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2018-10-17T08:18:06-03:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Esquenta dos mercados

Corrida eleitoral e EUA devem continuar dando o tom dos mercados hoje

Entrevista de Bolsonaro ao SBT, balanços nos EUA e ata do Fed podem impactar mercados hoje; entrevista de Romeu Zema pode pesar para Cemig e Copasa

17 de outubro de 2018
7:49 - atualizado às 8:18
Selo esquenta mercados
Em entrevista ao G1, candidato favorito ao governo de MG recuou de privatizar Cemig e Copasa - Imagem: Seu Dinheiro

Bom dia, investidor! A forte alta do Ibovespa ontem, que subiu 2,83% e voltou a ultrapassar os 85 mil pontos, mostra que o otimismo dos mercados com a eleição praticamente certa de Bolsonaro ainda não acabou. Porém, o que puxou mesmo a bolsa foi o bom humor no exterior, com a euforia nas bolsas de Nova York.

Nos Estados Unidos, investidores se entusiasmaram com balanços de empresas melhores que o esperado, indicadores econômicos positivos, ajustes de previsão de crescimento do país para cima e com críticas de Trump ao aperto monetário do Fed, já que o presidente considera que a inflação ainda está baixa.

O resultado das eleições por aqui já está bastante precificado, o que leva o investidor a se voltar cada vez mais para as propostas de Bolsonaro para a economia. Ontem, o dólar chegou a cair abaixo de R$ 3,70, mas fechou a R$ 3,72, em parte pelas incertezas que ainda rondam o programa de governo do presidenciável.

Pesquisa do BofA Merrill Lynch revela que menos de 8% dos gestores de fundos projetam dólar abaixo de R$ 3,60 em dezembro, mas cresceu para 50% os que veem o dólar abaixo de R$ 3,80. O repórter especial Eduardo Campos fala um pouco mais das previsões para o dólar neste fim de ano.

As declarações de Bolsonaro em entrevista ao SBT ontem à noite podem influenciar os mercados hoje. Ele voltou a defender uma reforma da Previdência mais branda, mas disse que pode propor mudanças na Previdência dos militares.

Ele reafirmou compromisso de privatizar 50 estatais criadas nos governos PT, mas frisou que limitará os setores estratégicos. Isto é, geração de energia e exploração de petróleo continuariam nas mãos do Estado. A Transpetro, estatal de transporte de óleo e gás, também não seria privatizada.

Reafirmou ainda a defesa do tripé econômico, a independência política do Banco Central, a redução do número de ministérios para 15 e voltou a descartar a volta da CPMF e o aumento de impostos.

Na manchete do "Estadão" de hoje, o economista Paulo Coutinho, que supervisiona as propostas do candidato, diz que o plano de desestatização se baseia em expandir ferrovias, rodovias e aeroportos quase que exclusivamente com recursos privados - e que os recursos chineses serão bem-vindos.

"A restrição de Bolsonaro é a compra de terras", diz, em relação à China.

Más notícias para Eletrobrás, Cemig e Copasa

A Eletrobrás vem se valorizando ao sabor das notícias da corrida eleitoral, mas pode ser que o momento já seja bom para a realização de lucros.

Ontem, no fim do dia, o plenário do Senado rejeitou o projeto de lei que destrava a venda das suas distribuidoras.

Mesmo sem aprovação do texto, o BNDES disse que o leilão da Amazonas Energia está mantido para o dia 25. Mas a rejeição do PL ameaça o futuro da subsidiária e cria uma dificuldade para a Eletrobrás.

Se houver licitação da concessão de forma separada e não aparecer lance, a Amazonas Energia pode ser liquidada, e a Eletrobrás herdaria suas dívidas. O custo para a estatal, neste caso, é estimado em R$ 13 bilhões.

Já no caso de Cemig e Copasa, o candidato favorito ao governo do estado de Minas, Romeu Zema, jogou um balde de água fria nas expectativas dos investidores em relação à privatização das duas estatais.

O mercado ficou animadinho com a ampla vantagem do candidato do Partido Novo, de perfil altamente desestatizante. Mas em entrevista ao "G1", Zema recuou dos planos de privatização, afirmando que o maior problema das companhias é a má gestão.

O candidato defendeu a concorrência e uma gestão profissional, que atenda bem o consumidor. Disse ainda que "bem lá na frente pode privatizar, mas talvez nem seja necessário".

Ata do Fed e balanços nos EUA

Os balanços corporativos devem continuar afetando as bolsas americanas hoje. Ontem à noite, a Netflix informou lucro maior que o esperado, mas a IBM decepcionou. Hoje saem os resultados da Alcoa, depois do fechamento.

Às 15h, o Fed, banco central americano, divulga a ata da sua última reunião, que pode ser importante para balizar a política econômica dos EUA.

O único indicador americano divulgado hoje é o da construção de moradias iniciadas em setembro, com previsão de queda de 4,8%.

No Brasil, teremos pesquisa eleitoral da revista Crusoé/Paraná para o segundo turno presidencial. O Ibope libera pesquisas estaduais para SP, RJ, MG, DF, RS e RN.

Às 8h, sai o IGP-10 de outubro, e às 8h30, o IBC-Br de agosto. Às 17h, temos o IPC-Fipe e dados semanais de fluxo cambial às 12h30.

*Com informações do Bom Dia Mercado, de Rosa Riscala. Para ler o Bom Dia Mercado na íntegra, acesse www.bomdiamercado.com.br

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