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Novo governo

Equipe de transição estuda três nomes para Minas e Energia

Além de Paulo Pedrosa, ex-secretário do ministério, e Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, o deputado federal Jaime Martins agora entrou na disputa, apesar de ser pouco conhecido de executivos do setor

Deputado Jaime Martins durante sessão de discussão do processo de impeachment de Dilma, no plenário da Câmara
Apesar de ter experiência na área, deputado Jaime Martins é pouco conhecido de executivos do setor de Minas e EnergiaImagem: Valter Campanato/Agência Brasil

Um dos ministérios mais importantes e estratégicos para a retomada econômica do País, Minas e Energia ainda vive sob a dúvida de quem vai comandar a pasta na gestão de Jair Bolsonaro (PSL). Até o início desta semana dois nomes lideravam as apostas de quem seria o novo ministro: Paulo Pedrosa, ex-secretário do ministério, e Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Na sexta-feira, 23, no entanto, um novo personagem entrou na disputa, o deputado federal Jaime Martins (PROS/MG).

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Apesar de fazer parte da Comissão de Minas e Energia (CME) e informar que tem intensa atuação na área, o político mineiro não é um nome muito conhecido entre executivos do setor.

Em nota, ele disse não ter recebido convite oficial para o ministério, mas exaltou seus conhecimentos no segmento e sua versatilidade. De acordo com o comunicado, o deputado é vice-presidente da Frente do Gás, químico industrial, engenheiro mecânico, engenheiro metalúrgico, advogado e especialista em administração financeira e marketing.

O deputado também teria proximidade com militares, já que é membro da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra. No setor, o nome do deputado recebeu a simpatia especialmente de executivos ligados à geração de energia hídrica, que esperam uma nova fase de crescimento, depois da forte expansão das energias alternativas (leia-se eólica e solar).

Esses mesmos executivos são contrários à indicação de Paulo Pedrosa, que também conta com a antipatia de vários parlamentares do MDB e do DEM, que viram várias de suas demandas no setor serem derrubadas pelo ex-secretário. Esses partidos sempre reivindicaram posições na área, que movimenta bilhões de reais e foi muito usado como moeda de troca para o governo.

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O MDB é o partido com maior influência e domina o Ministério de Minas e Energia há décadas. Agora poderá perder esse poder.

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Nos bastidores, fontes ligadas às empresas do setor afirmam que os parlamentares têm atuado para tirar Pedrosa do páreo e colocar alguém mais alinhado com eles, com um perfil mais político.

Apresentações

Paulo Pedrosa, que tem a preferência de boa parte do setor elétrico, foi convidado para fazer uma apresentação para o professor da Universidade de Iowa, Luciano de Castro, que participou da campanha de Bolsonaro, para o futuro ministro da economia Paulo Guedes e para o vice-presidente Hamilton Mourão. Todos ficaram bem impressionados e indicaram o nome para Bolsonaro.

Adriano Pires também entrou na lista como um especialista que tem grande conhecimento na área de petróleo e gás. Assim como Pedrosa, o diretor do CBIE foi convidado pela equipe de transição para fazer uma apresentação sobre o setor energético.

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Pires tem proximidade com boa parte dos integrantes da equipe econômica de Guedes. Segundo fontes em Brasília, o DEM - que tentou emplacar José Carlos Aleluia para o cargo - era mais favorável ao nome de Pires. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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