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Dados da Bolsa por TradingView
2018-10-03T18:08:21-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Mercados

Juro americano pode atrapalhar alegria local

Taxa de juro do papel de 10 anos atingiu marca não vista desde 2011, ligando sinal amarelo para ativos de risco

3 de outubro de 2018
15:24 - atualizado às 18:08
Bolsa de valores de São Paulo
Bolsa de valores de São Paulo - Imagem: Shutterstock

O mercado brasileiro seguiu com o tom positivo, marcado por bolsa em alta e dólar em queda. Mas o comportamento do juro americano pode abreviar ou tirar brilho da festa local.

A taxa do papel de 10 anos, referência mundial em termos de custo de dinheiro, subiu para a linha de 3,18% nesta quarta-feira, patamar que não era registrado desde meados de 2011.

Quanto maior o juro por lá, menos atrativos ficam os ativos de risco no mundo. Por isso, o movimento que se desenha nos EUA deve acabar se refletindo em algum grau por aqui.

O dólar comercial, que fez mínima a R$ 3,823, moderou o ritmo de baixa no período da tarde, mas terminou o dia com queda de 1,28%, a R$ 3,88. Já a bolsa se manteve firme, encerrando com alta de 2,04%, a 83.273 pontos. Na máxima, o Ibovespa foi a 85.442 pontos.

Em Wall Street, essa alta do juro não assustou Dow Jones, que teve breve alta de 0,2%, e marcou nova máxima de 26.828 pontos. Os pares S&P e Nasdaq subiram 0,07% e 0,32%, respectivamente.

A alta do juro americano aconteceu depois de uma sequência de notícia positivas no lado econômico. Entre elas, a criação de 230 mil postos de trabalho em setembro, segundo dados da ADP. O resultado veio acima do esperado pelo mercado.

Com a economia surpreendendo positivamente, aumentam as dúvidas sobre o ritmo de ajuste do juro pelo Federal Reserve (Fed), banco central americano. Por ora, o BC acena mais um aperto em 2018 e outros três em 2019.

Operando junto com o juro americano esteve o dólar no mercado internacional. O DXY, que capta o comportamento da divisa americana ante uma cesta de moedas, mostrou valorização 0,6%, na linha dos 96 pontos, patamar não visto desde o fim de julho.

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