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Desas envolvendo Boeing 737 Max 8 da Lion Air fez as ações da Boeing, uma das 30 que compõem o Dow Jones Industrial, caírem 7% na Bolsa de Valores de Nova York
Anteontem, segunda-feira, 29 de outubro, um Boeing 737 Max 8 da Lion Air caiu nas águas do mar de Java, minutos após decolar do Aeroporto Internacional Soekarno-Hatta, de Jacarta, capital da Indonésia. Todas as 189 pessoas a bordo morreram.
Por causa do desastre, as ações da Boeing, uma das 30 que compõem o Dow Jones Industrial, caíram 7% na Bolsa de Valores de Nova York.
Se a aeronave tivesse sido um Boeing 737-700 ou 737-800, a tragédia não teria afetado a cotação das ações da empresa, ou afetado muito pouco, já que se tratam de modelos que voam há bastante tempo e foram mais do que testados e aprovados.
Acontece que o Max 8 é um projeto recente, tendo o primeiro voo regular de passageiros ocorrido em maio de 2017. Nesses casos, sempre fica a desconfiança de que possa ter havido algum erro de concepção.
Isso já aconteceu com diversos tipos de aeronaves, sendo os casos mais emblemáticos o do Comet 2 da De Havilland, em 1953, com dois desastres fatais dos quais, um deles perdeu as asas em pleno voo, e o do Electra 1, da Lockheed, também com dois acidentes causados por panes estruturais, em 1959 e 1960, o que provocou o recolhimento de todos os turboélices da série em operação no mundo até que a falha fosse descoberta e solucionada.
Portanto, nada mais natural do que as ações da Boeing terem sofrido um crash, que contaminou a Bolsa de Valores de Nova York, fazendo com que o Dow Jones perdesse mais de 200 pontos. Tal como vem acontecendo há várias semanas, as perdas da NYSE influenciaram o Ibovespa, que caiu 2,24%.
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Só para lembrar, isso foi anteontem.
No que se refere à Bolsa brasileira, essa simetria pode estar com os dias contados. Em algumas semanas, acredito que as expectativas do mercado com relação aos preparativos e aos primeiros meses do governo Bolsonaro deverão prevalecer sobre a influência externa. E não podiam ser mais favoráveis à Bolsa.
Entre as fontes que me enviam notícias de mercado todos os dias estão Thiago Teixeira, da MRJ – Marejo Investimentos. Ontem ele me chamou atenção para a entrevista de Guilherme Aché, da gestora Squadra, ao jornal O Globo.
Aché trabalhou ao lado de Paulo Guedes ao longo de 17 anos no banco Pactual. E revela coisas interessantes sobre seu amigo e ex-parceiro.
Guilherme Aché diz que ainda há muita gente preocupada com o governo Bolsonaro. Isso é “um sinal fantástico”, conclui o entrevistado de O Globo.
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