🔴 [NO AR] TOUROS E URSOS: QUEM FICOU EM BAIXA E QUAIS FORAM AS SURPRESAS DE 2025? – ASSISTA AGORA

Eduardo Campos

Eduardo Campos

Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.

Juros

Copom mantém Selic em 6,5% e deixa de falar em eventual alta de juros

Comitê do Banco Central (BC) acena manutenção dos juros ao menos até o começo de 2019 e volta a destacar a importância de reformas e ajustes na economia. Boa notícia para os ativos de risco

Eduardo Campos
Eduardo Campos
12 de dezembro de 2018
18:47 - atualizado às 9:53
Reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom)
Reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) - Imagem: Flickr Banco Central do Brasil

Dentro do previsto pelo mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juros, a Selic, em 6,5% ao ano. No comunicado, o BC acena manutenção dos juros e, a grande novidade, é que ele deixou de falar em eventual retirada de estímulo em caso de piora de seu cenário para a inflação. Assim, a trajetória possível para a Selic oscila entre estabilidade e queda e não mais entre estabilidade e alta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como temos enfatizado, a manutenção da Selic na mínima histórica desde março deste ano é favorável aos ativos de risco como bolsa de valores e fundos imobiliários. No mercado de títulos ganham atratividade os prefixados longos  e as Notas do Tesouro Nacional Série-B mais longas, que encontramos no Tesouro Direto.

A leitura do comunicado mostra um tom menos duro, ou mais “dove” no jargão de mercado, do colegiado presidido por Ilan Goldfajn. O Copom não fala mais em eventual ajuste para cima na Selic, como vinha enfatizando nas reuniões passadas.

"O Copom reitera que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural", diz o comunicado de hoje.

Até a reunião de outubro, essa frase era seguida da seguinte ponderação: "Esse estímulo começará a ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou seu balanço de riscos apresentem piora".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa mudança no tom decorre de uma reavaliação no balanço de riscos para a inflação. Por um lado, diz o BC, o nível de ociosidade elevado pode produzir trajetória prospectiva abaixo do esperado. E houve uma elevação desse risco.

Leia Também

Já o risco de uma eventual frustração com as reformas e ajustes afetando prêmios de risco e elevando a inflação, teve um “arrefecimento” na avaliação do colegiado.

Ainda de acordo com o BC, esse risco advindo de uma possível frustração com as reformas se intensifica em caso de deterioração do cenário externo para emergentes. Apesar das mudanças, o balanço de risco segue assimétrico, pois o BC coloca mais peso nos dois riscos que podem levar a inflação para cima.

Em análise publicada na manhã desta quarta-feira, apontamos que o elevado grau de ociosidade poderia abrir um debate sobre a eventual necessidade de novas reduções da Selic caso a inflação e atividade continuem apontando para baixo. O comunicado do próprio BC parece endossar essa discussão ou, ao menos, deve levar a uma convergência nas expectativas de Selic estável por mais tempo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Na avaliação do Copom, a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve manutenção da taxa Selic no nível vigente. O Copom ressalta que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação", diz o comunicado.

O colegiado volta a se reunir nos dias 5 e 6 de fevereiro sob comando de Ilan, já que o processo de indicação, sabatina, votação no Senado e nomeação de Roberto Campos Neto, ainda deve estar em andamento. A depender da velocidade de todos esses trâmites, Campos Neto pode comandar o Copom de 19 e 20 de março de 2019.

Uma avaliação mais aprofundada sobre o balanço de riscos e sobre o que levou o Copom a deixar de falar em retirada de estímulo pode vir na ata dessa reunião, que sai na terça-feira, dia 18. Na quinta-feira, dia 20, será publicado o Relatório de Inflação e há coletiva de imprensa com Ilan e com o diretor de Política Econômica, Carlos Viana.

Política estimulativa

Para o BC, a conjuntura ainda prescreve juro real abaixo do juro neutro ou estrutural. É justamente essa discussão que pode se ampliar de agora em diante. A taxa real brasileira (juro nominal descontado da inflação projetada em 12 meses) está ao redor de 2,8%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A taxa neutra é uma variável não observável, mas seria aquela taxa que promove o máximo de crescimento com inflação na meta. A última consulta feita pelo BC ao mercado mostrou estimativas entre 4% a 4,5%. No entanto, há avaliações de que essa taxa possa estar ainda menor, entre 2,5% a 3%, o que abria espaço para flexibilização adicional da Selic.

O que parece certo, nesse primeiro momento, é que as expectativas do mercado com relação à Selic podem seguir recuando, mostrando uma convergência para Selic em 6,5% por um longo período. A mediana do Focus apontava Selic em 8% em 2019 desde o começo do ano, mas já recuou para 7,5% nas últimas semanas.

Projeções

Na parte dedicada às projeções, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)  fecha este ano em 3,7%, vai a 4% em 2019, e marca, também, 4% em 2020, considerando Selic estável em 6,5% e câmbio constante de R$ 3,85. Na reunião de outubro, as projeções estavam em 4,4%, 4,2% e 4,1%, respectivamente, com câmbio a R$ 3,70.

Considerando as variáveis do boletim Focus, a inflação fica em 3,7% em 2018, vai a 3,9% em 2019 e chega a 3,6% em 2020. O exercício considera Selic de 6,5% neste ano, 7,5% em 2019 e 8% até o fim de 2020. O câmbio considerado é de R$ 3,78 neste ano e de R$ 3,80 em 2019 e 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) são de 4,5% neste ano, 4,25% em 2019, 4% em 2020 e 3,75% em 2021. A banda de tolerância é de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos para absorver eventuais choques de preço.

Ainda sobre o comportamento da inflação, o BC avalia que diversas medidas de inflação subjacente se encontram “em níveis apropriados ou confortáveis”, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária. Aqui, o BC nos diz que a tendência da inflação, medida pelos núcleos, não apresenta ameaça às metas, pois está condizente com elas.

Reformas e ajustes

O BC também volta a enfatizar que a continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é "essencial para a manutenção da inflação baixa no médio e longo prazos, para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia".

O Copom também ressalta que a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Atividade e cena externa

Na avaliação do Copom, os indicadores recentes da atividade econômica continuam evidenciando recuperação gradual da economia brasileira.

Já o cenário externo “permanece desafiador para economias emergentes”. E os principais riscos, na avaliação do BC, estão associados ao aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais, à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas (Estados Unidos) e a incertezas referentes ao comércio global (guerra comercial entre EUA e China).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PRAZO ENCERRADO

Caixa encerra apostas para Mega da Virada, mas ainda há uma brecha para quem não conseguiu jogar

31 de dezembro de 2025 - 20:02

Até as 20h30, casas lotéricas de todo o Brasil seguirão comercializando as cotas de bolão ainda disponíveis para a Mega da Virada.

TIC-TAC

Ainda dá tempo de apostar na Mega da Virada de 2025, mas é preciso correr

31 de dezembro de 2025 - 16:01

Mega da Virada de 2025 sorteia hoje um prêmio estimado em R$ 1 bilhão. O valor é recorde na historia das loterias e não acumula.

TOUROS E URSOS #254

Touros de 2025: Ibovespa, Axia (AXIA3), Galípolo e ouro — confira os melhores do ano, e uma menção honrosa na visão do Seu Dinheiro

31 de dezembro de 2025 - 14:30

Podcast Touros e Ursos faz a retrospectiva de 2025 e revela quem mandou bem na política, economia e investimentos; veja os indicados

GOLPE NO CHURRASCO

China anuncia tarifa de 55% para importação de carne bovina; veja o que muda para o Brasil, maior exportador da proteína ao país

31 de dezembro de 2025 - 11:11

O Brasil, que responde por 45% da carne bovina importada pela China, terá uma cota isenta de tarifas, assim como outros grandes players

NOVO

CVM terá novo presidente interino; colegiado da autarquia abrirá 2026 com 3 cadeiras vagas

31 de dezembro de 2025 - 10:29

Sem uma indicação pelo presidente Lula para liderar a reguladora, a presidência interina passará, na virada do ano, para o diretor João Accioly, o mais antigo na casa

BRILHOU SOZINHA

Lotofácil 3575 faz 3 novos milionários na véspera da Mega da Virada

31 de dezembro de 2025 - 8:29

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na faixa principal na terça-feira, 31 de dezembro, véspera de ano-novo e da Mega da Virada de 2025.

BALANÇO DO ANO

O ouro brilhou, mas o Ibovespa também! Já o bitcoin (BTC) comeu poeira… veja a lista dos melhores e piores investimentos de 2025

30 de dezembro de 2025 - 19:01

Principal índice da B3 fechou ano em alta de 34%, acima dos 160 mil pontos, atrás apenas do metal dourado, que disparou

PRESSÃO PARA TODO LADO

Toffoli volta atrás e decisão da acareação em inquérito sobre o Banco Master fica nas mãos da PF; entenda o que está em jogo e como fica o processo agora

30 de dezembro de 2025 - 14:01

Nesta tarde, a Polícia Federal (PF) vai colher os depoimentos individuais dos envolvidos e, caso considere necessário, os participantes poderão passar por uma acareação

OCUPAÇÃO RECORDE

Desemprego até novembro cai para 5,2% e volta a atingir menor taxa da série histórica; renda média sobe

30 de dezembro de 2025 - 10:25

O indicador de desemprego tem registrado, sucessivamente, as menores taxas da série histórica desde o trimestre encerrado em junho de 2025

FINAL DE ANO

Bancos funcionam no Ano Novo? Veja o que abre e o que fecha

30 de dezembro de 2025 - 9:44

Bancos, B3, Correios e transporte público adotam horários especiais nas vésperas e nos feriados; veja o que abre, o que fecha e quando os serviços voltam ao normal

PIX NÃO SERÁ TAXADO

‘Imposto sobre Pix acima de R$ 5 mil’ é fake news, alerta Receita Federal

29 de dezembro de 2025 - 17:27

Órgão desmente alegações de taxação sobre transações financeiras a partir de R$ 5 mil

MUDANÇAS DE ROTA

Desta vez não foi o PIB: as previsões que os economistas erraram em 2025, segundo o Boletim Focus

29 de dezembro de 2025 - 16:48

Em anos anteriores, chamou atenção o fato de que os economistas de mercado vinham errando feio as projeções para o crescimento do PIB, mas desta vez os vilões das previsões foram a inflação e o câmbio

UM SONHO MAIS DISTANTE

Está mais caro comprar imóveis no Brasil: preços sobem 17,14% em 2025, mostra Abecip — mas há sinais de desaceleração

29 de dezembro de 2025 - 15:35

Considerando só o mês passado, na média, os preços subiram 1,15%, depois de terem registrado alta de 2,52% em outubro

O QUE ESPERAR PARA A ECONOMIA

Inflação, PIB, dólar e Selic: as previsões do mercado para 2025 e 2026 no último Boletim Focus do ano

29 de dezembro de 2025 - 12:30

Entre os destaques está a sétima queda seguida na expectativa para o IPCA para 2025, mas ainda acima do centro da meta, segundo o Boletim Focus

A CONTA NÃO FECHA

Novo salário mínimo começa a valer em poucos dias, mas deveria ser bem mais alto; veja o valor, segundo o Dieese

29 de dezembro de 2025 - 10:37

O salário mínimo vai subir para R$ 1.621 em janeiro, injetando bilhões na economia, mas ainda assim está longe do salário ideal para viver

SEM SENA

O que acontece se ninguém acertar as seis dezenas da Mega da Virada

29 de dezembro de 2025 - 7:07

Entenda por que a regra de não-acumulação passou a ser aplicada a partir de 2009, na segunda edição da Mega da Virada

CORRIDA DOURADA

China ajuda a levar o ouro às alturas em 2025 — mas gigante asiático aposta em outro segmento para mover a economia

28 de dezembro de 2025 - 11:55

Enquanto a demanda pelo metal cresce, governo tenta destravar consumo e reduzir dependência do setor imobiliário

MEGA TURBO

Como uma mudança na regra de distribuição de prêmios ajudou a Mega da Virada a alcançar R$ 1 bilhão em 2025

28 de dezembro de 2025 - 10:43

Nova regra de distribuição de prêmios não foi a única medida a contribuir para que a Mega da Virada alcançasse dez dígitos pela primeira vez na história; veja o que mais levou a valor histórico

ALEATORIEDADE ESTRATÉGICA

ChatGPT, DeepSeek, Llama e Gemini: os palpites de IAs mais usadas do mundo para a Mega da Virada de 2025

27 de dezembro de 2025 - 11:51

Inteligências artificiais mais populares da atualidade foram provocadas pelo Seu Dinheiro a deixar seus palpites para a Mega da Virada — e um número é unanimidade entre elas

MAIS E MAIS RICOS

Os bilionários da tecnologia ficaram ainda mais ricos em 2025 — e tudo graças à IA

26 de dezembro de 2025 - 15:52

Explosão dos investimentos em inteligência artificial impulsionou ações de tecnologia e adicionou cerca de US$ 500 bilhões às fortunas dos maiores bilionários do setor em 2025

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar