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Discurso de Jerome Powell sobre taxa de juros animou os mercados, mas pode ser mais uma leitura equivocada do que uma mudança de fato
O discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, Jerome Powell, está em debate nos mercados locais e externos. Apesar da reação positiva dos ativos de risco no pregão de ontem, será que Powell mudou mesmo a sinalização sobre o juro nos EUA?
A frase que levou os mercados a uma forte arrancada de alta está no segundo parágrafo de um discurso feito no clube de Economia de Nova York. Powell diz que:
“As taxas de juros ainda estão baixas pelo seu padrão histórico e ainda permanecem logo abaixo do amplo range de estimativas do nível considerado neutro para a economia.”
Taxa neutra é aquela que não estimula nem atrapalha o crescimento. Para boa parte do mercado, o “logo abaixo” ou “just below” para classificar a taxa atual em comparação com o que seria a taxa neutra é o ponto chave do discurso, pois no começo de outubro Powell disse que o juro americano, que está entre 2% e 2,25%, estaria “longe do neutro”.
Em política monetária é comum o uso dos termos “hawk”, falcão, e “dove”, pombo, para definir a inclinação de um BC e seus dirigentes. O falcão é aquele de postura mais rígida, enquanto o pombo seria mais condescendente ou de postura mais acomodativa.
Uma das leituras é de que Powel “virou pombo”, ou seja, o ciclo de aperto estaria mais próximo do fim do que se imaginava. Quanto menos o juro americano subir, melhor a condição para os ativos de risco. De fato, a preocupação com a normalização do juro é o que tem deixado diversos especialistas em mercado preocupados, como relatamos em algumas matérias (veja abaixo).
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Para os especialistas da Continuum Economics, essa resposta do mercado é apenas “viés de confirmação”, ou seja, parte do mercado leu da forma que melhor lhe convém algo que não é novo na comunicação do Fed.
De fato, dizem esses especialistas em relatório, a taxa americana vem diminuindo a distância do que seria considerado neutro por diversas estimativas. O juro nominal estaria entre 0,5 ponto-base a 0,9 ponto-base do que alguns modelos sugerem. Assim, se a meta do Fed é atingir a taxa neutra, e essas estimativas para a variável ficassem congeladas, teríamos entre duas ou quatro altas de 0,25 ponto para chegar até lá.
O ponto é que os membros do Fed, segundo a sua ata mais recente, estavam discutindo a possibilidade de elevar a taxa básica para cima do considerado neutro, deixando a política monetária “moderadamente” restritiva ou “temporariamente” restritiva buscando reduzir o risco e uma alta da inflação para cima da meta de 2% ou mesmo mitigar riscos provenientes de desequilíbrios financeiros.
Na avaliação de um amigo gringo, a questão é que Powell não é “falcão” nem “pombo”, ele estaria no meio dessa classificação, por isso suas falas podem ser lidas de diferentes ângulos.
A questão que fica, agora, é se haverá uma mudança na expectativa com relação ao número de apertos previstos para 2019. As estimativas vão de duas até 4 altas, com variações para três ajustes em 2019 e um derradeiro em 2020.
Para o encontro dos dias 18 e 19 de dezembro não há mudança na avaliação de um novo aperto de 0,25 ponto, que levaria o juro para 2,25% a 2,5%. Essa reunião será seguida de coletiva de imprensa e de uma atualização nas projeções do Fed para crescimento, desemprego e taxa de juros.
Em 2019, Powell inaugura uma nova dinâmica de comunicação, dando entrevista após todos os encontros do Fed, algo que deve ajudar nesse ajuste fino das expectativas como relação ao rumo da taxa de juros.
Ainda hoje, às 17 horas, o Fed apresenta a ata da sua reunião dos dias 7 e 8 de novembro, quando o colegiado voltou pela manutenção do juro básico. A dúvida é se o mercado verá o documento como “vencido”, em função da fala de ontem de Powell.
Também me deparei com uma possível leitura política para essa fala de Powell. Ao aliviar o discurso, o presidente do Fed teria transferido para o presidente Donald Trump a responsabilidade por um fim de ano de alegria nos mercados americanos. Trump vai realizar negociações comerciais com a China neste fim de semana no encontro de G-20 e o resultado dessa conversa passaria a ser mais determinante para o andamento dos mercados do que a postura do Fed. Seria esse mais um viés de confirmação ou mais uma deliciosa teoria da conspiração?
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