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Estadão Conteúdo
Casamento marcado?

Banco do Brasil e UBS tentam parceria na área de banco de investimentos

A ideia da união com o banco suíço é turbinar a área de banco de investimentos do Banco do Brasil, aproveitando o cenário favorável para a emissão de ações, e fazer frente à concorrência no segmento

Banco do Brasil com tela de celular em primeiro plano
Banco do Brasil com tela de celular em primeiro plano - Imagem: Shutterstock

O Banco do Brasil e o banco suíço UBS avançaram nas negociações para constituir uma joint venture no segmento de banco de investimento, apurou o 'Estadão/Broadcast', plataforma de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Na noite de ontem, o BB publicou comunicado informando que analisa alternativas para incrementar sua atuação no mercado de capitais, o que pode incluir a reorganização da estrutura de banco de investimento, com uma parceria complementar. O Banco do Brasil não mencionou o UBS. A conclusão da parceria entre ambos, porém, é esperada para breve, de acordo com fontes, que falaram na condição de anonimato.

As conversas entre o Banco do Brasil e o UBS não vêm de hoje. Um negócio entre os bancos já havia sido fechado na gestão anterior, sob o comando do então presidente Paulo Caffarelli. No entanto, a conclusão ficou pendente por conta do processo eleitoral que culminou na troca de governo e, consequentemente, no comando dos bancos públicos.

Por isso, o avanço das tratativas foi rápido. O processo formal junto ao UBS foi retomado em março pelo presidente do BB, Rubem Novaes.

Modelo de negócio

A joint venture deve ter características similares ao negócio já fechado, com o UBS como sócio majoritário para evitar amarras de empresas estatais.

A estrutura em discussão combinaria o banco de investimento do Banco do Brasil, BB BI, e a estrutura do UBS no Brasil. Mas a governança seria dividida com indicação de número semelhante de diretores pelas duas instituições, de acordo com fontes.

A ideia é turbinar a área de banco de investimentos do BB, aproveitando o cenário favorável para a emissão de ações, e fazer frente à concorrência no segmento. Segundo dados da empresa de análises Refinitiv, o UBS está em 21º. lugar na assessoria a fusões e aquisições e em 9º. lugar na emissão de ações no ano até o início de setembro. O BB está em 10º. lugar no ranking de emissão de ações.

O acordo entre o Banco do Brasil e o UBS poderia ser assinado já no mês que vem, segundo uma das fontes.

Não se espera que haja pagamento no negócio, que está sendo desenhado para que o BB tenha acesso à plataforma de banco de investimento do UBS e, assim, aumentar a oferta de produtos para os clientes pessoa jurídica do banco.

Para o UBS, a vantagem seria contar com a possibilidade de empréstimos do Banco do Brasil em determinadas transações de banco de investimento, como financiamentos a fusões e aquisições. Neste caso, os créditos ficariam no balanço do BB e não no da joint venture, segundo uma das fontes.

A aproximação entre BB e UBS vem de longa data. Em 2009, uma joint venture entre ambos quase foi sacramentada. Quem conduziu a negociação, à época, foi o ex-diretor do Banco Central, Aldo Mendes, quando ocupava a diretoria de Mercado de Capitais do BB. O negócio, contudo, não prosperou.

A joint venture no Brasil é um projeto aprovado pela executiva Ros Stephenson, que acabou de assumir o cargo de co-chefe de banco de investimento global, em reestruturação global do UBS anunciada esta semana. Procurados, tanto BB quanto UBS não comentaram. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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