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Luciana Seabra
Advogada do Investidor
Luciana Seabra
É CFP®, especialista em fundos de investimento e sócia da Empiricus
Dados da Bolsa por TradingView
2018-10-03T18:41:13-03:00
DESCRUZE OS BRAÇOS

O que o investidor profissional está comprando agora?

Podemos estar vivendo agora uma recuperação vigorosa da Bolsa. Tem muita gente boa acreditando nela. E isso não é apenas uma projeção, já está acontecendo

3 de outubro de 2018
17:59 - atualizado às 18:41

Há muito tempo não via tantos bons gestores de fundos multimercados comprando ou se preparando para entrar na Bolsa brasileira. Historicamente, eles se posicionam de forma mais contundente em juros e moedas. Veja o que eles estão falando:

  • “No nosso entendimento, a vitória de Jair Bolsonaro é o cenário mais provável, e, de acordo com nossas estimativas, os preços de ativos brasileiros deverão se valorizar caso este cenário se materialize. Desta forma, nossa intenção é aumentar, nos próximos dias, as posições compradas em bolsa local...” (Legacy, gestora formada por egressos da tesouraria do Santander, em carta aos cotistas de setembro).
  • “O mês de setembro deve marcar o fim de um ciclo de posições mais conservadoras para Brasil. Com as eleições de outubro, o cenário incerto entre eventuais governos de esquerda ou de direita será definido. O fim deste processo deve trazer ainda boas oportunidades para geração de alpha no Brasil, nos mercados de Bolsa, câmbio e até mesmo juros...” (Adam, gestora de Márcio Appel, em relatório gerencial de setembro.)
  • “O fundo aproveitou a volatilidade de agosto para aumentar marginalmente sua posição na bolsa brasileira.” (Verde, de Luis Stuhlberger, em relatório de gestão de agosto.)

Os bons gestores de ações também estão comprando – mas me chama mais atenção o movimento dos gestores de multimercados. Por dois motivos:

  1. Eles poderiam estar comprando qualquer ativo, no Brasil e no exterior. E estão de olho na Bolsa local;
    Eles têm muito mais dinheiro do que os fundos de ações – mais propriamente R$ 873 bilhões, contra R$ 231 bilhões nos produtos de renda variável.
  2. Tenho uma mania estranha de olhar longos históricos para avaliar fundos de investimento. E algo sempre me impressiona: os ganhos não seguem uma trajetória linear. O Verde é um bom exemplo. Em meio a um mar de retornos mensais de um dígito, salta o ganho de janeiro de 1999: 63% em um único mês!

Em fundo de ações, é semelhante. Veja o próprio IP Participações, conhecido pela consistência de retornos. Em um único mês, abril de 2009, 20%, que culminaram em 87% no acumulado daquele ano.

Só consigo me perguntar: “O que meu pai e minha mãe estavam fazendo nesses anos? Por que eles não investiram no fundo Verde quando não era preciso acordar de madrugada pra tentar reservar cotas?”.

Eu gostaria de acreditar que eles estavam em pânico – soaria bem aceitável para um investidor pessoa física sem acesso à informação. Mas acho que eles estavam mesmo era comendo tranquilamente frango com quiabo e angu. E fazendo o possível pra eu comer também e chegar a tempo na escola.

Enfim, acredito que a maioria das pessoas não está ciente do que podemos estar vivendo agora – uma recuperação vigorosa da Bolsa. Tem muita gente boa acreditando nela. E isso não é apenas uma projeção, já está acontecendo. Enquanto você piscava, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, batia 80 mil pontos ontem. Quem falou que isso ia acontecer no começo do ano foi tachado de louco.

Descruze esses braços.

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