O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Jerome Powell defende condução da política monetária, diz que pode ter paciência para realizar novas altas e afirma que a política não vai deter o BC americano de fazer o que acha certo. Não animou os mercados
O presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, Jerome Powell, enfatizou que o Banco Central não tem uma rota predeterminada para os juros americanos e que o recente aperto nas condições financeiras levou à reconsideração sobre o número de ajustes no juro de três para dois ao longo de 2019.
Em entrevista após anunciar uma elevação do juro em 0,25 ponto percentual, para 2,25% a 2,5% ao ano, Powell explicou, por diversas vezes, que as decisões futuras estão mais dependentes da evolução dos dados econômicos e se eles se mostram compatíveis com as expectativas do Fed de um crescimento ainda forte em 2019, com queda do desemprego em inflação ao redor da meta de 2%.
Powell disse, ainda, que o comportamento recente da inflação dá ao comitê a capacidade de se ser paciente antes de seguir adiante com o ajuste das condições monetárias, que estão estimulativas, e que a taxa de juro já está na parte inferior das estimativas do que seria o juro neutro (aquele não estimula nem atrapalha o crescimento).
O discurso, no entanto, não agradou aos mercados. Depois de um período de indefinição em Wall Street, com os índices oscilando entre alta e baixa, os principais indicadores firmaram posição em terreno negativo, mostrando que o esperado rali de fim de ano não deve se confirmar agora em 2018. O Dow Jones terminou o dia em queda de 1,49%, o S&P caiu 1,54% e o Nasdaq recuou 2,17%.
Como dissemos mais cedo, o Fed estava em posição difícil, podendo apanhar qualquer que fosse sua decisão e comunicação. Uma das leituras possíveis é que o Fed ainda acena alguma preocupação com a inflação enquanto parte do mercado teme uma forte desaceleração da economia já em 2019. Outra interpretação é que o Fed acompanha os dados da economia, e os mercados não. Os agentes queriam uma postura ainda mais conciliadora, com um aceno claro de pausa ou algo parecido.
O Fed também pensa em ativar as exigências de capital anticíclico para o setor financeiro. Essa é uma medida de estabilidade financeira. Quando o BC avalia que o crescimento do crédito pode estar acima do considerado saudável, o BC exige parcela extra de capital. Powell disse que isso será avaliado no começo de 2019, mas que ele prefere manter “a mente aberta” a essa discussão. Atualmente, os riscos à estabilidade financeira estão equilibrados.
Leia Também
Isso é má notícia para a "janela de crédito" que parece já ter fechado um pouco, dificultando ainda mais a rolagem de dívidas, principalmente para as empresas com menores notas de crédito.
O presidente do BC também disse que não pretende rever o programa de redução do balanço do Fed (recompra de títulos do governo e do setor privado). O instrumento de política monetária será apenas a taxa de juro.
A mediana das projeções do Fed é de crescimento de 2,3% em 2019, com desemprego de 3,5%, acima dos patamares considerados neutros de 1,9% para o PIB e 4,4% para o desemprego.
Para Powell, mesmo que a política monetária venha a dar menor suporte para a atividade, os prognósticos para 2019 mostram uma economia saudável. Segundo o presidente, há um grau de incerteza sobre os próximos passos, por isso mesmo o Fed mudou sua comunicação, colocando explicitamente um acompanhando das condições globais e dos mercados financeiros.
Ele reforçou, também, que a intenção do Fed não é deixar a política monetária restritiva, mas sim neutra. O “gráfico de pontos”, mostrou uma redução na projeção para o juro de 2019, de 3,1% para 2,9%. A taxa de longo prazo caiu de 3% para 2,8%.
Ao longo da entrevista, Powell foi questionado mais de uma vez sobre os “tuites” do presidente Donald Trump, que vem repetidamente reclamando da atuação do Fed.
Sem mudar o tom de voz, Powell disse que considerações políticas não tem influência sobre as discussões feitas dentro do comitê. O foco está na missão de manter a inflação sob controle e garantir pleno emprego e que nada “vai deter” o Fed de fazer a coisa certa. Além disso, o presidente destacou que a instituição tem independência para atuar, algo “essencial”.
“Não estou preocupado com [comentários] políticos. Vamos fazer nosso trabalho da forma que sempre fizemos”, disse.
https://twitter.com/realDonaldTrump/status/1074657278974939138
Powell disse que o Fed não olha especificamente para um mercado, mas sim para uma série de indicadores que podem apontar mudanças no quadro macroeconômico. Na sua avaliação, volatilidade de curto prazo não deixa “uma marca” na economia.
O que o Fed identificou é que houve um aperto nas condições financeiras e isso foi considerado nos modelos de projeção do BC, que mudou os prognósticos para crescimento, desemprego e, também, para o número de altas possíveis em 2019.
“Acompanhamos os mercados, mas de um ponto de vista macroeconômico. Nenhum mercado é o mais importante”, disse.
Perguntado sobre a queda nos juros longos, especialmente das taxas de 10 anos dos papéis do Tesouro, Powell disse que essa redução é consistente com o movimento de maior aversão ao risco (risk off) visto nos mercados, e que não é possível saber se esse cenário vai prevalecer ou não.
“Taxas de juro menores nos vértices mais longos pode ser um sinal de menor crescimento. Mas não sabemos se isso realmente vai ocorrer. Nossa visão é de crescimento sólido, queda no desemprego e economia saudável”, afirmou.
Os convidados do Market Makers desta semana são Axel Blikstad, CFA e fundador da BLP Crypto, e Guilherme Giserman, manager de global equities no Itaú Asset
A fragilidade desses sistemas se deve principalmente por serem projetos muito novos e somarem as fraquezas de duas redes diferentes
Estima-se que cerca de US$ 8 milhões (R$ 41,6 milhões) tenham sido drenados de carteiras Phantom e Slope, além da plataforma Magic Eden
Esse montante está sendo gasto em equipamentos militares, como drones, armas, coletes a prova de balas, suprimentos de guerra, entre outros
Com sede em Miami, a Bit5ive é uma dos pioneiras a apostar no retorno com a mineração de bitcoin; plano é trazer fundo para o Brasil
Os hacks estão ficando cada vez mais comuns ou os métodos para rastreá-los estão cada vez mais sofisticados? Entenda
Mercados repercutem balanços de gigantes das bolsas e PIB da Zona do Euro. Investidores ainda mantém no radar inflação nos EUA e taxa de desemprego no Brasil
Ibovespa acumula alta de pouco mais de 2,5% na semana; repercussão de relatório da Petrobras e desempenho de ações de tecnologia em Wall Street estão no radar
Aperto monetário pelo Banco Central Europeu, fornecimento de gás e crise política na Itália pesam sobre as bolsas internacionais hoje
Hoje, investidores mostram-se animados com os balanços do Wells Fargo e do Citigroup; por aqui, repercussões da PEC Kamikaze devem ficar no radar
Por aqui, investidores ainda assistem à divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas pelo Ministério da Economia
Os números do primeiro trimestre foram pressionados pela onda da variante ômicron, alta sinistralidade e baixo crescimento orgânico, mas analistas seguem confiantes na Hapvida
Entenda porque a perda de paridade com o dólar é importante para a manutenção do preço das demais criptomoedas do mundo
Entenda porque a perda de paridade com o dólar é importante para a manutenção do preço das demais criptomoedas do mundo
Mesmo com a retomada de hoje, as criptomoedas acumulam perdas de mais de dois dígitos nos últimos sete dias
Investidores também digerem inflação na zona do euro e número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA
Os dados internos da blockchain do bitcoin mostram que a maior criptomoeda do mundo permanece no meio de um “cabo de guerra” entre compradores e vendedores
A segunda maior criptomoeda do mundo está em xeque com o aprofundamento do ‘bear market’, de acordo com a análise gráfica
Putin a favor da mineração de criptomoedas, Fed e Joe Biden no radar do bitcoin, Elon Musk e Dogecoin e mais destaques
O plano do presidente americano pesava a mão na taxação de criptomoedas e ativos digitais, no valor de US$ 550 bilhões