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Ano mais positivo

GPA amplia previsão de investimentos para R$ 1,8 bilhão em 2019

Grupo pretende investir mais que o ‘teto’ da última década, de R$ 1, 3 bilhão; com crise econômica, GPA diminuiu gastos e deixou de expandir em alguns formatos

6 de dezembro de 2018
9:31 - atualizado às 9:36
Sede do Grupo Pão de Açúcar
Imagem: Divulgação

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) vai elevar investimentos no próximo ano e aposta na expansão do atacarejo, da rede Pão de Açúcar e lojas de proximidade.

A companhia projeta um Capex entre R$ 1,7 e R$ 1,8 bilhão no próximo ano, superior aos R$ 1,6 bilhão previstos em 2018 e à média de aproximadamente R$ 1,4 bilhão dos últimos quatro anos.

A previsão aponta para uma retomada de investimentos após um período de crise econômica brasileira em que o GPA diminuiu gastos e deixou de expandir em alguns formatos, concentrando-se sobretudo na rede que dava mais retorno, o "atacarejo" Assaí.

"Enxergamos 2019 como sendo um ano muito mais positivo do que 2018", afirma o presidente da varejista, Peter Estermann. Além da abertura de novas lojas, a transformação digital também deve ser um dos focos de investimento do grupo, diz. A empresa quer dobrar a quantidade de lojas que fazem entrega rápida de pedidos do e-commerce: são 70 e devem chegar a 140.

No próximo ano, a companhia deve retomar investimentos na expansão da rede de supermercados que dá nome ao grupo, o Pão de Açúcar. A bandeira não esteve no foco de investimentos nos últimos anos, mas agora deve ganhar entre 5 a 10 novos pontos de venda em 2019. No longo prazo, a aposta é ainda maior: o GPA quer abrir 100 novas lojas Pão de Açúcar nos próximos quatro anos. "Vamos retomar o crescimento orgânico no segmento premium", diz Estermann.

O otimismo do GPA se mostra ainda na crença de que as marcas de varejo voltarão a crescer acima da inflação. Em 2018, é previsto que apenas o Assaí atinja essa meta. Para as bandeiras do Multivarejo, unidade de negócios que inclui o Extra e o Pão de Açúcar, a expectativa esse ano é apenas crescer o faturamento no critério mesmas lojas em linha com a inflação de alimentos.

*Com Estadão Conteúdo 

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