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Com vitória de Bolsonaro precificada, inflação mais alta não deve causar estresse; pesquisas eleitorais vem confirmando favoritismo do candidato
Bom dia, investidor! O cenário eleitoral pesou menos no primeiro pregão da última semana antes das eleições, e os mercados locais fecharam com desempenho na contramão do exterior.
O grande catalisador do bom desempenho da bolsa ontem - e que animou também outros emergentes - foi o anúncio da China de cortar impostos para estimular a economia.
O Ibovespa fechou em alta de 1,63%, aos 85.596 pontos, mesmo com as quedas nas bolsas de Nova York e da Europa. O dólar fechou abaixo de R$ 3,70, recuando 0,73% para R$ 3,6879.
É verdade que também houve continuidade do rali Bolsonaro na reta final para a eleição, o que se refletiu nas valorizações das ações de estatais, beneficiadas pelo afastamento do PT do poder, além do setor de consumo e de construtoras, beneficiadas pela expectativa de os juros se manterem baixos, barateando o crédito.
Considerado barato, o dólar antecipa a expectativa de que o Banco Central possa interromper a rolagem dos contratos de swap que vencem em dezembro, na tentativa de estancar qualquer queda mais rápida da moeda americana. O anúncio deve vir na semana que vem.
Lá fora, pesaram as preocupações em relação à situação fiscal da Itália e ao Brexit. Os italianos tinham até ontem para adequar seu plano orçamentário de 2019 às exigências da União Europeia, mas não fizeram mudanças. A agência de classificação de risco Moody's já rebaixou a nota de crédito do país, e agora a S&P revisa o rating.
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Quanto ao Brexit, a premiê britânica Theresa May diz que o acordo de saída do Reino Unido da UE já está 95% pronto, mas persistem questões importantes, como o status da fronteira das Irlandas. A primeira-ministra corre o risco de perder o cargo.
Entre os índices em NY, apenas a Nasdaq fechou em alta, talvez antecipando os balanços corporativos fortes que serão anunciados pelas gigantes de tecnologia nesta semana.
Hoje à noite o Ibope divulga pesquisa de intenção de voto para presidente no "Jornal Nacional".
Na noite de ontem, pesquisa TV Record/Real Time mostrou Bolsonaro com 58% dos votos válidos e Haddad com
42%. Horas antes, sondagem CNT/MDA mostrou resultado praticamente idêntico na corrida eleitoral: 57% x 43%.
As denúncias de caixa 2 envolvendo a campanha de Bolsonaro, por meio de disparo ilegal de conteúdo falso por WhatsApp e redes sociais não colou nos mercados nem no eleitorado até agora.
Investidores e eleitores parecem estar ignorando também o vídeo que viralizou neste fim de semana com Eduardo Bolsonaro dizendo que, para fechar o STF, "bastam um soldado e um cabo".
Jair Bolsonaro enviou carta ao ministro Celso de Mello dizendo que o STF é "o guardião da Constituição" e disse que repreendeu o filho.
Outros ministros se manifestaram em repúdio, e Alexandre de Moraes chegou a pressionar a Procuradoria-Geral da União a abrir investigação contra o deputado por crime tipificado na Lei de Segurança Nacional.
No "Roda Viva" de ontem, Haddad acusou o adversário de não ter apreço pela democracia, mas negou que esteja se preparando para um "terceiro turno" ao pedir ao TSE investigações sobre a compra de pacotes de fake news.
No programa, reconheceu que Dilma errou ao querer administrar os preços públicos e admitiu que "provavelmente sim", houve crimes de corrupção cometidos por petistas, como caixa 2 e enriquecimento ilícito. Também disse que nenhuma estatal seria vendida em um eventual governo seu.
Os mercados estão agora de olho mesmo é nos nomes a serem anunciados para a equipe econômica de Bolsonaro.
Segundo o site político BR18, se Ilan Goldfajn não aceitar o convite para permanecer à frente do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, diretor de Política Monetária do BC de 1999 a 2003 (governo FHC) é cotado para assumir o cargo, ou se não, presidir BB ou Caixa.
Com a vitória de Bolsonaro já bastante precificada, não deve causar estresse hoje o IPCA-15 de outubro, que sai às 9 horas. Segundo pesquisa do "Broadcast", serviço de notícias em tempo real do "Estadão", o indicador deve acelerar de 0,09% em setembro para algo entre 0,40% e 0,68%, com mediana das apostas em 0,63%.
A variação acumulada em 12 meses, que está em 4,28%, pode superar o centro da meta, de 4,50%, e chegar a 4,58%.
Mesmo assim, o mercado acredita que o Copom manterá a Selic em 6,5% na reunião da semana que vem.
Antes, às 8h, sai o Índice de Preços ao Consumidor-Semanal (IPC-S). Às 10h, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga a sondagem industrial de setembro.
O debate da "TV Globo" que iria ocorrer nesta semana foi cancelado, porque Bolsonaro não irá comparecer, como parte da sua estratégia eleitoral.
Nos Estados Unidos, mais balanços. Antes da abertura dos negócios saem os números de McDonald's, Caterpillar, 3M e Verizon.
Às 11h, saem os números da atividade regional do Fed de Richmond, e às 14h30 tem discurso do dirigente do Fed Raphael Bostic. Na Alemanha, sai o PPI (Producer Price Index, índice de inflação) de setembro.
*Com informações do Bom Dia Mercado, de Rosa Riscala. Para ler o Bom Dia Mercado na íntegra, acesse www.bomdiamercado.com.br
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