Fazer negócio no Brasil ficou mais arriscado? Uma das maiores empresas de serviços profissionais do mundo diz que sim
Prestadora de serviços KPMG mostra que três fatores tornaram os negócios no Brasil mais desafiadores
Já diria Tom Jobim em uma de suas mais célebres frases: "O Brasil não é para principiantes". Não bastasse todas as turbulências econômicas dos últimos anos, o cenário para negócios do Brasil se tornou particularmente desafiador nos últimos meses. E isso é motivo de alerta para você de empreende, ou quer empreender, por aqui.
Segundo a prestadora de serviços profissionais KPMG, essa perspectiva negativa para o Brasil tem três pilares de sustentação: a incerteza eleitoral, a guerra comercial e as regulações mais rigorosas. Um estudo de gerenciamento de riscos feito pela empresa mostrou que o país teve um aumento expressivo da quantidade de fatores de risco divulgados pelas empresas que mantêm negócios por aqui. Ao todo, são 6.980 riscos mencionados pelas companhias.
Essa soma representa um aumento de 32% em relação ao divulgado em 2017, quando as empresas listaram 5.280 riscos. Foi a primeira alta verificada pela consultoria nesse tipo de levantamento. Em 2016, foram anunciados 5.432 riscos e, em 2014, 5.807.
Por setor, os riscos identificados este ano estão divididos em consumo cíclico (1.844), financeiro (1.130), bens industriais (994), utilidade pública (983), materiais básicos (548), consumo não cíclico (545), saúde (410), tecnologia da informação (214), petróleo, gás e biocombustíveis (204), e telecomunicações (108).
Preparados para a crise
Outro dado interessante da pesquisa da KPMG mostra que os executivos no Brasil estão mais preocupados em expor os fatores de risco da economia brasileira. O medo deles é de que a falta de informação sobre esses riscos traga punições e manchem a imagem dos negócios.
Essa precaução é comprovada por outro dado da pesquisa: os setores mais regulados foram os que apresentaram maior porcentual de companhias com área específica dedicada ao gerenciamento de riscos. Este índice chega a 100% nas empresas de telecomunicações, 78% no setor financeiro e 77% nas empresas de utilidade pública.
Leia Também
Sinal verde: Conselho dos Correios dá aval a empréstimo de R$ 20 bilhões para reestruturar a estatal
Oi (OIBR3) consegue desbloqueio de R$ 517 milhões após decisão judicial
Nem tudo está perdido
Sei que essa reportagem trouxe notícias pouco animadores para os executivos brasileiros de plantão. Mas uma fala do Sidney Ito, sócio da KPMG, mostra que há uma luz no fim do túnel: "gerenciar riscos não é gerenciar somente problemas, mas também oportunidades de crescimento, modernização e diferenciação da concorrência. Aqueles que encararem o tema com essa percepção assumirão a dianteira"
Para Ito, o Brasil ainda deve avançar na implantação da estrutura de gerenciamento de riscos, de modo que podemos evoluir muito na identificação dos principais fatores e na qualidade das informações sobre o tema.
*Com Estadão Conteúdo.
Anvisa manda recolher lotes de sabão líquido famoso por contaminação; veja quais são e o que fazer
Medida da Anvisa vale para lotes específicos e inclui a suspensão de venda e uso; produto capilar de outra marca também é retirado do mercado
O “bom problema” de R$ 40 bilhões da Axia Energia (AXIA3) — e como isso pode chegar ao bolso dos acionistas
A Axia Energia quer usar parte de seus R$ 39,9 bilhões em reservas e se preparar para a nova tributação de dividendos; entenda
Petrobras (PETR3) cai na bolsa depois de divulgar novo plano para o futuro; o que abalou os investidores?
Novo plano da Petrobras reduz capex para US$ 109 bi, eleva previsão de produção e projeta dividendos de até US$ 50 bi — mas ações caem com frustração do mercado sobre cortes no curto prazo
Stranger Things vira máquina de consumo: o que o recorde de parcerias da Netflix no Brasil revela sobre marcas e comportamento do consumidor
Stranger Things da Netflix parece um evento global que revela como marcas disputam a atenção do consumidor; entenda
Ordinários sim, extraordinários não: Petrobras (PETR4) prevê dividendos de até US$ 50 bilhões e investimento de US$ 109 bilhões em 5 anos
A estatal destinou US$ 78 bilhões para Exploração e Produção (E&P), valor US$ 1 bilhão superior ao do plano vigente (2025-2029); o segmento é considerado crucial para a petroleira
Vale (VALE3) e Itaú (ITUB4) pagarão dividendos e JCP bilionários aos acionistas; confira prazos e quem pode receber
O banco pagará um total de R$ 23,4 bilhões em proventos aos acionistas; enquanto a mineradora distribui R$ 3,58 por ação
Embraer (EMBJ3) pede truco: brasileira diz que pode rever investimentos nos EUA se Trump não zerar tarifas
A companhia havia anunciado em outubro um investimento de R$ 376 milhões no Texas — montante que faz parte dos US$ 500 milhões previstos para os próximos cinco anos e revelados em setembro
A Rede D’Or (RDOR3) pode mais: Itaú BBA projeta potencial de valorização de mais de 20% para as ações
O preço-alvo passou de R$ 51 para R$ 58 ao final de 2026; saiba o que o banco vê no caminho da empresa do setor de saúde
Para virar a página e deixar escândalos para trás, Reag Investimentos muda de nome e de ticker na B3
A reestruturação busca afastar a imagem da marca, que é considerada uma das maiores gestoras do país, das polêmicas recentes e dos holofotes do mercado
BRB ganha novo presidente: Banco Central aprova Nelson Souza para o cargo; ações chegam a subir mais de 7%
O então presidente do banco, Paulo Henrique Costa, foi afastado pela Justiça Federal em meio a investigações da Operação Compliance Zero
Raízen (RAIZ4) perde grau de investimento e é rebaixada para Ba1 pela Moody’s — e mais cortes podem vir por aí
A agência de classificação de risco avaliou que o atual nível da dívida da Raízen impõe restrições significativas ao negócio e compromete a geração de caixa
Dividendos robustos e corte de custos: o futuro da Allos (ALOS3) na visão do BTG Pactual
Em relatório, o banco destacou que a companhia tem adotado cautela ao considerar novos investimentos, na busca por manter a alavancagem sob controle
Mercado torce o nariz para Casas Bahia (BHIA3): ações derretem mais de 20% com aumento de capital e reperfilamento de dívidas
Apesar da forte queda das ações – que aconteceu com os investidores de olho em uma diluição das posições –, os analistas consideraram os anúncios positivos
Oncoclínicas (ONCO3): grupo de acionistas quer destituir conselho; entenda
O pedido foi apresentado por três fundos geridos pela Latache — Latache IV, Nova Almeida e Latache MHF I — que, juntos, representam cerca de 14,6% do capital social da companhia
Por que o Itaú BBA acredita que a JBS (JBSS32) ainda pode mais? Banco elevou o preço-alvo e vê alta de 36% mesmo com incertezas no horizonte
Para os analistas Gustavo Troyano, Bruno Tomazetto e Ryu Matsuyama, a tese de investimento permanece praticamente inalterada e o processo de listagem nos EUA segue como um potencial catalisador
Black Friday 99Pay e PicPay: R$ 70 milhões em recompensas, até 250% do CDI e descontos de até 60%; veja quem entrega mais vantagens ao consumidor
Apps oferecem recompensas, viagens com cashback, cupons de até R$ 8 mil e descontos de 60% na temporada de descontos
Uma pechincha na bolsa? Bradesco BBI reitera compra de small cap e calcula ganho de 167%
O banco reiterou recomendação de compra para a companhia, que atua no segmento de logística, e definiu preço-alvo de R$ 15,00
Embraer (EMBJ3) recebe R$ 1 bilhão do BNDES para aumentar exportações de jatos comerciais
Financiamento fortalece a expansão da fabricante, que prevê aumento nas entregas e vive fase de demanda recorde
Raízen (RAIZ4): membros do conselho renunciam no meio do mandato; vagas serão ocupadas por indicados de Shell e Cosan
Um dos membros já havia deixado cargo de diretor vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Cosan
A hora da Localiza (RENT3) chegou? O que levou mais esse banco a retomar o otimismo com as ações
Depois de o Itaú BBA ter melhorado projeções para a locadora de veículos, agora é a vez de o BTG Pactual reavaliar o desempenho da companhia
