Menu
2018-10-31T08:29:18-03:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Esquenta dos mercados

Mercados continuam de olho em agenda reformista do novo governo hoje

Hoje ainda tem reunião do Copom, mais balanços e nova perspectiva de votação que beneficia Petrobras

31 de outubro de 2018
8:19 - atualizado às 8:29
Selo esquenta mercados
Mercados seguem à mercê de definições para a equipe econômica e propostas de reformas do governo eleito - Imagem: Seu Dinheiro

Bom dia, investidor! Hoje é dia de o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) anunciar sua decisão para a Selic, e o esperado pelos mercados é manutenção da taxa em 6,5% ao ano. A corrente mais otimista não descarta que a taxa básica de juros só volte a subir no fim do ano que vem.

Embora na bolsa as atenções estejam voltadas para os anúncios do governo eleito, a decisão do Copom é decisiva para os seus investimentos. O repórter especial Eduardo Campos explica por quê.

Depois do rali frustrado da segunda-feira pós-segundo turno, a bolsa voou ontem, fechando em alta de 3,69%, aos 86.885 pontos. Declarações de Bolsonaro e seu futuro ministro da Fazenda Paulo Guedes ressoaram bem nos mercados.

Bolsonaro defendeu aprovar ao menos parte da reforma da Previdência ainda neste ano, em entrevista na segunda à noite. Já Guedes defendeu, em entrevistas, a independência formal do Banco Central e a venda das reservas internacionais em momentos de alta especulativa do dólar para abater a dívida pública.

O futuro ministro ainda desautorizou Onyx Lorenzoni, que assumirá a Casa Civil, quando este falou em metas de juros e câmbio para o BC, alegando que "é um político falando de economia". Também observou que seria natural a permanência de Ilan Goldfajn à frente do BC.

À tarde, após reunião de membros da equipe do presidente eleito, os dois pareceram mais afinados e deram entrevista lado a lado.

Apesar disso, líderes das bancadas partidárias na Câmara avaliavam como baixa a possibilidade de aprovar a reforma da Previdência ainda em 2018, diante do calendário apertado, complexidade da matéria e da fila de votações prevista.

Ainda ontem foram anunciadas a redução do número de ministérios para 15 ou 16 e a fusão das pastas da Fazenda com a de Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e das pastas de Agricultura e Meio Ambiente. O anúncio oficial do futuro ministério ocorre na próxima segunda-feira.

O cenário externo também ajudou os mercados por aqui, com as bolsas de NY fechando em alta. Ainda assim, outubro foi o pior mês para as bolsas americanas em sete anos, e as pressões do exterior continuam fortes.

Os investidores temem a desaceleração do crescimento mundial, combinada com um forte crescimento americano, e posterior desaceleração também dos Estados Unidos.

Petrobras testa o rali

Ontem, a Petrobras teve formidável alta com a perspectiva de aprovação da urgência da votação do projeto de lei sobre a cessão onerosa no Senado. A coisa não ocorreu por falta de quórum, mas hoje haverá nova tentativa.

A questão mexe com as ações da Petrobras porque o PL permite fechar o acordo de revisão do contrato de cessão onerosa de 2010 com a estatal.

Isso fará com que a Petrobras possa vender até 70% dos cinco bilhões de barris a que tem direito na área da cessão onerosa para outras empresas.

Além disso, sem essa revisão, o governo não pode vender o direito de exploração do excedente dos barris no leilão na área da sessão onerosa, uma disputa que pode render outorga de cerca de R$ 100 bilhões para a União.

O nome de Roberto Castello Branco, ex-diretor da Vale e ex-conselheiro da Petrobras, está sendo sondado para a presidência da estatal pelo novo governo.

Agenda local fraca

Por aqui, teremos apenas os dados semanais do fluxo cambial às 12h30. Ao meio-dia, a agência de classificação de risco S&P promove teleconferência sobre o novo governo, devendo insistir na aprovação de reformas.

Na temporada de balanços, já tivemos Santander, antes da abertura, que promoverá teleconferência às 10h30.

Depois do fechamento, saem Lojas Americanas, B2W e SulAmérica. Fazem teleconferências Smiles e Ecorodovias (11h) e Cielo (13h).

Nos EUA, General Motors solta os resultados pela manhã. No after hours, o Facebook, que divulgou os resultados ontem à noite, subiu 3,13%, com lucro acima do esperado.

Na agenda americana, a ADP informa as contratações do setor privado em outubro, às 9h15. O indicador é considerado uma prévia dos dados de emprego do Payroll, a serem divulgados nesta sexta. A criação de empregos deve diminuir para 180 mil no mês, de 230 mil em setembro.

Às 11h30, sai o índice de atividade industrial de outubro, divulgado pelo ISM/Chicago.

A PMI (Purchasing Managers' Index) industrial oficial da China decepcionou ontem à noite. O índice caiu de 50,8 em setembro para 50,2 em outubro, frente a uma previsão de 50,5. O PMI de serviços foi de 53,9, ante previsão de 54,6.

Ainda ontem à noite, o banco central chinês orientou nova depreciação do yuan, para o menor nível desde 2016.

O Japão manteve sua política monetária ultraflexível e disse que o juro continuará em níveis extremamente baixos por um período prolongado. A previsão para o PIB do atual ano fiscal caiu de 1,5% para 1,4%.

*Com informações do Bom Dia Mercado, de Rosa Riscala. Para ler o Bom Dia Mercado na íntegra, acesse www.bomdiamercado.com.br

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

REFORMAS

Reformas tributária e administrativa podem ir juntas ao Congresso

Em sua fala, o presidente reafirmou a necessidade de reduzir os impostos e destacou que Estados e municípios têm autonomia e independência para alterar alguns impostos. “Não culpe só a mim”

MAIS CASOS CONFIRMADOS

Novo coronavírus já infectou mais de 2 mil pessoas ao redor do mundo

Também há casos confirmados da doença nos Estados Unidos, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Vietnã, Cingapura, Malásia, Nepal, França e Austrália

MAIS DESINVESTIMENTOS?

Oi contrata Bank of America para acelerar venda de telefonia móvel, diz jornal

De acordo com o jornal O Globo, a companhia espera obter R$ 15 bilhões com o negócio

PENSATA DE DOMINGO

Nunca é tarde para entrar na bolsa. Será?

Hoje quero falar sobre a visão que eu e o Rodolfo compartilhamos para o ano de 2020. E, claro, o que você deve fazer com seus investimentos para chegar à aposentadoria precoce.

CORONAVÍRUS

Xi Jinping alerta para a ‘grave situação’ criada pela disseminação ‘acelerada’ do novo coronavírus

Até agora, as autoridades disseram que a doença já infectou mais de 1.300 pessoas e matou 41. Mas a Comissão Nacional de Saúde anunciou que 237 pacientes estão em condições graves

ECONOMIA

‘Recessão profunda torna retomada lenta’, diz economista do Insper

“Um ponto a se considerar é que, somando com os resultados de 2018, já são quase 1,2 milhão de empregos desde a crise. O mercado de trabalho demorou para responder, porque a recessão foi muito profunda, mas está respondendo”, falou Sergio Fripo

AINDA SOBRE A 'CAIXA-PRETA'

TCU dá 20 dias para BNDES explicar auditoria milionária da ‘caixa-preta’

Após um ano e dez meses focado em oito operações com as empresas JBS, Bertin, Eldorado Brasil Celulose, a auditoria não apontou nenhuma irregularidade

DE OLHO NA VALE

Vale paga multas ao governo mineiro, mas questiona cobranças do Ibama

De acordo com dados da Semad, foram aplicados até o momento 11 autos de infração em decorrência do rompimento da barragem no dia 25 de janeiro de 2019

OLHO NAS STARTUPS

Volume de aportes em startups do País cresce 80% e atinge US$ 2,7 bi em 2019

O número de aportes, por sua vez, cresceu 8,3% na comparação com 2018, mas não bateu recordes – em 2017, foram 263 investimentos no País, mas com valor individual menor, totalizando US$ 905 milhões

ACORDOS

Bolsonaro assina 15 acordos com a Índia e fala que comércio poderá superar US$ 50 bilhões até 2022

O principal acordo assinado é o de cooperação e facilitação de investimentos (ACFI), segundo o jornal Folha de S.Paulo

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements