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2019-04-04T12:03:37-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Mercados

Aposta do estrangeiro na alta do dólar bate novo recorde a US$ 41,2 bilhões

Na semana, gringo já comprou o equivalente a US$ 3,5 bilhões em contratos futuros. Bancos e fundos ampliam posição vendida

6 de dezembro de 2018
11:01 - atualizado às 12:03
dólar cotação
Imagem: Shutterstock

O investidor estrangeiro está ampliando a “aposta” na alta do dólar de forma consistente neste começo de mês. Em três pregões, a posição comprada em dólar futuro e cupom cambial (DDI, juro em dólar) subiu em US$ 3,5 bilhões e bateu novo recorde a US$ 41,231 bilhões.

Como o mercado futuro é um jogo de soma zero, se o gringo compra, alguém vende. Nesse mesmo período de três pregões, os bancos ampliaram a posição vendida, que ganha com a queda do dólar, em US$ 2,5 bilhões, para US$ 16,541 bilhões. E os fundos de investimentos venderam outros US$ 990 milhões, atingindo um estoque de US$ 26,238 bilhões.

A avaliação de ganhadores e perdedores nesse mercado é sempre feita em tese, pois não sabemos a que preço as posições foram montadas e se esses agentes possuem exposição ao dólar no mercado à vista e de balcão.

Mesmo assim, o que se pode inferir é que dificilmente o dólar apresentará um consistente movimento de baixa enquanto o estrangeiro estiver carregando tamanha posição comprada no mercado futuro.

No fim de novembro e agora em dezembro, além da posição no mercado futuro temos de prestar atenção ao fluxo no mercado à vista. Como vimos ontem, a saída de dólares pelo canal financeiro foi bastante elevada em novembro, chamando o Banco Central (BC) a fazer atuações no mercado à vista por meio de leilões de linha com compromisso de recompra.

Mas vimos, também, que não é o fluxo que determina o preço e sim a formação de expectativas e a percepção do mercado. Na segunda-feira, dia 26 de setembro, dia que o dólar saltou 2,6%, para cima de R$ 3,90, a saída líquida do mercado físico foi de apenas US$ 573 milhões. Mas na terça-feira, dia do primeiro leilão de linha, o fluxo foi negativo em US$ 2,6 bilhões, com a moeda recuando 1,24%.

Nesta quinta-feira, o dólar começa o pregão em alta de pouco mais de 1%, testando, novamente, a linha de R$ 3,9. A formação de preço reflete um ambiente externo pouco favorável aos ativos de risco.

Ibovespa futuro

No mercado de índice futuro do Ibovespa, principal índice de ações da B3, a troca de posições é pouco expressiva. Desde meados de outubro temos o não residente vendido e os fundos de investimento comprados.

No pregão de quarta-feira, a posição vendida do gringo era de 113.035 contratos, contra 119.528 no fim de novembro. Os fundos estavam comprados em 110.246 contratos em comparação com 115.614 contratos em 30 de novembro.

Uma forma de ler as posições no Ibovespa futuro é como uma proteção (hedge) às oscilações no mercado à vista. Por exemplo. O investidor está comprado em bolsa no mercado à vista e vai proteger essa exposição no mercado futuro vendendo contratos de Ibovespa.

No entanto, o mercado também opera o Ibovespa futuro com um ativo em si. Podendo montar apostas de alta (comprado) ou de queda (vendido) no Ibovespa.

Posição BMF
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