Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Começou o terceiro turno

Com os sinais conflitantes de Bolsonaro e sua equipe, é necessário pensar no período entre a eleição e a posse, no qual são definidos os principais nomes do governo, suas ideias e linhas de atuação

Jair Bolsonaro - Imagem: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo

Com a eleição de Jair Bolsonaro já garantida e precificada nos mercados de ações e de dólar, acho bom o caro amigo leitor começar a pensar no terceiro turno. Refiro-me ao período entre a eleição e a posse, no qual são definidos os principais nomes do governo, suas ideias e linhas de atuação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É lógico que fatores externos poderão influenciar as bolsas e o câmbio no Brasil, mas sobre esses fundamentos Bolsonaro e seus assessores não têm a menor ingerência.

Muitas coisas poderão agradar os eleitores do capitão, tal como a revogação do estatuto do desarmamento, mas terão pouca ou nenhuma influência nos mercados.

O que traders e investidores em geral querem saber é como será tratado o déficit público, qual será a política de privatizações, como e em que dimensão a máquina governamental será enxugada, qual será a política externa, que mudanças tributárias irão ocorrer, como atuará o Banco Central, enfim, aquilo que impactará o mercado de ações.

Desde que se tornou um fenômeno eleitoral, Jair Bolsonaro e seus principais assessores enviaram sinais conflitantes ao mercado. Paulo Guedes, que parece ser o indicado para ocupar o ministério da Economia (reunindo Fazenda e Planejamento), já declarou que gostaria de privatizar a Petrobras, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e a Eletrobras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bolsonaro descartou a ideia, dizendo que setores estratégicos continuarão sendo estatais. Disse que vai privatizar as empresas inúteis criadas pelos petistas para abrigar petistas. Isso é quase uma obrigação. Só que tem mais efeito psicológico do que prático.

Leia Também

OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO

De dossiê contra CEO do Itaú a influenciadores: os alvos de intimidação por Vorcaro e os pagamentos bilionários para promover o Banco Master

ELEIÇÕES DE 2026

Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em SP, mas rejeição acende alerta para o petista

No exterior

Outra definição importante será o relacionamento do Brasil com a China. Até agora, o capitão vem se mostrando pró-Estados Unidos e antichinês.

Uma de suas frases preferidas é que a China compre “no Brasil” mas não “o Brasil”. Essa declaração é meio ingênua. Querer exportar para a China todo mundo quis. E por todo mundo estou me referindo a Michel Temer, Dilma Rousseff, Lula, Fernando Henrique, José Sarney e os militares.

Os chineses, ávidos por investir mundo afora, deveriam ser bem-vindos se quiserem construir portos, hidrovias, hidrelétricas, ferrovias, rodovias, obras de saneamento, etc. É o que estão fazendo na Ásia, por exemplo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre as economias que mais crescem no mundo estão as do Vietnã, Camboja, Mianmar e Laos, todas acima de 6% ao ano. Com investimento chinês.

É até meio infantil da minha parte mencionar isso, mas a China jamais poderá pôr nas costas uma ferrovia ou porto que construiu no Brasil e levá-lo embora.

Erro afobado

Foi um erro de Jair Bolsonaro dizer afobadamente, sem consultar os especialistas do Itamaraty, que irá mudar a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.

Os únicos países que fizeram isso até agora foram os Estados Unidos e a Guatemala. Deve ter alguma razão prática para que a União Europeia e a Grã-Bretanha, por exemplo, não tenham acompanhado os americanos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Senado durante sessão plenária semipresencial para votar o projeto de lei (PL 1.847/2024) que estabelece a reoneração gradual da folha de pagamento de 17 setores da economia. (Relator senador Jaques Wagner) 24 de junho de 2026 - 21:50
Candidatos às eleições presidenciais de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro 15 de junho de 2026 - 9:41
Movimento VAT - Vida Além do Trabalho, que propõe o fim da escala 6x1 26 de maio de 2026 - 12:04
Fernando Haddad no podcast Market Makers 20 de maio de 2026 - 19:41
CNH bom motorista 18 de maio de 2026 - 15:36
Flávio Bolsonaro durante entrevista 15 de maio de 2026 - 18:05
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar