O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Sendo direto, eu não sei e ninguém sabe. O que é menos controverso é sempre ter alguma quantidade de dólares na sua carteira de investimentos
“O câmbio foi inventado por Deus para humilhar os economistas. Nunca se sabe para onde ele vai.” A frase, atribuída ao economista Edmar Bacha, é bastante conhecida, mas ainda não vi uma melhor para resumir um dos preços mais complexos da economia.
Voltando até janeiro e olhando o boletim Focus, do Banco Central, a mediana das projeções feitas por um punhado de especialistas mostrava dólar a R$ 3,34 no fim deste 2018. Para 2019, um exercício de futurologia ainda mais ousado, o prognóstico era de R$ 3,4. O último Focus mostra dólar a R$ 3,80 no fim do próximo ano, mas não se apegue a esse número.
Encerramos 2018, com dólar a R$ 3,8755, valorização de 17% no ano, maior alta anual desde a disparada de 49% em 2015. A moeda tinha fechado 2017, na linha de R$ 3,30, vindo de R$ 3,25 em 2016.
A cotação mínima de fechamento do ano foi vista em 26 de janeiro, a R$ 3,1385. Já a máxima foi de R$ 4,20 em 13 de setembro, auge das incertezas eleitorais. Depois, a taxa chegou a cair a R$ 3,65 antes do segundo turno das eleições, no fim de outubro. Tirando a média do ano, o dólar foi de R$ 3,66.
Há um punhado de modelos para estimar a taxa de câmbio, como diferencial de juros internos e externos, a cotação de hoje mais uma taxa de juros, considerações sobre o balanço de pagamentos, correlações com o risco-país e alguns que somam todas as variáveis anteriores. Há também tentativas de estimar o “preço justo” da moeda, buscando entender se o preço está acima ou abaixo do tal “justo”, mesmo que o “justo” seja sempre o último preço em tela.
Leia Também
O fato é que ninguém sabe para onde o dólar vai, cegueira que cresce conforme se ampliam os horizontes preditivos. Assim, as tentativas de estimar o preço do dólar, como de outras variáveis, acabam misturando estudos e cálculos objetivos, com um pouco da intuição, “feeling”, experiência, percepção, discricionariedade, chame como quiser.
O lendário gestor da Oaktree, Howard Marks, diz que é possível que nunca saibamos para onde vamos, mas é sempre bom saber com clareza onde estamos. Também é possível fazer boas decisões de investimento olhando o presente, sem precisar fazer “chutes” ou palpites sobre o futuro.
Começando pelo balanço de pagamentos, a situação do Brasil nas suas relações comerciais e financeiras com o resto do mundo é bastante confortável. O déficit externo orbita a linha de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) e é integralmente financiado pelo investimento externo.
Para 2019, o déficit deve aumentar, captando o crescimento da economia e a consequente demanda por bens importados. Relação que pode ser posta à prova caso a nova equipe economia leve adiante a promessa de rever tarifas de importação e abrir mais o país ao comércio internacional. Algo que pode ter impacto também sobre a inflação, mas isso é assunto para outro dia.
Em termos de diferenciais de juros, temos a Selic estacionada em 6,5% ao ano, enquanto o juro americano está entre 2,25% e 2,5%, com viés de alta. O diferencial é um dos menores já visto desestimulando as operações de “carry trade”, que consistem em pegar dinheiro barato lá fora investir por aqui e ganhar o diferencial (de forma bem simplificada).
Outra variável são os ingressos em portfólio, notadamente bolsa de valores e mercado de títulos, que vão completando mais um ano sem grande movimentação, com saída líquida de US$ 3 bilhões até novembro.
Essa linha do balanço pode ter maior relevância agora em 2019 dada às expectativas com relação ao crescimento da economia e à realização das reformas fiscais, que colocariam o país no radar de grandes investidores internacionais.
Aliás, essa expectativa com reformas e com o desempenho do novo governo permeia todos os exercícios de futurologia que vemos neste fim de 2018. E para a taxa de câmbio não é diferente.
Faz pouco, os especialistas do BTG estimaram dólar entre R$ 3,40 a R$ 5,0, a depender das reformas, juros externos e do comportamento da moeda americana antes seus principais pares internacionais.
O Morgan Stanley e Credit Suisse falam em dólar a R$ 3,55 a R$ 3,60 no começo de 2019, também a depender das reformas.
Foi justamente esse vetor menos palpável, de expectativas, que levou o dólar a R$ 4,20, e nos fez ler projeções de R$ 5 ou mais, e derrubou a moeda a R$ 3,65, gerando prognósticos de dólar a R$ 3,30. É um mercado onde o psicológico dos investidores aparece com mais fúria. Quando o medo e a euforia dominam, os fundamentos não importam e é justamente nesses momentos que surgem as melhores oportunidades de entrada e saída.
O mercado de câmbio brasileiro é caso único no mundo, pois são os derivativos que formam o preço do dólar à vista e não o contrário, como acontece nos demais mercados. É um caso de rabo que balança o cachorro.
Isso decorre de uma série de limitações às operações com dólar físico por aqui que se contrapõem a exuberante estrutura e volume de negócios no mercado futuro, que está entre os maiores do mundo. Para dar uma ideia, a proporção é de um dólar negociado à vista para mais de dez no mercado futuro.
Por isso, o investidor tem que estar sempre atento ao que acontece na B3, pois é lá que a formação de preço do dólar acontece. É no mercado futuro onde comprados, que ganham com a alta do dólar, e vendidos, que ganham com a queda da moeda, protegem suas exposições em outros mercados e fazem apostas direcionais na moeda americana.
Os grandes players no mercado de dólar futuro e cupom cambial são os bancos, os fundos de investimento e os estrangeiros. Normalmente se o estrangeiro está comprado, como agora, os demais estão vendidos.
Para dar uma ideia, o estrangeiro chegou a ter uma posição comprada, ou aposta contra o real, de quase US$ 42 bilhões no começo de dezembro. Ao longo de boa parte do segundo semestre essa posição não ficou abaixo dos US$ 30 bilhões.
Movimentações nesse estoque têm implicação na formação de preço. Nos últimos dias, o estrangeiro fez uma redução de posição na casa de US$ 7 bilhões, ajudando a explicar o recuo recente da cotação.
Assim, acompanhar as posições em dólar futuro e cupom cambial na B3 também é uma boa forma de tentar saber “onde estamos” e uma dica do que está por vir. Se o estrangeiro seguir "virando a mão" a tendência é de dólar para baixo.
Não tem conselho seguro ou certeza no câmbio. Se você acredita que o preço sobe ou desce, por convicção própria ou porque sabe mais que os outros, é possível se aventurar nos contratos futuros. Mas se prepare para “passar calor”, como diz o jargão, pois é comum o mercado teimar em ir para o lado oposto assim que você montar sua posição.
O ponto mais sensato que tenho ouvido é manter sempre um percentual relativamente baixo da sua carteira de investimento em moeda americana. Encare como diversificação, proteção e manobre essa exposição de acordo com o “onde estamos”. Para o dólar ou qualquer outro ativo crie seus “stops”, descubra sua tolerância às perdas e quanto de alta te deixa feliz.
Agora, se sua dúvida é comprar dólar para uma viagem, ao invés de perguntar para seus amigos e familiares, vá comprando aos poucos, trabalhe com a ideia de uma taxa média.
Enquanto importadores pressionam por reajuste, fontes da Reuters dizem que estatal não pretende mexer nos preços agora
As inscrições para o Programa Jovem Aprendiz 2026 da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos são gratuitas; confira os detalhes
Mega-Sena pode não pagar o maior prêmio da semana, mas valor em jogo não é desprezível. Dupla de Páscoa ainda demora para acontecer. Lotofácil e Quina têm sorteios diários.
Veja os resultados da Mega-Sena, Quina, Lotofácil, Timemania e Dia de Sorte neste fim de semana
Greve dos caminhoneiros e incertezas sobre o diesel dominam o noticiário, enquanto coincidência rara na Lotofácil e “prêmio de consolação” milionário no Oscar completam a lista das mais lidas da semana no SD
Escassez de cacau na Europa no início do século 19 levou um doceiro piemontês a misturar avelãs moídas com a intenção de fazer o chocolate render. O resto é história.
O BTG Pactual Prime Hospitalidade deve comprar três hotéis voltados para o público “premium”; o banco destaca a proteção inflacionária do portfólio
Na Bela Vista, bairro com o maior número de transações de compra e venda, o valor que precisa ser comprovado ultrapassa R$ 19 mil por mês; confira a lista
Conteúdo apreendido pela PF detalha reunião de Vorcaro com Anitta e empresários do setor de bets
Lula convence Fernando Haddad à candidatura do governo de São Paulo e presidente anuncia Dario Durigan como o novo ministro da Fazenda
Entidades apoiam medida do governo que endurece a fiscalização do piso mínimo do frete e cria regras mais rígidas para o pagamento aos caminhoneiros
Enquanto a Lotofácil e a Quina seguem com sorteios diários, Dupla Sena tem nesta sexta-feira (20) o último sorteio antes da Dupla de Páscoa.
O Seu Dinheiro foi atrás de todas as informações que você precisa antes de ir para o Lollapalooza 2026; veja o “manual de sobrevivência”
Concorrência deve aumentar após quebra de exclusividade, mas novas versões ainda dependem de aprovação da Anvisa
“O cenário global atravessa um dos choques mais severos da história recente, elevando preços e intensificando a disputa internacional por suprimentos”, disse o Sindicom em nota
Banco se baseia em análises políticas que indicam um limite para a participação dos Estados Unidos no conflito
“Emergência Radioativa” resgata acidente com césio-137 em 1987 e mostra como a contaminação se espalhou rapidamente
Com o país em alerta para uma possível nova paralisação, lembrança de 2018 volta ao radar; preços já se aproximam de níveis críticos em algumas regiões
Mesmo sem estar acumulada, a Lotofácil promete prêmio de R$ 7 milhões nesta quinta-feira. Isso porque o número do concurso tem final zero. Mega-Sena só paga mais que a Quina hoje.
Mesmo sem feriados nacionais, março garante folgas regionais. Dia 19 de março permite descanso em dois estados e algumas cidades