Esse conteúdo é exclusivo para o
Seu Dinheiro Premium.
Seja Premium
Quero ser Premium Já sou Premium
O que você vai receber
Conteúdos exclusivos
Indicações de investimento
Convites para eventos
Ibovespa e mercado na semana: Agenda cheia sugere volatilidade
Menu
2019-09-23T05:31:45-03:00
Olivia Bulla
Olivia Bulla
Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).
A Bula da Semana

Bula da Semana: Agenda cheia sugere volatilidade nos mercados

Ata do Copom, Relatório Trimestral de Inflação e votação da reforma da Previdência no Senado em destaque por aqui

23 de setembro de 2019
5:31
agendavolatilcheia

Vem aí uma semana repleta de indicadores e relatórios oficiais sobre a economia brasileira. Vai ser até difícil escolher a qual reagir. E, diante de um cardápio tão variado de dados, a expectativa é de que os mercados locais de ações e câmbio reajam com alguma volatilidade pelo menos até a terça-feira, quando o Senado deve dar início à esperada votação da reforma da Previdência.

Já os contratos futuros de juros devem seguir com as taxas em queda, reagindo não apenas ao corte de juros promovido na semana passada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), mas à divulgação da ata da última reunião, prevista para a manhã de terça-feira.

A expectativa é de que o documento traga sinalizações mais claras sobre os próximos passos da autoridade brasileira em relação à Selic. O corte de meio ponto percentual anunciado na quarta-feira levou agentes dos mercados financeiros a recalibrarem suas apostas em relação aos próximos passos na descida da taxa de juro a um piso histórico.

A Selic encontra-se atualmente em 5,50%. Até a reunião da semana passada, a maioria das “casas” apostava que a Selic encerraria o ano em 5,00%. Mas a ação no juro básico e a sinalização do Copom de que mais cortes vêm por aí levaram diversas instituições financeiras a passarem a enxergar o fim do ciclo em algum ponto entre 4,00% e 4,75% até o início de 2020.

Alguns analistas, no entanto, começar a questionar quanto o BC será capaz de aguentar o quadro atual de taxa básica de juro extremamente baixa com o dólar em nível elevado sem uma intervenção mais enfática no câmbio. A moeda norte-americana segue firme acima dos R$ 4,00 e os investidores estrangeiros seguem retirando dinheiro do mercado financeiro brasileiro em busca de retornos mais elevados em outros lugares.

Outra sinalização importante do BC é esperada para a manhã de quinta-feira, quando será publicado o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), seguido de entrevista do presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, e de projeções oficiais atualizadas sobre o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

O andamento da reforma da Previdência também deve interferir no humor dos investidores. A expectativa é de que a proposta de emenda à constituição comece a ser votada em primeiro turno pelo Senado na terça-feira, já que uma sessão extraordinária está convocada para depois da sessão ordinária.

Entre os principais indicadores esperados para a semana figuram os dados preliminares de setembro da inflação oficial ao consumidor contidos no IPCA-15, as informações do IGP-M e os números referentes à taxa de desocupação (Pnad) calculado pelo IBGE.

Confira a seguir os principais destaques desta semana, dia a dia:

Segunda-feira: A semana começa com as costumeiras publicações domésticas do dia, a saber, o relatório de mercado Focus (8h30) e os dados semanais da balança comercial (15h). Antes, às 8h, saem os dados sobre a confiança do consumidor em setembro e, depois, às 10h30, é a vez da nota do setor externo (10h30) em agosto. Já no exterior, serão conhecido indicadores de atividade na zona do euro e nos Estados Unidos, pela manhã.

Terça-feira: O dia começa com a publicação da ata da reunião do Copom, às 8h. Em seguida, às 9h, saem os dados do IPCA-15. Já a agenda norte-americana traz os números da produção industrial dos EUA em agosto. No decorrer do dia, a reforma da Previdência deve começar a ser votada em primeiro turno no Senado.

Quarta-feira: Atenção à sabatina de Augusto Aras, indicado ao posto de Procurador-Geral da República pelo presidente Jair Bolsonaro, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Pela noite, o Banco do Japão (BoJ) divulga a ata de sua reunião de política monetária de julho.

Quinta-feira: O dia começa com a publicação pelo BC (8h) do Relatório Trimestral de Inflação (RTI). Às 11h, o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Viana de Carvalho, faz uma apresentação do documento, acompanhado do presidente do BC, Roberto Campos Neto, em entrevista coletiva. A quinta-feira guarda ainda a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). Nos EUA, o Departamento do Comércio divulga a terceira e última leitura para o PIB norte-americano do segundo trimestre (9h30).

Sexta-feira: A FGV divulga o IGP-M de setembro (8h) e o IBGE publica a pesquisa sobre a taxa de desocupação em agosto (9h). Nos EUA, saem os dados sobre renda e gastos pessoais dos norte-americanos referentes a agosto (9h30).

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

Marcelo Guaranys

Ninguém voltará para fila do Bolsa Família após fim do auxílio emergencial, diz secretário

Depois de o governo transferir quase R$ 84 milhões do Bolsa Família para publicidade institucional, secretários do Ministério da Economia disseram que o programa está com a fila zerada

Isso é que é alívio

Dólar despenca 6,52% na semana e fica abaixo de R$ 5,00; Ibovespa dispara mais de 8%

O dólar à vista terminou a semana a R$ 4,99, indo ao menor nível desde 26 de março, enquanto o Ibovespa cravou a sexta alta seguida e voltou ao patamar de 94 mil pontos. Entenda o que motivou toda essa onda de otimismo nos mercados

Secretário especial da fazenda

Bolsa Família não foi prejudicado com transferência de recurso à Secom, diz Waldery

Ele lembrou que o governo decidiu prorrogar o auxílio emergencial por duas parcelas “em princípio” e que, depois da medida provisória que previa o pagamento permanente do 13º para o Bolsa Família caducar, o governo analisará o espaço orçamentário para esse medida neste ano

Efeito coronavírus

Varejo de SP tem perdas de R$ 16 bilhões durante quarentena, diz Fecomercio

O cálculo é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), levando em consideração 72 dias de quarentena até ontem

Menos frequência, mais gasto

Redes de supermercados e atacarejos faturam 12,5% a mais em maio

Os dados são de um levantamento da GS Ciência do Consumo, empresa de inteligência analítica e soluções de tecnologia para indústria e varejo

YDUQ3 salta 10% na bolsa

BTG mantém-se neutro sobre Yduqs, mas vê ‘gatilho valioso’ após aquisição de R$ 120 milhões

Yduqs salta mais de 10% no Ibovespa; para BTG, o fraco ímpeto de lucros da companhia e a falta de catalisadores ainda justificam a cautela na recomendação

Dono da Warner Music

Len Blavatnik: o bilionário que apostou na indústria fonográfica e se tornou um dos homens mais ricos do mundo

Com o bem-sucedido IPO da Warner Music, na Nasdaq, Blavatnik, que apostou na empresa quando a indústria fonográfica desmoronava, saltou quase 20 posições na lista dos mais ricos do mundo

crise sanitária

Hospital de campanha inaugurado por Bolsonaro é entregue com 1 mês de atraso

Hospital de campanha em Águas Linda é o primeiro montado pelo governo federal para atender exclusivamente pacientes de covid-19.

Consequências drásticas

50% das empresas alemãs relatam adiamento de investimentos, diz instituto Ifo

A pandemia de coronavírus está tendo consequências drásticas para o investimento de empresas na Alemanha, afirma o instituto Ifo

recuperação à vista?

Pence comemora dado de emprego dos EUA e diz que Casa Branca discute estímulos

“Payroll de hoje indica que recuperação econômica já começou”, declarou Pence, elogiando, em seguida, as medidas de apoio às famílias e empresas tomadas pelo governo ao longo dos últimos meses

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements