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Ibovespa e dólar devem continuar tendência mostrada ontem, depois que Datafolha mostrou avanço de Bolsonaro e recuo de Haddad na corrida eleitoral
O dia de hoje nos mercados locais deve ser um repeteco de ontem, depois de a última pesquisa Datafolha de intenção de voto ter confirmado a tendência de crescimento de Bolsonaro e um enfraquecimento de Haddad na corrida eleitoral.
No último pregão, o Ibovespa avançou 3,71%, aos 81.593 pontos e o dólar à vista recuou 2,47%, aos R$ 3,9304 apenas porque a pesquisa Ibope do dia anterior mostrou uma melhora do cenário para o candidato do PSL.
Brilharam as ações de estatais, como BB, Eletrobrás e Petrobras, que voltou a ser a empresa mais valiosa da bolsa, com R$ 319,928 bilhões de valor de mercado, superando a Vale e a Ambev.
O bom humor nos mercados ontem também se traduziu no volume negociado na bolsa: R$ 16,6 bilhões, muito acima da média de R$ 9,6 bilhões. O apoio declarado da bancada ruralista a Bolsonaro potencializou o astral, pois eleva as chances de governabilidade.
Divulgada ontem à noite, a pesquisa Datafolha mostrou que Bolsonaro subiu de 28% para 32% nas intenções de voto, enquanto Haddad estabilizou em 21%.
Além disso, a rejeição ao petista subiu de 32% para 41%, enquanto a do capitão reformado do Exército caiu de 46% para 45%. Bolsonaro cresceu mais entre as mulheres. E numa simulação de segundo turno, já ganha de Haddad por 44% a 42%.
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A pesquisa Ibope de segunda já mostrava tendência semelhante, o que deixou os investidores animados nesta terça. A diferença fundamental era que, no segundo turno, o Ibope ainda mostrava os dois candidatos empatados.
Já se fala em vitória de Bolsonaro ainda no primeiro turno, o que ainda é difícil. Mas se o eleitorado feminino continuar aderindo à sua candidatura, pode acontecer.
Nesta quarta (03), o mercado estará de olho em nova pesquisa Ibope a ser divulgada à noite. Nesta semana ainda teremos mais uma edição do Ibope (sábado) e duas do Datafolha (quinta e sábado).
No Brasil, teremos a divulgação do relatório de estabilidade financeira, às 10h30, e do fluxo cambial de setembro, às 12h30.
Nos EUA, às 9h15 haverá a divulgação do relatório de emprego do Instituto ADP, considerado uma prévia do payroll, que será divulgado na sexta. A previsão é que o ADP mostre a criação de 185 mil vagas de emprego no setor privado americano em setembro, melhor que em agosto, quando foram criadas 163 mil.
Ainda nos Estados Unidos, serão divulgados os índices do setor de serviços medidos pelos institutos Markit (10h45) e ISM (11h). Às 11h30, saem os estoques de petróleo. Na zona do euro, teremos as vendas no varejo em agosto.
A crise fiscal italiana ainda é um ponto de atenção para os mercados internacionais, sobretudo bolsas as europeias, que nesta terça fecharam todas no vermelho.
O país continua a projetar um déficit de 2,4% do PIB em 2019, mas, sob pressão da União Europeia, teria decidido reduzir o rombo ao longo dos próximos anos, passando para 2,2% do PIB em 2020 e 2,0% do PIB em 2021.
Trata-se de uma boa notícia para os mercados, mas a resistência do governo de Roma em disciplinar as contas públicas, além de algumas declarações "antieuro" de dirigentes italianos deixaram o clima ainda ruim.
O premiê italiano, no entanto, reforçou que o euro é "indispensável" e que não há intenção de abandoná-lo.
*Com informações do Bom Dia Mercado, de Rosa Riscala. Para ler o Bom Dia Mercado na íntegra, acesse www.bomdiamercado.com.br
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