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Na quinta-feira da semana passada, fiz algumas indicações em minha coluna. Entre elas, vender a libra esterlina e o euro contra o dólar e comprar o Ibovespa futuro em big dips
Na quinta-feira da semana passada, fiz algumas indicações em minha coluna.
Entre elas, vender a libra esterlina e o euro contra o dólar e comprar o Ibovespa futuro em big dips.
No início da noite, recebi um e-mail da leitora L. V. A. H. querendo mais objetividade. Ela pediu uma definição para big dip.
“Dois por cento?”; “Cinco por cento?”, L. sondou.
“Big dip é algo como 5.000 pontos abaixo das máximas”, respondi, sem querer ser muito minucioso.
Pois bem, a máxima do ano e de todos os tempos do Ibovespa foi 91.242, alcançada no primeiro dia útil deste mês, segunda-feira, 3.
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E não é que o mercado, numa enorme correção, ou realização de lucros, como preferirem, caiu os tais 5.000 pontos. Na verdade, um pouco mais, ao ser negociado anteontem, dia 11, a 85.583 (queda de 5.659 pontos da grande máxima).
Como meu big dip era 86.242, quem foi na minha onda e comprou nesse nível pode agora por um stop um pouco abaixo dessa mínima pós 2º turno eleitoral, digamos, 85.400, e surfar a recuperação.
Daqui a 19 dias, o presidente Jair Bolsonaro vai tomar posse. Se seu governo será muito favorável ao mercado de ações, ou apenas friendly, só o tempo dirá. Mas com certeza o capitão deve cumprir sua promessa de impulsionar a livre iniciativa e isso soa como música para os ouvidos dos traders.
Há outros fundamentos positivos no horizonte, em especial a Reforma da Previdência, que deverá ser aprovada no primeiro semestre de 2019.
Agora vem a parte boa da história. De acordo com um relatório divulgado anteontem pelo Fundo Monetário Internacional, as boas novas para a economia brasileira estão por acontecer.
O FMI classifica os 12 países mais importantes de acordo com os estágios de seus ciclos econômicos.
Dessa dúzia, o Brasil é o que está em melhor situação, pois se encontra no ponto inicial de um período expansionista.
Segue-se a área do euro, o Reino Unido, a Índia e o Japão, no meio do estágio.
Em seu final, estão os Estados Unidos, a China, a Austrália e o Canadá.
No fim do ciclo, o México e a Rússia.
Fechando a turma, isolada, a África do Sul encerrou seu período de expansão.
Por essas razões, estou bastante otimista.
Para quem gosta de especular, e tem bala para isso, sugiro a compra de Ibovespa, agora em small dips. Para os investidores de médio e longo prazo, sugiro a aquisição de ações de empresas sólidas e rentáveis.
Com certeza a década de 2010 foi perdida. Mas pode ser que a de 2020 comece um ano antes, no dia 1º de janeiro de 2019.
Os convidados do Market Makers desta semana são Axel Blikstad, CFA e fundador da BLP Crypto, e Guilherme Giserman, manager de global equities no Itaú Asset
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