taxa básica.

Só quando a atividade econômica reagir de forma mais consistente, garantindo um crescimento mais sustentável, é que deve ter início o processo de normalização monetária. Ou, então, quando (se) forem desmontadas essas expectativas mais otimistas, com o Congresso travando a pauta do governo e dificultando a aprovação das reformas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
POR PREÇO DE CUSTO

Jeff Bezos quer se desfazer de seu megaiate bilionário — e mandar construí-lo está longe de ser a melhor decisão já tomada pelo empresário

11 de maio de 2026 - 18:33

A realidade falou mais alto do que as vantagens de manter o Koru, megaiate que se transformou em uma dor de cabeça para Jeff Bezos

O DIABO VESTE PRADA, GUCCI, CHANEL...

‘O Diabo Veste Prada 2’ precisa de apenas 10 dias para superar bilheteria do primeiro filme

11 de maio de 2026 - 15:13

Com a bilheteria mundial de O Diabo Veste Prada 2, Miranda Priestly poderá usar Prada até de pijama se quiser

STJ BATEU O MARTELO

Airbnb e Booking: decisão do STJ muda cenário para os donos de imóveis e condomínios

11 de maio de 2026 - 14:20

Decisão do STJ vai alterar o funcionamento de aluguéis de curto prazo em condomínios; Airbnb divulga nota

FIM DO "SABOR CHOCOLATE"?

Nova lei define percentual mínimo de cacau nos chocolates

11 de maio de 2026 - 11:55

Rótulos precisam seguir parâmetros de transparência

O PESO DA GUERRA

Inflação fora da meta e câmbio em queda: IPCA 2026 passa para 4,91%, mas mercado corta projeção do dólar

11 de maio de 2026 - 10:14

A perspectiva de alta da inflação no país reflete a escalada das incertezas com a guerra no Oriente Médio, que provocou uma disparada nos preços do petróleo

DANÇA DAS CADEIRAS

Mega-Sena desbanca +Milionária e retoma liderança entre as loterias com prêmios mais altos da semana — e vai manter o posto mesmo que saia nos próximos dias

11 de maio de 2026 - 7:30

Caixa Econômica Federal já está registrado apostas para o concurso especial da Mega-Sena 30 Anos, que segue regras parecidas com as da Mega da Virada, mas sorteio está programado apenas para o fim de maio

FRASES ICÔNICAS

Adam Smith, pai do liberalismo econômico: “A ambição universal do homem é colher o que nunca plantou” 

11 de maio de 2026 - 6:27

A frase de Adam Smith é uma das reflexões do livro “A Riqueza das Nações”, obra seminal do liberalismo econômico.

AS MAIS LIDAS

PIS/Pasep, Pé-de-Meia e o FII que rende 11%: o resumo do que bombou na semana

10 de maio de 2026 - 15:32

De benefícios sociais a prêmios milionários na loteria — confira as matérias mais lidas no Seu Dinheiro na semana e saiba como aproveitar as oportunidades de maio

O QUE VEM POR AÍ

O que vai mudar no seu bolso: o BTG Pactual faz as contas do Brasil para 2026 e prevê dólar a R$ 4,90

10 de maio de 2026 - 13:45

Banco atualizou as projeções para inflação, PIB e diz como a guerra no Oriente Médio pode mexer com o bolso do brasileiro

ANOTE NA AGENDA

IPCA volta a assombrar enquanto o mundo para para ver o aperto de mãos de Xi e Trump; confira o que pode mexer com a bolsa

10 de maio de 2026 - 12:33

A semana que começa será carregada de eventos, tanto no Brasil como no exterior, capazes de mexer com o bolso — e os nervos — dos investidores

DIREITOS DO CONSUMIDOR

Geladeira parou de funcionar logo após a compra? Você pode ter direito a troca imediata para produtos considerados essenciais no Código de Defesa do Consumidor

10 de maio de 2026 - 7:29

Geladeiras, celulares e fogões estão entre os produtos considerados essenciais e que exigem solução imediata segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC)

FORA DA FRONTEIRA

De olho nas eleições: missão de Lula em acabar com a escala 6×1 entra na mira do mercado internacional e Financial Times avalia a medida

8 de maio de 2026 - 16:45

O governo Lula se tornou pauta do jornal de finanças mais influente do mundo, que destacou o atraso do Brasil em tratar sobre o tema

NOVO DESENROLA BRASIL

Desenrola paralelo: Itaú, Bradesco, Santander e Nubank lançam iniciativas próprias para renegociar dívidas de público não atendido pelo programa do governo

8 de maio de 2026 - 16:22

Itaú, Bradesco, Santander e Nubank não só aderiram ao Desenrola 2.0 como criaram programa similar para público não elegível

HAJA RESISTÊNCIA

Detergentes contaminados: O que é a Pseudomonas aeruginosa, a bactéria que prolifera até em uma fábrica como a Ypê

8 de maio de 2026 - 12:11

A Pseudomonas aeruginosa está presente até mesmo no ar e pode causar distúrbios sérios, com risco de morte

COMÉRCIO MAIS FÁCIL

Brasil promulga acordo para facilitar comércio no Mercosul

8 de maio de 2026 - 10:47

Acordo foi firmado entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai para reduzir custos e prazos, ampliar a previsibilidade das regras e oferecer maior segurança jurídica

COMPANHIA BEM-VINDA

Lotofácil 3679 e Dia de Sorte 1210 deixam 4 pessoas a meio caminho do primeiro milhão de reais; Mega-Sena 3005 acumula e Quina 7020 pode pagar R$ 13 milhões hoje

8 de maio de 2026 - 6:48

Lotofácil não foi a única modalidade a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (7). A ‘menos difícil’ das loterias da Caixa contou com a companhia da Dia de Sorte.

IVY LEAGUE

Universidade que mais forma bilionários no mundo é alma mater de 45 prêmios Nobel, do criador da bomba atômica e de 8 presidentes dos EUA — e ainda viu nascer uma das redes sociais mais influentes da atualidade

7 de maio de 2026 - 16:42

Presidentes, políticos, bilionários, atrizes e ganhadores de Prêmios Nobel passaram por essa universidade, unidos pelo lema “Veritas” — a verdade.

DESENROLA 2.0

Itaú, Bradesco, Nubank e Santander: como vai funcionar o Desenrola 2.0 para devedores de bancos privados?

7 de maio de 2026 - 16:08

Enquanto alguns bancos privados ainda se preparam para o Desenrola 2.0, outros já estão renegociando dívidas

DESENROLA 2.0

Caixa e Banco do Brasil já aderiram ao programa Desenrola 2.0; veja como participar nos bancos públicos

7 de maio de 2026 - 15:15

Banco do Brasil já realizou 1.807 renegociações apenas na quarta-feira (6), primeiro dia do programa Desenrola 2.0

COPOM SOB PRESSÃO

O sonho da Selic mais baixa ficou mais distante? XP entra na onda de revisões e eleva projeção para os juros com inflação mais difícil de domar

7 de maio de 2026 - 14:29

Corretora passou a prever Selic de 13,75% no fim de 2026 diante da alta do petróleo, piora das expectativas e tensão geopolítica — mas não é a única a elevar as estimativas para a taxa básica

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia